quinta-feira, setembro 16, 2010

Pastores precisam agir como NATÃ diante de DAVI




Para o psicoterapeuta Ageu Heringer Lisboa, líderes evangélicos são vítimas da negligência em relação à própria saúde psíquica.

Qualquer observador do meio evangélico – tanto os "de dentro" quanto os de fora – com um mínimo de isenção sabe que a liderança atravessa um momento de grave descrédito perante a sociedade. Os desmandos de muitos pastores, que se arvoram o direito de gerir as igrejas como extensões da própria casa, e a falta de zelo em manter uma conduta íntegra, são geralmente os caminhos mais curtos para a queda. A crise de integridade que assola o ministério cristão tem causas nem sempre claras, mas seus efeitos estão aí, à vista de todos. O psicólogo e terapeuta Ageu Heringer Lisboa conhece essa realidade de perto. Com experiência clínica de 34 anos, ele tem atendido muitos crentes – e por seu consultório passam também pastores e dirigentes evangélicos. É claro que, por ética profissional, ele não pode pormenorizar casos particulares – mas o quem ele tem visto, em termos gerais, é preocupante. "É um segmento normalmente avesso a buscar ajuda psicológica, por receio de se expor perante os colegas e os liderados", comenta. "Geralmente, os pastores deixam os problemas se acumularem anos e anos, sempre empurrando com a barriga, acreditando que encontrarão a saída sozinhos". Não encontram – e o resultado pode ser devastador, tanto para a vidas pessoal como para o ministério.

Mestre em ciências da religião, escritor e um dos fundadores do Corpo e Psicólogos e Psiquiatras Cristãos (CPPC), Ageu integra a Associação Brasileira de Terapia e Pastoral Familiar e dirige seminários para casais, além de prestar consultoria para grupos ministeriais. Para ele, o episódio bíblico envolvendo o rei Davi e o profeta Natã, que corajosamente denunciou os pecados do monarca, é cada vez mais difícil de se repetir. "Quem aspira ou ocupa posições de comando, junto com os privilégios da posição, deve arcar com o ônus da visibilidade e do lugar que ocupa no mundo das representações sociais", opina o especialista. Ageu Lisboa concedeu a seguinte entrevista a CRISTIANISMO HOJE:

CRISTIANISMO HOJE – Qual a diferença entre integridade e caráter?
AGEU LISBOA – Caráter é o núcleo íntimo da personalidade, um centro irradiador de valores que caracteriza uma pessoa. O caráter expressa uma força espiritual organizadora da psique, uma dada estrutura básica e resistente a mudanças. Quem colocou este assunto no centro de seu sistema de psicologia foi Wilhelm Reich. A estrutura do caráter tem a ver com o "todo orgânico", o biodinâmico marcado pelas vivências prazerosas e por aquelas que causam desprazer; os comandos verbais e condicionadores que recebemos, em especial as mensagens emocionais nos ambientes formativos dos primeiros anos. Já integridade pode ser definida como aquilo que é digno de confiança, que se apresenta completo, sem maquiagem, com o melhor de sua natureza. Aplicados em humanos, seria uma qualidade moral positiva, que faz a pessoa agir segundo a verdade e se orientar com justiça. Não quer dizer.

Então, o que faz uma pessoa ser íntegra?
Ser acolhido e educado num ambiente amoroso e justo é o maior estímulo, sem dúvida. Receber uma formação espiritual em que se aprenda a conviver com limites e partilhas. À medida que deixamos a infância, espera-se que caminhemos rumo a uma maturidade psíquica e política, assumindo plenas responsabilidades por nossa vida. Viver se traduz, assim, por escolhas e respostas que carregam sentidos e valores, gerando efeitos sobre os outros e em nós mesmos. Em todo o tempo, estamos nos comportando ativa ou passivamente. Se somos pouco conscientes, predominará o instinto e o automatismo; então, coisa boa ou má poderá sair daí. Como membros da raça humana, pertencemos a um habitat que gera exigências éticas sobre todos. Não podemos ignorá-las e agir segundo nosso próprio desejo ou vontade particular, desconsiderando outros, pois nem ao menos nos fizemos a nós mesmos – somos construídos e vivemos articulados socialmente, reconhecendo e honrando o laço social. Assim, contribuiremos para a paz e a justiça.

A vida religiosa e o Evangelho, mais especificamente, são uma maneira de se alcançar um nível moral mais elevado?
Não e sim. Religiosos de tempo integral, de todas as religiões, preservam culturas, servem às populações e são depositários de muita confiança popular. Mas têm lá seus problemas. Conventos e seminários não são garantia de santidade nem bondade. O Papa Bento XVI tem assumido a vergonha e a culpa por tantos pedófilos na Igreja Católica. No campo protestante e evangélico, temos também nossos porões obscuros. Centros de tratamento de vítimas de abusos sexuais e violência doméstica têm grande presença de pastores entre os violadores. A religiosidade mal instruída, estreita, moralista e fanatizada é uma praga encontrada nas mais diversas expressões ditas religiosas. Os talibãs, excrescência perversa e sádica no islamismo que aflorou nos anos 1980, e os ultra-ortodoxos judeus, que mandaram assassinar o próprio primeiro-ministro israelense Isaac Rabin, em 1995, são irmãos gêmeos. Pastores que pregam cercos espirituais e desrespeitam ostensivamente cultos afros e católicos seguem na mesma linha. Psicologicamente, tudo isso é uma projeção doentia de sombras do coração, associadas à ignorância cultural. Espiritualmente, o processo revela desconexão com o espírito de Jesus Cristo; e socialmente, é questão para a polícia.

Esse é o "não". E por que também pode ser "sim"?
Por outro lado, o evangelho possibilita a integridade quando seguimos no Espírito de Cristo. Jesus é a expressão da nova humanidade – e o evangelho, tal como expresso nos textos bíblicos, traça o caminho da salvação, da via ética, moralmente superior, marcada pela bondade e justiça. Jesus é uma quase unanimidade, positivamente considerado por filósofos e teólogos de outras religiões e pela maioria dos construtores da psicologia como "homem universal", uma encarnação do ideal ético. Ele mostrou-se bem humorado e sábio ao ensinar, acolheu excluídos; foi forte com os duros, festeiro com os que celebravam. Conhecer a Jesus através das Escrituras, meditando em suas palavras e acolhendo seu Espírito, abre-nos ao grande poder de transformação interior e social de cada pessoa.

Por que líderes e pastores ditos "de bem" são excessivamente cobrados quando cometem um pecado e acabam sendo julgados e execrados – alguns, por toda a vida – pela mesma igreja de que sempre cuidaram?
A natureza do trabalho pastoral em sua acepção bíblica original é a de alguém que vive em comunhão com Deus, é instruído nas Escrituras, tem vocação e preparo para cuidar de pessoas espiritualmente desorientadas e ensinar as Escrituras. Os termos "trabalho pastoral e terapêutico" se assemelham semanticamente, significando "cuidado de almas" ou "cura de almas" – o que traz uma exigência ética específica: a de que se mantenham íntegros, moral e profissionalmente. É compreensível essa cobrança pelo lugar que pastores e líderes ocupam no imaginário popular. Sacerdotes, desde tempos imemoriais, supostamente estão mais próximos da divindade ou conhecem o mundo espiritual. Do mesmo modo, se espera que filósofos, juízes e psicólogos apresentem comportamentos coerentes e moralmente sublimes. A sociedade necessita de referenciais de integridade, precisa encontrar pessoas dignas no meio de tanta bandalheira, imoralidade e corrupção. Quando um líder espiritual incorre num pecado grave, tipo adultério ou falcatrua, isso desperta decepção, revolta e angústia entre seus seguidores.

Isso não seria o tal processo de idealização?
Exatamente. E quanto maior a idealização e até idolatria da figura pastoral, maior a tragédia. Importa considerar que esta idealização da persona pastoral, revestida com uma auréola de santidade, definida como portador de uma unção superior, geralmente é fruto de uma construção conjunta entre o pastor e sua comunidade. O pastor, por necessidade narcísica; a comunidade, por demandar um tipo de "pai" santo. E como os líderes vivem a ensinar os demais, devem se cuidar. Este é o sentido de instruções pastorais que Paulo emprega nas suas cartas a Timóteo e Tito. Quem aspira ou ocupa posições de comando, junto com os privilégios da posição, deve arcar com o ônus da visibilidade e do lugar que ocupa no mundo das representações sociais. O pastor, o líder, está numa posição por demais espinhosa e corre até mais riscos devido ao assédio que recebe. Ele é seduzido com elogios, mobilizado para salvar mulheres com carências afetivas, discipular gente rica e poderosa – e é nestas relações que uma aliança escorregadia pode se estabelecer.

A integridade é uma exclusividade dos salvos em Cristo?
Não! Encontram-se boas pessoas, éticas e bondosas, justas e solidárias, em todos os grupos, mesmo entre os ditos "pagãos". Quem duvida do bom caráter de Mahatma Gandhi, por exemplo? E de madre Tereza de Calcutá? O apóstolo Paulo escreve sobre a revelação de Deus em todo o gênero humano, através da criação e na consciência. Na prática, encontramos pessoas não-evangélicas, mas que receberam boa formação familiar, educacional e ética, que são excelentes cidadãos – gente íntegra, amorosa, verdadeiros exemplos de civilidade e maturidade. E, contrariamente ao que desejamos, temos tantos crentes broncos, mal-formados, imaturos, dando vexame na política, na televisão, com deploráveis deslizes ético-morais... Repete-se então o que Jesus teve de dizer aos que se diziam "filhos de Abraão" e se achavam acima dos gentios e com direitos hereditários ao Reino de Deus. Jesus desmontou essa falácia ao anunciar que os verdadeiros filhos de Deus são os que de todo o mundo o recebem pela fé e passam a segui-lo. O Senhor é tão gracioso que concedeu talentos e potencialidades de bondade para todos, em toda parte.

Mas perante alguns setores, "pastor" virou sinônimo de picareta...
Qualquer observador imparcial do campo religioso brasileiro e com sensibilidade cultural e ética se choca diante desse quadro. O joio cresce junto ao bom trigo e há um descompasso entre o inchaço da presença dos 'crentes' na população do país e a questão ética. Autores, como o professor Mendonça, Paul Freston e Robinson Cavalcanti, já analisaram esse fenômeno. A partir da década de
1950 a configuração do campo religioso sofreu aceleradas mudanças; passaram a predominar as teologias mais subjetivistas e emocionais dos pentecostais. Da periferia do sistema, a pregação evangélica aos poucos chegou às classes médias e à mídia. Sem o mínimo senso de obediência a um coletivo dirigente, por qualquer discordância, alguém se desliga de um grupo e funda o seu próprio. Junto a isso se descobriu uma mina de ouro: insistir em cada culto no recolhimento de imposto religioso. É dito à exaustão que o dízimo é para Deus, que se encontra na Bíblia e que, por isso, é sagrado. No entanto, temos visto muito desse dinheiro ir para o cofre das famílias dos "ungidos". Há uma leitura bíblica mecânica e conveniente ao clero da maioria absoluta das igrejas e grupelhos, que tratam o dízimo – uma ordenança para a Israel dos tempos bíblicos – como lei para hoje, em qualquer circunstância. Essa prática, pouco discutida, na verdade é um tabu que ameaça quem ousa questionar sua validade, o que, por sua vez, é o fator facilitador e atrativo por excelência dos aproveitadores da credulidade popular e fonte de corrupção. Pessoas sem muita instrução, pobres, emocionalmente fragilizadas ou sem maior discernimento são as maiores vítimas. Pastores mauricinhos, que gostam de luxo e viagens ao exterior, mostram que estão possuídos pelo espírito do "capetalismo" e da mentalidade de mercado.

Mas pastores que agem assim são a maioria?
É bom que se diga que os mais de 200 mil pastores evangélicos, ou pelo menos a maioria, são como a população de onde saíram, refletindo sua cultura, vícios e sabedoria. Essa maioria vive com baixos salários, em condições precárias, em meio à violência, sem acesso a saúde, habitação e educação, e nem assim se deixam corromper. O risco maior está com os que buscam os holofotes da mídia, os que desejam a glória de uma grande igreja a seus pés, adeptos do espúrio evangelho da prosperidade – o antigo evangelho de Mamon e Midas.

No romance Crime e Castigo, de Dostoievski, o estudante Raskolnikov mata sua idosa senhoria apenas para conhecer o sentimento divino de ser o mestre da vida e da morte. A busca pelo poder também é uma das principais origens das falhas de caráter dos pastores e lideranças cristãs?

O ser humano é naturalmente atraído pelo poder, seja para bajulá-lo e se beneficiar dos favores de quem manda ou para dominá-lo e ser admirado. José, filho de Jacó, quando ainda imaturo, procedeu provocativamente com os irmãos, colocando-se como o centro da família. Lúcifer ambicionou o poder celestial e sua cobiça resultou na primeira queda. Adão e Eva foram tentados justamente com a oferta satânica de poder saber e ser como Deus – ou seja, almejaram o poder por excelência. Por que existem tantas revistas e programas que enfocam o mundo dos ricos e famosos, senão por esta atração fatal que o poder exerce nos incautos e nos conscientemente ambiciosos? E a história humana não é a história do jogo do poder, num darwinismo onde predomina o mais forte? Não é a lógica do mercado materialista? Não é a prática de nações contra nações? É algo de base instintiva, que a Bíblia chamará de carnalidade. Então, é questão que atinge a todos, incluindo pastores. Lidar com esferas de poder é muito importante e necessário, sendo parte da dinâmica social. A questão é manejá-las com ética, com orientação dos valores preconizados por Cristo, que disse: "O meu reino não é deste mundo". Jesus Cristo criticou os dominadores deste mundo e trouxe outra lógica – a do amor ao próximo, a do espírito de serviço, e não o de poder.

Além da má fé, do abuso de poder e outras coisas, falta também preparo bíblico e até emocional a muitos desses pastores?
Sem dúvida. Outras razões para a má fama de pastores e a suspeita pública que recai sobre eles tem a ver com a patente falta de formação bíblica, teológica e emocional da enxurrada de "autoproclamados" bispos, apóstolos e pastores. Em geral, esses líderes dispensaram a incômoda – para eles – e exigente tradição de formação pastoral que percorria o ciclo do despertamento espiritual, da chamada, do preparo bíblico teológico de anos e supervisão. Dizem que é perda de tempo, que o Espírito Santo dá a inspiração necessária... Não se apercebem o quanto de voluntarismo carnal estão tentando santificar. E esse voluntarismo individualista é muito sedutor. Querem um caminho rápido para o poder espiritual. Curioso que ninguém é chamado para servir entre miseráveis; só existe "chamado" para liderar.

O senhor costuma ser procurado por pastores e líderes evangélicos pedindo aconselhamento por conta de pecados e deslizes no ministério?
Eu faço atendimento clínico há 34 anos. Já atendi dezenas de pastores e pastoras, padres, monges, freiras e seminaristas. Monges e padres são indicados por seus formadores, confessores e superiores, hoje bastante abertos à contribuição profissional de psicólogos e psiquiatras. Fomos chamados a conventos e mosteiros para conversações bastante proveitosas sobe a interface fé cristã, saúde psicológica e vocação. O instituto da confissão no âmbito da Igreja ajuda a prevenir o agravamento de problemas. Já os pastores mostram maior medo – alguns chegam escondidos, pedindo anonimato; outros sugerem atendimento em locais alternativos, como restaurantes, devido ao temor de serem vistos por algum conhecido entrando num consultório de psicoterapia. Eles repetem o procedimento de Nicodemus, que buscou Jesus escondido, com medo dos colegas. Trazem queixas parecidas aos de outras pessoas – mas com maior desconforto, pela culpabilidade exacerbada e temor de julgamento até por parte do próprio terapeuta.

Via de regra, quais são as queixas mais comuns?
Geralmente, os pastores deixam os problemas se acumularem anos e anos, sempre empurrando com a barriga, acreditando que encontrarão a saída sozinhos. Quase sempre, dizem não ter confiança em ninguém – daí o motivo de não buscarem ajuda entre colegas, amigos ou familiares. Quando admitem ter amigos ou confessores maduros, têm vergonha de se expor, preferindo manter uma imagem de alguém, digamos, "normal". Essa posição adoece qualquer um, além de ser hipocrisia. Um dia a casa irá cair, pois o reprimido irrompe de formas incontroláveis; daí ser imprescindível e urgente não protelar e buscar ajuda idônea. É preciso parar de jogar para a platéia e viver pela agenda dos outros; há que se respeitar os próprios limites, reconhecer pecados crônicos e, importante, reforçar o anseio pela cura. Assim, virá a libertação de padrões neuróticos. Este é o caminho para a sanidade, que caminha junto com a santidade: o caminho bíblico para um caráter íntegro, santo, saudável.

A resistência de pastores a buscar ajuda psicológica decorre desses fatores?
Para eles, admitir a necessidade de buscar ajuda psicológica ou psiquiátrica é assumir uma derrota inadmissível. É quase uma negação de fé. Só mesmo quando surta alguém da família, a mulher ameaça abandonar o casamento ou um filho se declara gay é que alguns se rendem à evidência de que a onipotência humana não existe. Sem dúvida, pastores e líderes evangélicos, mais do que outras pessoas, se apresentam, em minha experiência, mais resistentes a buscar ajuda psicológica. Vítimas de uma cultura de medo de julgamento por parte de outros, sentem-se cerceados em sua liberdade de ser gente como qualquer outra pessoa. Muitos caíram nessa armadilha da idealização de figuras pastorais como tendo acesso privilegiado a Deus, como entes superiores e com mais forças para resistir a tentações e coisas tais. Há os que estão submetidos a líderes de congregações moralistas e controladores do dinheiro e das idéias. Para saírem desse aprisionamento, esses pastores precisam buscar ajuda externa com profissionais que conheçam e respeitem sua fé.

E o que pode ser feito?
É urgente que se discuta a formação de seminaristas e a consagração de pastores. Temos pastores demais em igrejas confortáveis e centrais, onde se paga mais; e pastores de menos nas periferias e cidades pequenas, bem como nos lugarejos do interior. Encontramos muitos pastores mal formados, auto-investidos, sem supervisão de colegas, sem dedicação a estudos – são obreiros que nem sabem o que é meditação bíblica, e vivem apenas em ativismo religioso. Homens e mulheres hoje montam igrejas com o intuito de viver das ofertas e dízimos arrecadados dos fiéis. São manipuladores do medo das populações, exploradores dos que buscam, angustiados, respostas bíblicas para suas vidas. Quantos não entraram para o ministério atendendo a um impulso juvenil ou um arrebatamento emocional ao redor de uma fogueira ou para cumprir a profecia de alguém? Líderes imaturos, dirigindo comunidades com dezenas ou centenas e pessoas, é algo muito temerário.

A exemplo dos fariseus dos tempos bíblicos, líderes e pastores extremamente legalistas costumam se esforçar mais para camuflar e esconder suas falhas de caráter. Até que ponto isso pode ser prejudicial, sob o ponto de vista espiritual e emocional?
Esses pastores legalistas incorrem num ato falho de compensação psicológica. Eles tentam se convencer de que são puros e intocáveis, acusando os diferentes de hereges, pecadores ou perigosos. Vejam o caso ilustrado por Jesus – enquanto o legalista pecava ao se vangloriar publicamente de não ser como o publicano, este, quebrantado, pedia misericórdia, confessando-se totalmente indigno. Impressiona tristemente saber como setores que se dizem tão apegados à Bíblia são duros, frios, inquisitoriais com os diferentes, com quem é de outra confissão ou religião. São insensíveis socialmente e até impiedosos com os da própria casa. Tragédias familiares, como o suicídio de filhos, divórcio e fugas, têm acontecido em famílias de lideranças rígidas ou fundamentalistas – além, evidentemente, de escândalos sexuais de arrepiar. Isso só vem confirmar o saber psiquiátrico que relaciona obsessivos por limpeza externa a sofrimentos internos de impureza real ou imaginária.

Que personagens bíblicos podem ser apontados como exemplo de gente marcada por problemas de falta de caráter ou integridade?

Bem, os patriarcas Abraão e Jacó cometeram deslizes e mostraram fraquezas. Assim, errando e acertando, dirigindo-se para Deus, alcançaram a estatura de homens de honra. Davi, o rei sábio, pautou sua vida pelo temor ao Senhor – contudo, falhou muito com a família, com os filhos e os amigos. Devemos lembrar que ele abusou do poder e cometeu pecados horríveis. Acontece que ele teve a oportunidade de ser confrontado por Natã, que corajosamente lhe apontou seus erros. O problema é que boa parte dos líderes religiosos são cercados por bajuladores que encobrem seus erros, numa cumplicidade típica de quem não quer perder os privilégios oriundos da proximidade com o poder.

Natã é um bom exemplo de integridade ministerial?
Sim. Pastores precisam agir como Davi diante de Natã. Suas palavras ao rei possibilitaram que este entendesse e reconhecesse seu desvio, pecado e crime. Davi, caindo em si, arrependeu-se e foi curado da alienação. Naquele momento, ele deixou a prepotência; humilhou-se e recuperou sua credibilidade. Seu arrependimento revelou o que se encontrava no núcleo profundo de sua personalidade: um bom caráter. Davi religou-se ao Deus a quem cantara e adorara na juventude, de forma despojada. O resultado é que hoje citamos seus salmos como Palavra de Deus. Ora, se tratamos a Davi com esta benevolência, porque somos tão cruéis e vingativos com irmãos nossos que cometem deslizes leves ou pecados graves? Consideramos o apóstolo Pedro como um homem cheio do Espírito Santo e também ouvimos suas palavras como sendo Palavras de Deus; no entanto, sua biografia é marcada por incidentes, vacilações, ambigüidades e até mesmo a negação e abandono de Jesus. Mas Cristo o reabilitou, chamando-o à consciência e ao amor incondicional. Além disso, Pedro aceitou a disciplina que lhe foi imposta por Paulo, sem guardar ressentimentos – tanto que, em sua segunda carta, trata admiravelmente bem o colega apóstolo, devotando-lhe toda distinção. Esses exemplos mostram o caminho da perfeição. Somos perfeitos no horizonte escatológico na medida em que no dirigimos para o alvo, no caminho da santificação segundo Cristo, o arquétipo do humano.


Fonte: Revista Cristianismo Hoje

segunda-feira, setembro 13, 2010

Crônica de Arnaldo Jabor

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- Brasileiro é um povo solidário. Mentira. Brasileiro é babaca.
Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida;
Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza;
Aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade. ..
Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária. - É coisa de gente otária.
-
Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.

Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada.
Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai.
Brasileiro tem um sério problema.
Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.

- Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.

Brasileiro é vagabundo por excelência.
O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.
Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.

- Brasileiro é um povo honesto. Mentira.
Já foi; hoje é uma qualidade em baixa.

Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso.
Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.

- 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira..
Já foi.
Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram.
Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime.
Hoje a realidade é diferente.
Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como 'aviãozinho' do tráfico para ganhar uma grana legal.
Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas.
Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.

- O Brasil é um pais democrático.. Mentira.
Num país democrático a vontade da maioria é Lei.
A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente.
Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia.
Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita.
Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores).
Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar.
Democracia isso? Pense !

O famoso jeitinho brasileiro.
Na minha opinião, um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira. Brasileiro se acha malandro, muito esperto. Faz um 'gato' puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar.
No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto.... malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí?
Afinal somos penta campeões do mundo né?? ?
Grande coisa...

O Brasil é o país do futuro. Caramba , meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos.
Dessa vergonha eles se safaram...
Brasil, o país do futuro !?
Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.

Deus é brasileiro.
Puxa, essa eu não vou nem comentar...

O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira.
Para finalizar tiro minha conclusão:

O brasileiro merece! Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente.
Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta.

Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão.
Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!

Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?

sexta-feira, setembro 10, 2010

Pastor fracassa ao tentar lançar TV em 150 países

Pastor fracassa ao tentar lançar TV em 150 países

Ricardo Feltrin

Colunista do UOL

No começo de abril, o pastor Silas Malafaia, então ligado à Assembleia de Deus, lançou em parceria com outro pastor norte-americano, Mike Murdock, um plano para arrecadar R$ 1 bilhão. O dinheiro seria empregado em evangelização em todo o mundo e manutenção de programas de TV em pelo menos 140 países. Malafaia batizou o plano de "Clube de 1 milhão de Almas". Cada fiel que aceitasse colaborar teria de doar R$ 1 mil.

Por causa do plano, o pastor recebeu severas críticas de setores não só da Assembleia de Deus, mas também de outras linhas evangélicas. Por causa das críticas, o pastor teria se afastado da AB.

Quatro meses depois de lançado o plano, ele resulta em fracasso numérico e financeiro. Até esta terça-feira, 3 de agosto, nem mesmo 5.000 pessoas aderiram ao programa, embora o pastor esteja fazendo propaganda ostensiva em horários que adquire na TV e no rádio.

Se prosseguir na atual toada, o pastor levará 330 anos para completar o milhão de almas. O acordo que ele disse ter fechado para exibir programas em outros países seria válido apenas para este ano.

O "sócio" de Malafaia na empreitada, Murdock, é pregador conhecido como ferrenho defensor da teologia da prosperidade --aquela que, grosso modo, prega que o fiel cristão pode obter ganhos financeiros e materiais única e exclusivamente através de sua fé, e que essa fé deve ser demonstrada com uma espécie de generosidade para com a igreja com que ele, fiel, frequenta.

Ao doar parte do que tem, o fiel teria uma contrapartida divina garantida, já que "Deus é fiel" (em seu acordo com os humanos).

É o mesmo discurso da Igreja Universal e da Renascer em Cristo, que lançam constantemente "desafios" para seus fiéis, que, quase sempre, resultam na doação de dinheiro para esta ou aquela "causa" da igreja. A IURD, no momento atual, está pedindo e recebendo doações para construir uma réplica do templo de Salomão; a Renascer, para reconstruir sua sede.

http://noticias.uol.com.br/ooops/ultimas-noticias/2010/08/03/pastor-fracassa-ao-tentar-lancar-tv-em-150-paises.jhtm


segunda-feira, setembro 06, 2010

Pai, afasta de mim esse "cale-se"!

Cuidado:
Nunca foi tão importante tomar cuidado em quem você vai votar para deputado estadual e federal como na próxima legislatura.
Divulgue esse vídeo.



sábado, setembro 04, 2010

Eleições 2010 - Cristão, qual é o seu posicionamento político?

Posicionamento do Pr. Paschoal Piragine Jr sobre as eleições 2010.
(Presidente da Primeira Igreja Batista de Curitiba)

sexta-feira, setembro 03, 2010

Google planeja acabar om a Internet nos EUA














Paul Joseph Watson

Prison Planet.com

Quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O acordo para o fim da neutralidade da internet do Google com a Verizon é apenas o início dos planos do Google para exterminar o Internet aberta e livre como parte de sua agenda pública de aquisição para controlar completamente a world wide web e terminar de uma vez por todas os sites de mídia independente, rádios e programas de TV.

O acordo do Google com a Verizon para acelerar certos conteúdos da Internet aos usuários abre a porta para a esterilização completa da rede mundial de computadores como uma força de mudança política. Segundo o plano do Google, a internet se assemelharia a TV a cabo, vozes independentes seriam silenciadas e toda a Internet seria comprada por gigantes de mídia multi-nacionais.

As pessoas que quiserem manter um simples blog enfrentarão preços proibitivos, TV on-line e programas de rádio deixarão de existir enquanto a internet é engolida pela mídia corporativa.

A verdadeira neutralidade da internet significa que sites de mídia independente que atraem sua audiência divulgando a verdade podem competir competir de igual para igual com os gigantes corporativos, como a
ABC, CBS e CNN. O pacto da Google com a Verizon irá acabar com esta igualdade e por sua vez, eliminar tudo o que está fora do mainstream.

"A Internet não-neutra significa que empresas como a AT&T, Comcast, Verizon e Google podem transformar a internet em TV a cabo e escolher os vencedores e perdedores do mundo online", escreve Josh Silver. "Um problema apenas para os nerds da Internet? Muito pelo contrário. Todos os vídeos, rádio, telefone e outros serviços em breve serão entregues através de uma conexão Internet. Acabar com a neutralidade da internet acabaria com o potencial revolucionário de qualquer site pode funcionar como uma televisão ou uma rádio na rede. Isso significaria o fim da nossa oportunidade de arrancar o acesso ea distribuição de conteúdo de mídia de um punhado de corporações de mídia de massa que atualmente controlam a televisão e o rádio. "

O acordo também vai dividir a Internet em um sistema de duas camadas, um forma de pedágio digital, onde a velocidade e serviços satisfatórios podem apenas ser obtidos por aqueles dispostos a pagar taxas substanciais.

O pacto também dá ao Google e provedores de internet uma enorme margem para bloquear determinados sites em redes para celulares, ou seja, vários sites independentes, como este blog, seriam desligados para milhões de pessoas.

Uma vez que os críticos do Google forem silenciados para sempre a empresa poderá então levar a cabo a implementação de seus programa apoiado pela CIA de de conscientização total da informação, que irá vasculhar contas de Twitter, blogs e sites de todos os tipos de informações deixadas por usuários individuais, com o objetivo de utilizar esses dados para "prever o futuro" e dirigir e controlar completamente a vida e o comportamento das pessoas.

Eric Schmidt, o CEO do Google, anunciou que o Google, em conjunto com a CIA, está programado para se tornar um verdadeiro Big Brother e que a entidade "vai saber tanto sobre seus usuários que o site de busca será capaz de ajudá-los a planejar suas vidas" através do constante monitoramento de sua localização através dos celulares e dizendo-lhes para onde ir e o que fazer.

A muito tempo tem-se reportado as íntimas e longas conexões do Google com as redes de espionagem do governo americano.

Também não há dúvida de que o Google é uma das empresas na vanguarda do esforço do governo para usar a segurança cibernética como um pretexto para acabar com a Internet livre, tendo anteriormente trabalhado com a NSA e da CIA.

O recente escândalo com o Google no qual os veículos que tiram fotos para o google street acessavam os detalhes das redes wi-fi mapeando as atividades online levantou sérias questões sobre ligações do google com serviços de inteligência e sobre o abuso de leis de privacidade.

Vamos ver quanto tempo levará para que um acordo equivalente seja feito para o Brasil.

sexta-feira, agosto 27, 2010

Colunas de sustentação de um casamento: APREÇO

Quero tratar aqui sobre uma das principais colunas de sustentação de um casamento, o apreço.



“Então Isaque levou Rebeca para a barraca onde Sara, a sua mãe, havia morado, e ela se tornou a sua mulher. Isaque amou Rebeca e assim foi consolado depois da morte da sua mãe.” Gn 24:67

E Isaque orou insistentemente ao SENHOR por sua mulher, porquanto era estéril; e o SENHOR ouviu as suas orações, e Rebeca sua mulher concebeu. Gênesis 25:21

Interessante, a presença de Rebeca foi capaz de suprir a necessidade de amor que Isaque tinha após a morte de sua mãe. A solidão foi embora e a alegria tomou conta de seu coração, mas como todo casal, ainda havia problemas a serem resolvidos, pois Rebeca era estéril e eles precisavam de um filho. Isaque, então, toma as rédeas do problema e trata disso com Deus de uma maneira tão insistente que conseguiu mover o coração de Deus e ela concebeu. Outros patriarcas optaram por arrumar uma amante para gerarem filhos, mas não Isaque. Este casal, simboliza aquilo que há de melhor nos relacionamentos bíblicos, pois eles viveram numa época em que a poligamia era admissível socialmente, mas nem por isso eles se deixaram influenciar, especialmente porque o amor deles era algo lindo que viveram a dois, sem terceiros, sem nada que roubasse o coração de um ou do outro, era exclusividade total. Eu fico imaginando o quanto Rebeca deve ter se sentido amada ao ver seu marido tratando pessoalmente com Deus sobre o problema que ela tinha. Naquele instante ela era aos seus próprios olhos a mulher mais importante do mundo. Ele poderia ter aproveitado a oportunidade para arrumar uma amante, mas não foi isso que ele fez e a recompensa de ter uma família ajustada foi o que ele ganhou. Basta olhar para a vida de alguns personagens bíblicos e veremos o estrago que as amantes provocaram em suas vidas, veja Abraão e Agar, Elcana e Penina, Davi e Bate Seba, todos com sérios problemas em família, onde tristezas e conflitos eram constantes.

A verdade é que tanto o marido como a esposa têm necessidade de se sentirem importantes para o cônjuge, eles querem ser aceitos com suas virtudes e também com seus muitos defeitos, visto que não se revestiram de perfeição e por melhores que sejam ainda não nasceram asas em suas costas, sinal que continuam humanos e não seres angelicais. Dê uma olhadinha nas costas do seu cônjuge, verifique se lhe nasceram asas, caso não encontre nada aí, além de algumas espinhasm, é sinal de que ele ainda é humano e, portanto, irá precisar ser aceito como é, e de vez em quando, perdoado quando falhar.

Ter apreço por alguém fala do valor que atribuímos a esta pessoa, o quanto ela é importante para nós e o quanto nos importamos com ela, fazendo coisas para o seu bem estar.

O apreço tem a ver com amor, quem sabe um filho do amor. Talvez seja esta a principal coluna de sustentação matrimonial; você pode encontrar todas as outras colunas em um relacionamento, porém, se a coluna do apreço não existir, as demais não serão suficientes para manter um relacionamento por muito tempo. Por isso que Paulo fala em I Co 13 que podemos ter muitas virtudes e poderes, porém, se não houver amor, então, nada feito, seremos como cimbalo que tine. Sabe o que é isso? O cimbalo é um instrumento musical, pratos metálicos que se bate um contra o outro, que tocado sozinho produz som, mas não produz música. E quando acompanhado de outros instrumentos ele se encaixa bem e dá vida a melodia. Assim é o apreço: Pode haver muitas virtudes, porém, se na relação não houver apreço, será só barulho, não haverá melodia nisso tudo.

E você mulher, tem manifestado admiração pelo seu marido? Admiração é sinônimo de apreço. Os homens precisam ser admirados mais por aquilo que fazem, constroem e conquistam do que propriamente pela sua beleza física. Também se sentem amados e aceitos quando enaltecemos os seus valores éticos e morais. Experimente falar das qualidades que você enxerga nele, fale isso não só para ele, mas na presença de outras pessoas, quem sabe dos seus filhos, e fique atento e perceberá o quanto aquilo fez bem a ele. Às vezes, por deficiência nossa, temos o costume de aproveitar a presença de pessoas estranhas para mandar recados para o cônjuge criticando alguns comportamentos, mas isso o aborrece e envergonha e geralmente, não produz o efeito desejado. O correto é censurar em particular e elogiar publicamente.

Goethe, um pensador diz assim: “Trate as pessoas da forma como elas devem ser e ajude-as a se tornarem o que elas são capazes de ser.” Simplificando eu diria: “Trate as pessoas como se elas já fossem e elas serão”.

Trate o marido como se já fosse um cavalheiro e ele se tornará em um, trate a esposa como se ela fosse caprichosa e ela adquirirá capricho nas coisas que faz.

Toda vez que elogiamos a macarronada da esposa, dizendo que ela faz a melhor macarronada do mundo, além de se sentir amada, ela irá caprichar ainda mais no próximo almoço.

Está em nós o dever de cooperar para que os outros sejam melhores a cada dia, isso é apreço, é querer bem, é provocar o melhor no outro.

Apreço também tem a ver com cuidado, estima, segurança e proteção.

Alguém disse: “Quem ama cuida” e é verdade, pois tudo aquilo que queremos bem, aquilo que estimamos nós buscamos proteger, cuidar para que continue assim, sempre reluzente.

O apreço é tão importante que a ausência dele faz com que uma mulher mesmo amando o marido, porém se sentindo abandonada por ele, o traí. E faz isso em busca de ser apreciada, em busca de alguém que lhe atribua algum valor.

Instintivamente, buscamos pertencer a alguém ou grupo que nos aprecie, e é essa necessidade que leva os meninos para as gangs, a menina para o motel com um homem mais velho, que leva a mulher honesta aos braços do amante. O apreço será por cada um de nós buscado, ainda que seja num amor maligno e perverso.

Quando você homem, usa de cavalheirismo para com sua esposa, é sinal de apreço, de estima. Você está, na verdade, lhe conferindo honrarias dignas de alguém que é bem vinda na sua vida. Quando você aguça a sua sensibilidade para atender aos apelos silenciosos dela, é apreço. Outro dia uma esposa disse assim:

“Pastor, meu marido já não me enxergava dentro de casa, já não notava mais que me arrumava para ele, que fiz um corte de cabelo, que comprei roupas íntimas para ficar mais bonita para ele. Um abraço e beijos, só em datas especiais e ainda assim, bem frios, e nisso tudo, eu estava me sentindo um “trapo velho” e daí, trair foi a forma que encontrei para provar para mim mesma que eu não estava morta, que ainda tinha valor para alguém, e com isso eu destruí minha vida”.

Se existe segredos para o sucesso num relacionamento conjugal este é um deles, que o casal para continuar sempre junto deve aumentar o prazer e diminuir os conflitos. E veja que o prazer de se estar junto não requer grandes momentos, coisas extravagantes, não. Não precisa nada disso. Basta um lugar aconchegante, uma praça, um jardim, mãos dadas, braços que se abraçam e bocas que murmuram palavras de amor, do jeitinho que fala a canção. E para diminuir os conflitos, é primeiro diminuir nosso nível de exigência, aumentando nossa tolerância, respeitando as diferenças, e ao invés de criticar o que se faz, o melhor é indicar como gostaria que fosse feito. Não se deve dizer isto ou aquilo está mal feito, está ruim, mas sim, gostaria que fosse feito desta ou daquela maneira, isso muda tudo, não agride e cria a oportunidade de melhorar.

Porque às vezes o casal briga por coisas tão pequenas? Porque o nível de exigência é alto demais. Não se tolera o menor erro, o pequeno deslize, e são essas “rapozinhas”, veja Ct 2:15, que fazem grande mal ao casamento.

Porque será que tratamos com prioridade pessoas que nos tratam apenas como uma opção e tratamos como opção pessoas que deveriam ser tratadas como uma prioridade? Passamos boa parte da nossa vida dando o nosso melhor para pessoas que pouco se importam conosco, e dando o pior para aqueles que nos são mais importantes. É preciso mudar isto com urgência.

Quando um cônjuge percebe que o outro faz o seu melhor para lhe oferecer conforto, segurança, bem estar, carinho, afeto, ternura, então, se dá conta que tem valor, que é especial para alguém e nesse vai e vem de cuidados e zelos, passa a retribuir da mesma forma, e assim o amor cresce e se fortalece, e esta erigida a primeira coluna de sustentação de um casamento duradouro e prazeroso, o apreço.

(MINISTÉRIO CASADOS EM CRISTO)

quarta-feira, agosto 25, 2010

A Obsessão com Crepúsculo




Autora: Berit Kjos, novembro de 2008





"Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim? E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais. Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal. E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela." [Gênesis 3:1-6; ênfase adicionada].

O fruto proibido é o mais doce ao paladar: "Edward não é como os outros rapazes que Isabella conheceu... Bem depressa, eles ficaram envolvidos em um arrebatador e heterodoxo romance — heterodoxo, pois Edward não é realmente como os outros rapazes. Ele pode correr mais depressa do que um leão das montanhas. Ele pode fazer um carro em movimento parar usando unicamente suas mãos. Ah, ele também não envelhece desde 1918. Como todos os vampiros, ele é imortal... Mas ele não tem dentes afiados... E também não bebe sangue humano, embora ele e sua família sejam singulares entre os vampiros nessa escolha de estilo de vida." [1].

A autora recebe a mensagem: "Isabella e Edward foram, literalmente, vozes em minha mente. Elas simplesmente não se silenciavam. Eu ficava até as altas horas da noite tentando digitar todas as coisas que apareciam em minha mente... Este tem sido um verdadeiro trabalho de amor, amor por Edward e por Isabella e todos meus demais amigos imaginários..." [2].

The Wall Street Journal: "Crepúsculo é voltado para a alma coletiva dos adolescentes e certamente encontrará seu caminho até eles." [3].

Mensagem de correio eletrônico de pais preocupados: "Tenho visto muitas jovens cristãs lendo este e outros livros de Stephanie Myers. Eles são tão malignos! Minha filha me diz que a maioria das moças na escola cristã está lendo esses livros." Outro pai escreveu: "Todas as jovens na escola estão lendo esses livros. Sim, é uma escola cristã.".



Se eu tivesse o objetivo de solapar o cristianismo, incitar a rebelião contra os pais, erradicar os valores bíblicos e alastrar o caos moral, faria os adolescentes lerem os livros da série Crepúsculo. Eu os faria afundar suas mentes e emoções no redemoinho emocional tenebroso do ocultismo sensual. Além disso, eu não os advertiria das conseqüências.

Obviamente, meu objetivo real é o oposto: expor esse ataque à fé bíblica e equipar os potenciais leitores com informações que os ajudem a resistir à tentação de participar na jornada coletiva para o reino da mudança de mente do ocultismo. Os pontos a seguir mostram a furiosa guerra espiritual que certamente se intensificará nos próximos anos:

1. Vampiros e lobisomens estão enraizados nas culturas pagãs de todo o mundo. As várias expressões históricas dessas criaturas míticas são manifestações pavorosas e sedentas de sangue de espíritos malignos. Ligadas às trevas, elas eram vistas como criaturas sobrenaturais da noite. As formas mais familiares de hoje foram criadas pelo folclore, pelos contos de fadas e por vilões memoráveis, como o Conde Drácula. Ambas as criaturas foram reimaginadas em formas mais humanizadas por meio dos livros da série Harry Potter e das populares Crônicas Vampirescas, da escritora Anne Rice.

Entretanto, elas não são benignas. O amor arrebatador de Isabella pelo misteriosamente atraente Edward pode ser ficção, mas a obsessão sentida pelas leitoras adolescentes que 'vibram' com Isabella é muito real!! As jovens fãs da série se identificam com o dilema de sua situação, sentem seus temores e 'experimentam' a paixão. Elas gostam da história porque ela desperta emoções fortes e inesquecíveis — o tipo de emoções cativantes que podem melhor ser compartilhadas dentro do grupo de amigas, não com os pais.

Durante o processo, elas também aprendem a desejar os estímulos místicos e paranormais que pertencem ao reino proibido que Deus chama de mal. Conhecendo bem nossas inclinações humanas, Ele nos adverte a evitar todas as formas reais ou imaginárias de ocultismo:

"E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as. Porque o que eles fazem em oculto até dizê-lo é torpe." [Efésios 5:11-12].

"Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei." [2 Coríntios 6:14-17].

2. A fantasia e a imaginação podem transformar as crenças e valores mais rapidamente do que a realidade. Muitos de nossos leitores defendem seu amor pelo entretenimento ocultista com a seguinte justificativa: "Conheço a diferença entre a realidade e a fantasia." Mas isto não importa! Quer você conheça ou não, a ficção persuasiva e a experiência virtual podem modificar as mentes e implantar memórias duradouras mais eficientemente do que uma experiência real!

As fantasias populares, com suas emoções ilimitadas e imagens inesquecíveis superam o pensamento lógico. As sugestões sutis delas enfrentam pouca resistência consciente. Concebidas para despertar as sensações e produzir fortes respostas emocionais, elas criam novas realidades nas 'mentes abertas' atuais! Como escreveu Chris Dede, um professor na Universidade de Harvard, que é um líder global no desenvolvimento de programas de tecnologia educacional: "A imersão sensorial ajuda os aprendizes a entenderem a realidade por meio da ilusão." [4].

Mas que tipo de realidade os aprendizes encontrarão por meio da ilusão? E como essas ilusões moldam suas vidas? As seguintes Escrituras nos dão uma pista:

"Não comas o pão daquele que tem o olhar maligno, nem cobices as suas iguarias gostosas. Porque, como imaginou no seu coração, assim é ele. Come e bebe, te disse ele; porém o seu coração não está contigo." [Provérbios 23:6-7].

"Mas não ouviram, nem inclinaram os seus ouvidos, antes andaram cada um conforme o propósito do seu coração malvado; por isso trouxe sobre eles todas as palavras desta aliança que lhes mandei que cumprissem, porém não cumpriram." [Jeremias 11:8; ênfase adicionada].

"Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela." [Mateus 5:27-28].

"Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna." [Gálatas 6:7-8].

3. Deus nos diz: "Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem." [Romanos 12:9] Quando a juventude de hoje ama a experiência emocional do ocultismo popular, está dessensibilizando seus corações e suas mentes para o mal, está virando as verdades de Deus de cabeça para baixo. Além disso, com uma pequena ajuda da indústria da propaganda, ela já está virando os valores da nação de cabeça para baixo. Tudo isso se encaixa com os planos dos líderes globalistas e daquela antiga serpente em Gênesis.

Marilyn Fergunson escreveu o seguinte em A Conspiração Aquariana: "Somente poderemos ter uma nova sociedade se mudarmos a educação da nova geração." [5] Esse processo requer que as pessoas rejeitem os sábios limites que Deus estabeleceu e "aborreçam" aquilo que Ele chama de bem. Essa mudança está ocorrendo agora! [6].

"Tu amas mais o mal do que o bem, e a mentira mais do que o falar a retidão." [Salmos 52:3].

"Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos, e prudentes diante de si mesmos!" [Isaías 5:20-21].

4. O ocultismo supostamente benigno de Crepúsculo produz dissonância cognitiva. Os cristãos comprometidos (em contraste com os cristãos culturais) enfrentam uma forma de confusão mental e moral quando são confrontados com valores incompatíveis. Como a cosmovisão de Crepúsculo se choca com a verdade bíblica, os leitores são forçados a fazer uma escolha: Darão ouvidos aos valores ensinados no lar ou à mensagem tantalizadora desses livros e do filme?

Muitos escolhem o caminho da contemporização. Essa dissonância moral leva os cristãos a modificarem seus valores de modo a solucionar o conflito. Afinal, eles não querem perder seus amigos ou a aprovação do grupo. Todavia, o único modo para obter a vitória com Deus é estar disposto a tomar uma posição pela verdade — seja lá qual for o custo.

"Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério." [2 Timóteo 4:2-5].

5. A conseqüência da contemporização é um novo sistema de crenças. Uma visitante nos escreveu o seguinte: "Esses livros criam uma dependência parecida com as drogas. Se conseguem cativar os cristãos, que deveriam saber melhor, imaginem o que poderão fazer com os leitores que não são cristãos.".

Ela está certa. Como os viciados, os leitores/fãs de Crepúsculo aprendem a desejar mais e mais do mesmo gênero — ou algo ainda mais chocante e sensacional. O único sistema de crenças que conheço que pode apoiar esses anseios sensuais e espirituais é a atual "Nova Espiritualidade" [7] que está surgindo com as mensagens canalizadas de autores ocultistas como Neale Donald Walsch, Marianne Willianson e Barbara Marx Hubbard. Promovendo deuses falsos e práticas estranhas à Bíblia e usando nomes como "Abraão", "Deus" e um falso "Jesus", eles complementam as mentiras originais da serpente.

Os ventos da mudança estão fazendo a fé e os valores que estiveram por trás do sucesso dos EUA se desvanecerem rapidamente. Preenchendo o vácuo está uma ideologia amoral, sedenta de poder e dependente de emoções que se choca com tudo o que era valorizado em nossa nação. Não é surpresa que estejamos enfrentando anarquia social e moral. Mas nosso Deus ainda reina! Ele continua a ser um refúgio para aqueles que O buscam!

"Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências; que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade... Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados. Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido." [2 Timóteo 3:1-14].

6. Redefinindo o mal. Poucos leitores/fãs de Crepúsculo vêem sua nova paixão como algo maligno. Afinal, Edward é um vampiro relativamente bom, não é? Embora deseje o sangue de Isabella, ele consegue reprimir sua vontade. Outros vampiros (e alguns lobisomens) na saga são frios assassinos, mas Edward é um bom moço! Não é? Além disso, a história deu origem a uma nobre missão.

De acordo com um artigo intitulado "Fã de Crepúsculo sabe que não são apenas os vampiros que precisam de sangue", a caloura de faculdade Kayla Urban desenvolveu uma obsessão por vampiros. Ela também é uma doadora de sangue com fixação pela campanha de doação em sua cidade. Para ela, a mistura de fãs/leitores das histórias de vampiros de Crepúsculo e a necessidade de mais doadores de sangue parecem ser uma combinação lógica. [8] A missão dela é nobre, como são também muitos dos projetos de serviço coletivo atuais. Tudo depende de quem define os padrões de certo e errado — Deus ou o homem! Enquanto o padrão de Deus é como uma âncora em uma tempestade, os valores do homem mudam com os ventos. Pois,

"Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?" [Jeremias 17:9; ênfase adicionada].

Desde o princípio, a natureza humana buscou alternativas para Deus e Suas diretrizes. A enganação espiritual deu origem aos vastos sistemas de crença ocultistas e à incessante manipulação pelas forças das trevas. Assim, os sacrifícios pagãos — uma corrupção devastadora do plano perfeito de Deus para Seu povo — se tornaram a norma em todas as partes do mundo habitado. A nota [9] pode ajudar a explicar a proibição de Deus à "comunhão com as trevas... e os ídolos", incluindo os vampiros sedentos por sangue.

Quando o sangue é drenado do homem ou de um mamífero, a vida termina. Nos sacrifícios no Antigo Testamento (agora substituídos pela morte e ressurreição de Jesus Cristo), um cordeiro sem mácula morria em lugar do povo de Deus. A morte vicária servia como expiação (pagava a pena pelo pecado), trazendo redenção. Por um período limitado de tempo, o pecado era coberto, o perdão era concedido e a pessoa santificada podia alegremente retornar à santa presença de Deus.

Em contraste, os rituais pagãos freqüentemente envolviam sacrifícios humanos. As forças demoníacas que estavam por trás de Moloque, Baal e outros deuses requeriamsangue humano. O coração pulsante podia ser arrancado de uma vítima ainda viva, seu sangue colocado em uma tigela e oferecido ao "deus" sedento de sangue por aqueles que esperavam receber seus favores. Outros bebiam sangue humano para obter a força de suas vítimas. A cruel e repugnante deusa hindu Káli — com seus cabelos de serpente, colar de crânios humanos e uma comprida língua sangüinária — nos faz lembrar a perene fascinação do homem pela morte, pela crueldade, pelos símbolos da serpente e pelas forças tenebrosas do mal.

Os frios e pálidos vampiros sedentos de sangue do passado eram expressões dessas forças cativantes. Hoje, os modelos mais elegantes e charmosos tornam todas elas ainda mais sedutoras.

O sacrifício humano é proibido na Bíblia. Na verdade, Deus advertiu repetidamente o povo de Israel a não beber sangue, pois o sangue é a vida. Mas o povo não deu ouvidos. Quando eles começaram a copiar os cruéis sacrifícios de crianças de seus vizinhos pagãos, Deus levantou os exércitos de Babilônia para conquistar a terra e exilar seus habitantes.

A morte auto-sacrificial de Jesus Cristo (o cordeiro santo e imaculado de Deus) difere radicalmente desses sacrifícios pagãos. Ele quis entregar Sua vida como expiação pelos nossos pecados e depois ressuscitou vitoriosamente da morte — trocando assim a antiga solução temporária para a depravação humana por uma redenção. Libertos do pecado, aqueles que crêem são unidos a Ele pelo Espírito Santo, um dom glorioso concedido àqueles que O amam, confiam Nele e O seguem.

"Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, amando ao SENHOR teu Deus, dando ouvidos à sua voz, e achegando-te a ele; pois ele é a tua vida, e o prolongamento dos teus dias; para que fiques na terra que o SENHOR jurou a teus pais, a Abraão, a Isaque, e a Jacó, que lhes havia de dar." [Deuteronômio 30:19-20].

7. O caminho de Deus para a paz e a vitória. Quando escolhemos seguir Seus caminhos, Ele nos dá um coração para O amarmos, olhos espirituais que possam conhecer e amar Sua Palavra, o conforto de Sua presença, e uma confiança em Seu cuidado constante — independente das circunstâncias ao nosso redor. As emoções enganosas deCrepúsculo são mais do que ruins quando comparadas com as maravilhosas riquezas que nosso Pastor promete àqueles que voltam suas costas para o mal e caminham com Ele.

"Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus. Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai." [Filipenses 4:6-8].

Comentário da Leitora Jane, de Lake Forest, Califórnia

É quase impossível encontrar uma adolescente em nossa cidade que não tenha lido Crepúsculo. Agora, estou encontrando mulheres mais velhas, entre 20 e 30 anos que também estão lendo. Cada uma delas já assistiu ao filme...

Minha filha de 17 anos achou o filme constrangedor e ridículo. Ela ficou pasma ao ver as garotas gritarem extasiadas pelo personagem imaginário, Edward.

Acho que parte daquilo que você ressaltou, é que ler um livro, permitir que nossa mente traga à vida a palavra impressa e personificá-la de acordo com cada um de nós, é muito mais poderoso e duradouro do que as rápidas imagens visuais em um filme. As imagens podem não corresponder à forma como imaginamos ao ler o livro. A resposta de minha filha NÃO foi característica das outras pessoas que assistiram ao filme. Elas gostaram; elas estão dispostas a aceitar qualquer lixo como alimento para suas mentes...

Perguntei a um rapaz quantos homens estavam no cinema. "Quer que eu inclua os homossexuais inflamados?" "Não." "Havia somente um homem, eu. Você também precisava ver os gritos deles em aprovação a Edward.".

Eu não tinha percebido o súbito aumento no número de garotas que estão se tornando doadoras de sangue. Tenho certeza que a Cruz Vermelha não está interessada em saber, mas eu estou. Enquanto eu estava na Igreja da Comunidade de Saddleback, muitas vezes, a lógica apresentada para alguns projetos estúpidos, caros e sem base bíblica era: 'Se uma pessoa for salva, terá valido a pena.' À medida que observava e aprendia, vi muitas pessoas não salvas; elas ou se afastavam enojadas, estavam ali somente por que era gratuito ou divertido, ou pior, pensavam que estavam salvas, mas não recebiam o pleno evangelho de Jesus Cristo.

Assim, fico de cabelos em pé quando ouço desculpas fajutas para comportamento indesculpável. Todas essas ações levam exatamente para aquilo que você indicou — CONTEMPORIZAÇÃO. Chamo este lugar onde vivemos de 'Vale da Contemporização'. Agora, tenho de dizer que vivemos no país da contemporização.

Acredito que seu artigo ajudará os pais a terem uma pista sobre o comportamento de seus filhos adolescentes (tanto das meninas em busca de amor proibido, quanto de rapazes seguindo o modelo de Edward, o ímã de garotas).

Quem imaginaria que haveria um retorno do gênero romântico/horror? Acredito agora que muitas 'filhas dos homens' puderam na verdade sucumbir aos desejos dos demônios. Como é trágico observar que tantos escolham permanecer ignorantes e buscar ativamente as trevas e o mal. Você já observou o quão audazes e beligerantes os homossexuais se tornaram?

Sim, já observei. Isto me faz lembrar Sodoma e Gomorra — e do julgamento que se seguiu.

Notas Finais

1. "The forbidden fruit tastes the sweetest" em http://www.fanforum.com/f14/twilight-2-forbidden-fruit-tastes-sweetest-62826868/

2. "The author receives the message" em http://www.stepheniemeyer.com/twilight.html

3. Wall Street Journal em http://online.wsj.com/article_email/SB122722557296045953-lMyQjAxMDI4MjI3MTIyMjE1Wj.html

4. Chris Dede, "The Transformation of Distance Education to Distributed Learning". Este e outros trabalhos desenvolvidos pelo professor Chris Dede enfocam a tecnologia educacional, porém este enfatiza o valor da imersão sensorial em ambientes sintéticos como uma ferramenta para moldar as mentes, instilando uma percepção programada da 'realidade'. http://www.gsu.edu/~wwwitr/docs/distlearn/index.html

5. Marilyn Ferguson, The Aquarian Conspiracy (New York: J. P. Tarcher, 1980), pág. 280.

6. Por exemplo, "Subvertendo a Igreja Para Transformar o Mundo" em http://www.espada.eti.br/db077.asp e "Why hate crimes laws would ban Biblical Christianity" emhttp://www.crossroad.to/articles2/007/hate-crimes.htm

7. http://www.crossroad.to/charts/new-spirituality.htm

8. http://www.jsonline.com/news/waukesha/33865639.html

9. "Come out from them and be separate" em http://www.crossroad.to/HisWord/verses/topics/separate.htm



Autora: Berit Kjos (Kjos Ministries, em http://www.crossroad.to)
Data da publicação: 17/12/2008
Revisão: http://www.TextoExato.com
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/db114.as
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sexta-feira, agosto 20, 2010

Abraão Não Existiu? Moisés É um Mito?


Evidências históricas e arqueológicas da exatidão da Bíblia

Autores: Andy e Berit Kjos

"... e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós..." [1 Pedro 3:15].




"Não pode haver dúvida de que a arqueologia confirmou a historicidade substancial da tradição do Antigo Testamento." [1] William F. Albright (1891-1971), um dos arqueólogos mais respeitados do mundo.

"Pode ser afirmado categoricamente que nenhuma descoberta arqueológica jamais contradisse uma referência bíblica". [2] Nelson Glueck, arqueólogo judeu homenageado até mesmo pela 'progressista' revista Time. (Veja a gravura acima)



The Bible's Buried Secrets (Os Segredos Enterrados da Bíblia), um novo documentário do canal PBS que foi ao ar em novembro de 2008, parece ter sido planejado para desacreditar a Bíblia. Além de rebaixar Abraão e sua descendência ao nível da mitologia, ele também rejeita o Êxodo e nega qualquer registro escrito do Antigo Testamento anterior ao século sexto AC. [3].

Mas não devemos nos surpreender com este ataque não-científico à Bíblia. Como o Prof. William F. Albright, arqueólogo e chefe da Palestine American School of Oriental Research, observou:

"O ceticismo excessivo manifestado contra a Bíblia por escolas históricas importantes... está sendo desacreditado progressivamente. Uma descoberta após a outra tem estabelecido a exatidão de inúmeros detalhes, aumentando o valor da Bíblia como uma fonte histórica." [4].

Evidências Arqueológicas Que Confirmam a Bíblia

1. Registros escritos de mais de 4.000 anos atrás. O Dr. Paolo Matthiae, diretor da Missão Arqueológica Italiana na Síria, fez uma enorme descoberta arqueológica em 1975. Ele descobriu "a maior biblioteca de arquivos do terceiro milênio AC já escavada." Ela incluía "mais de 15.000 tábuas e fragmentos cuneiformes" e revelou um império semita que dominou o Oriente Médio mais de quatro mil anos atrás.

A capital do império era Ebla, onde os escribas encheram as bibliotecas antigas com registros da história, do cotidiano, dos lugares e do comércio. [5].

"Essas primeiras tábuas mostram uma facilidade de expressão, uma elegância que indica o domínio completo do sistema cuneiforme pelos escribas", disse o Dr. Giovanni Pettinato, ex-epígrafo da Missão Italiana, que trabalhou ao lado do Dr. Matthiae. 'Só podemos concluir que a escrita era utilizada em Ebla muito antes de 2500 AC.'"

As tábuas de Ebla confirmaram o culto aos deuses pagãos, como Baal, Dagom e Asera, que antes só eram conhecidos pela Bíblia. [5] Elas mencionam os nomes "Abraão" e "Ur dos caldeus" (a cidade natal de Abraão), assim como outras cidades e locais conhecidos:

"Nomes de cidades que se pensava terem sido fundadas muito depois, como Beirute e Biblos, aparecem nas tábuas. Damasco e Gaza são mencionadas, assim como duas das cidades bíblicas da planície, Sodoma e Gomorra... O mais intrigante de tudo são os nomes pessoais encontrados nas tábuas de Ebla. Eles incluem Ab-ra-mu (Abraão), E-sa-um (Esaú)..." [5].

Destruída e reconstruída várias vezes, o declínio final de Ebla começou por volta de 1800 AC. Como novas gerações habitaram sobre as antigas ruínas, ela deixou para trás uma "TEL" (parece uma colina de topo achatado; maiúsculas usadas para enfatizar) em múltiplas camadas, que os arqueólogos continuarão a explorar nos próximos anos.

Séculos depois, Moisés foi instruído "em toda a ciência dos egípcios" [Atos 7:22]. Criado na corte de Faraó, ele teria aprendido a escrever em frágeis papiros, bem como em tábuas de argila. A descoberta, em 1988, das cartas de TEL el Amarna nos mostram que mensagens escritas foram uma parte importante da cultura de Moisés:

"... havia cerca de 400 tábuas cuneiformes descobertas neste local, que faziam parte dos arquivos reais de Amenhotep III e Amenhotep IV (também conhecido como Akhenaton), que reinaram por volta de 1400 AC. Entre elas existiam cartas, escritas em cuneiformes babilônios a esses faraós do Egito por vários reis da terra de Canaã e da Síria... escritas nos tempos de Moisés e Josué. Elas fornecem a primeira evidência da chegada das tribos hebraicas à terra de Canaã, nos tempos antigos." [6].

Essa última frase aponta para a conclusão do Êxodo bíblico — a jornada dos israelitas, liderados por Moisés, saindo da escravidão no Egito à terra que Deus lhes prometera. Talvez os "estudiosos" por trás do "documentário" da PBS simplesmente tenham decidido ignorar as evidências. Afinal, mentiras politicamente corretas são muito mais aceitáveis do que os fatos a um mundo que já não tolera a verdade. Mas tudo isso é mais uma razão para estarmos prontos a responder àqueles que questionam a nossa fé. As descobertas arqueológicas seguintes devem ajudar a nos prepararmos para os desafios que estão diante de nós:

2. O Império Hitita: os hititas (ou heteus) são mencionados dezenas de vezes no Antigo Testamento. No entanto, há um século,

"críticos da historicidade bíblica argumentaram que as descrições bíblicas do Império Hitita foram inserções posteriores, pois estavam convictos que o Império Hitita não existiu... Mas em 1906, arqueólogos desenterraram a capital hitita e nos anos seguintes escavaram o que é agora conhecido como a grande e proeminente civilização hitita." [7].

3. A linhagem real de Davi: Arqueólogos encontraram a "primeira referência conhecida, fora da Bíblia, à Casa de Davi, uma dinastia governante provavelmente fundada pelo rei Davi no décimo século AC."

O fragmento de pedra com essas inscrições reveladoras foi encontrado nas ruínas de Tel Dan (no norte de Israel). Uma "interpretação inicial" é que um rei vitorioso (provavelmente Baasa) estava registrando sua batalha contra o rei da "Casa de Davi", provavelmente Asa. Segundo o jornal The New York Times, essa descoberta "é evidência forte e independente da existência e influência da Casa de Davi." [8].

4. Escrita cursiva "um meio internacional de comunicação": Por volta do décimo século AC, a escrita — incluindo a aramaica — se tornou cada vez mais comum. Apesar das divisões sociais, muitos aprendiam a escrever:

"Embora todos os clérigos, as pessoas cultas e os artesãos utilizassem basicamente a mesma escrita cursiva, diferenças estilísticas se estabeleceram. Elas podem ser classificadas como subestilos de cursiva e podem ser denominadas: (a) cursiva elevada — a das pessoas cultas; (b) cursiva formal — a dos escribas profissionais; e (c) cursiva vulgar — a das pessoas de baixa escolaridade...

"Durante o século nono e a primeira metade do século oitavo, não havia diferenças evidentes entre a escrita fenícia e aramaica; aparentemente a escrita em pedra fenício-aramaica foi usada para escrita em tinta também... Os primórdios da cursiva aramaica e o seu rápido desenvolvimento sem dúvida estão ligados ao crescimento da língua aramaica e à escrita como um meio internacional de comunicação." [9].

5. O rei Sargão: O profeta Isaías diz que esse rei da Assíria, enviou um comandante do seu exército, para pelejar contra Asdode, uma cidade costeira no antigo Israel. [Isaías 20:1]. Embora Sargão não seja um nome de família, este versículo alimentou uma controvérsia logo nos primeiros dias da arqueologia. Alguns pesquisadores tinham descoberto um obelisco de pedra, inscrito com uma lista de reis assírios. Mas ela não incluía Sargão! A Universidade de Chicago anunciou então que achara uma "clara contradição na Bíblia". Mas, eles estavam enganados! Quando o palácio real de Sargão foi escavado, os pesquisadores acharam seu nome gravado em muitos tijolos nas paredes do palácio — junto com referências orgulhosas pela conquista de Asdode. [10].

6. A cidade de Ecrom (atual Tel Miqne) dos filisteus: Esta confirmação da exatidão bíblica foi publicada pelo Instituto Arqueológico da América:

"Uma inscrição esculpida em uma laje de calcário encontrada em Tel Miqne, 37 km a sudoeste de Jerusalém, confirma a identificação da área como Ecrom, uma das cinco capitais dos filisteus mencionadas na Bíblia. A inscrição é singular, pois contém o nome de uma cidade bíblica e cinco de seus governantes, dois dos quais são mencionados como reis em outros textos fora da Bíblia... Isso também reforça a identificação de Ecrom com uma... cidade-Estado registrada em textos assírios do sétimo século AC..."

"Em 712 AC, essa cidade foi conquistada pelo rei assírio Sargão II. Por pouco tempo, começando em 705 AC, ela esteve sob o domínio de Ezequias, rei de Judá... Em 603 AC, a cidade foi saqueada pelo rei babilônio Nabucodonosor." [11].

Quando foi confrontado pelas forças assírias esmagadoras, Ezequias orou a Deus pedindo Sua intervenção soberana. Antes da grande vitória, ele exortou o povo:

"Esforçai-vos, e tende bom ânimo; não temais, nem vos espanteis, por causa do rei da Assíria, nem por causa de toda a multidão que está com ele, porque há um maior conosco do que com ele. Com ele está o braço de carne, mas conosco o SENHOR nosso Deus, para nos ajudar, e para guerrear por nós. E o povo descansou nas palavras de Ezequias, rei de Judá." [2 Crônicas 32:7-8].

7. O tanque de Betesda:

"... estudiosos liberais, de modo a manterem suas críticas contra a Bíblia, alegaram que o Evangelho de João não poderia ter sido escrito pelo próprio discípulo. Eles alegaram que versículos como João 5:2 estavam errados, pois fazem referência a alpendres no tanque de Betesda em Jerusalém. Mas as escavações mais recentes confirmaram o relato de João."

"Aproximadamente oito anos atrás, arqueólogos descobriram, abaixo do que anteriormente eles pensavam ser o nível inferior na área de Betesda, um antigo mikveh(tanque), que tinha um quinto pórtico que o atravessava! Poderíamos esperar que em algum momento os críticos admitiriam a confiabilidade histórica da narrativa bíblica." [7].

Isto é improvável! Millar Burrows, o célebre professor de Arqueologia na Universidade de Yale, explicou o porquê:

"O ceticismo excessivo de muitos teólogos liberais não advém de uma cuidadosa avaliação dos dados disponíveis, mas a partir de uma enorme pré-disposição contra o sobrenatural." [7].

A precisão do registro bíblico tem sido comprovada repetidamente. Como escreveu o Dr. Joseph Free: "A arqueologia confirmou inúmeras passagens que tinham sido rejeitadas pelos críticos como lendas ou contrárias aos fatos conhecidos." [12].

Evidências Científicas Que Apoiam a Bíblia

1. Correntes Oceânicas (esses rios marítimos — como a corrente do Golfo do México, que flui pelo Oceano Atlântico, levando as águas quentes do Golfo do México até a costa da Noruega — são dirigidos pela rotação da Terra, gravitação, ventos, temperatura, salinidade, variações de densidade, etc. Assista ao vídeo).

Essas correntes poderosas foram descobertas primeiro por Matthew Maury, um oficial da Marinha que estava convicto que a Bíblia não mentia. Após um acidente em 1839, Maury ficou incapacitado para o trabalho no mar e se tornou o superintendente do Observatório Naval dos EUA. Como chefe do Departamento de Cartas Náuticas e Instrumentos, ele finalmente pôde procurar respostas a uma pergunta que persistia em sua mente: O que eram as "veredas dos mares" mencionadas no Salmo 8:8? Depois de estudar o diário de bordo de navios antigos,

"Ele compilou cartas dos ventos oceânicos e das correntes marinhas. Para estudar a velocidade e direção das correntes oceânicas, Maury deixou garrafas à deriva — conhecidas como 'garrafas vaguejantes'. Elas flutuavam ligeiramente abaixo da superfície da água e, portanto, não eram afetadas pelos ventos..."

"A partir do local e da data em que as garrafas foram encontradas, Maury pôde elaborar suas cartas das correntes oceânicas — as 'veredas' dos mares — que ajudaram consideravelmente a ciência da navegação marítima..."

"Ele foi eleito para o Pavilhão da Fama dos Grandes Americanos. A legenda no monumento erigido em sua homenagem diz: 'Matthew Fontaine Maury, Descobridor das Veredas dos Mares, o gênio que descobriu o segredo das leis dos oceanos e da atmosfera.'" [13].

2. O ciclo hidrológico: Milhares de anos antes dos cientistas entenderem ou reconhecerem este ciclo, ele foi registrado na Bíblia. Os versículos abaixo descrevem o ciclo repetido de precipitação, o fluxo de água para os oceanos, sua evaporação e condensação, levada para os continentes nas nuvens, dirigidas pelos ventos — incluindo as agora familiares correntes atmosféricas, que eram desconhecidas nos tempos antigos:

"Eis que Deus... faz miúdas as gotas das águas que, do seu vapor, derramam a chuva, a qual as nuvens destilam e gotejam sobre o homem abundantemente. Porventura pode alguém entender as extensões das nuvens, e os estalos da sua tenda?" [Jó 36:26-29].

"O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta fazendo os seus circuitos. Todos os rios vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar para onde os rios vão, para ali tornam eles a correr." [Eclesiastes 1:6-7].

Evidências Históricas da Precisão da Bíblia

Considere as seguintes ligações fantásticas entre o relato bíblico e as descobertas históricas:

1. O Antigo Israel: Antes de Deus levar Seu povo à terra prometida, Ele o advertiu por meio de Moisés para não seguir a conduta corrupta das nações vizinhas. Este breve resumo de uma dessas advertências pode servir de alerta para nós também:

"Para não suceder que, havendo tu comido e fores farto, e havendo edificado boas casas, e habitando-as... Se eleve o teu coração e te esqueças do SENHOR teu Deus... E digas no teu coração: A minha força, e a fortaleza da minha mão, me adquiriu este poder.... Será, porém, que, se de qualquer modo te esqueceres do SENHOR teu Deus, e se ouvires outros deuses,... hoje eu testifico contra vós que certamente perecereis. Como as nações que o SENHOR destruiu diante de vós, assim vós perecereis, porquanto não queríeis obedecer à voz do SENHOR vosso Deus." [Deuteronômio 8:12-20].

Como eles não ouviram, foram eventualmente destruídos — como os profetas advertiram. A maioria do povo foi exilada para a Babilônia, onde muitos se arrependeram, reviveram as antigas Escrituras e foram ensinados sobre as leis de Deus pelos líderes do exílio, como Ezequiel.

Outros, porém, misturaram sua compreensão sobre Deus com os mitos babilônios e criaram uma nova forma de ocultismo: a Cabala. A história e influência da Cabala podem ser rastreadas por meio de ramos místicos de ensinamentos rabínicos, sociedades secretas, alquimia medieval, e ordens ocultas como a Ordem Hermética da Alvorada Dourada. A maior parte de suas divisões proclama um "Deus" impessoal ou "força" — uma falsificação sedutora do Deus da Bíblia.

2. Ascensão e queda dos impérios: Quando Nabucodonosor conquistou Israel, ele levou Daniel à sua corte. Ali o fiel profeta interpretou os estranhos sonhos do rei e ganhou seu respeito. Um sonho em particular foi obviamente cumprido:

"E aconteceu que, havendo eu, Daniel, tido a visão, procurei o significado, e eis que se apresentou diante de mim como que uma semelhança de homem... E disse: ... Aquele carneiro que viste com dois chifres são os reis da Média e da Pérsia, mas o bode peludo é o rei da Grécia; e o grande chifre que tinha entre os olhos é o primeiro rei; o ter sido quebrado, levantando-se quatro em lugar dele, significa que quatro reinos se levantarão da mesma nação, mas não com a força dele."[Daniel 8:15-22].

Décadas depois, a Média e a Pérsia conquistaram e governaram o vasto Império Babilônio. Elas foram conquistadas quando os exércitos gregos de Alexandre varreram o Oriente Médio. Quando Alexandre morreu, seu império foi dividido entre seus quatro generais e logo sua glória desapareceu. [14].

3. Lançando Tiro ao mar: O profeta Ezequiel anunciou com séculos de antecedência a destruição singular de Tiro — um centro costeiro do comércio do Mediterrâneo:

"Filho do homem, visto que Tiro disse contra Jerusalém: Ah! está quebrada a porta dos povos; virou-se para mim... Portanto assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu estou contra ti, ó Tiro, e farei subir contra ti muitas nações... Elas destruirão os muros de Tiro, e derrubarão as suas torres; e eu lhe varrerei o seu pó, e dela farei uma penha descalvada. No meio do mar virá a ser um enxugadouro das redes... Quando eu te fizer uma cidade assolada, como as cidades que não se habitam, quando eu fizer subir sobre ti o abismo, e as muitas águas te cobrirem..." [Ezequiel 26:2-5, 20].

Uma cidade coberta pelo mar? Impossível!

Não, segundo a história e a arqueologia. Os primeiros ataques a essa rica cidade marítima vieram dos exércitos de Nabucodonosor. A cidade foi totalmente destruída, mas a maior parte de seus moradores escapou para uma grande ilha perto da costa. Cerca de três séculos mais tarde (em 332 AC), Alexandre, o Grande, decidiu acrescentar essa cidade bem fortificada ao seu Império Grego. Quando ela resistiu, o exército grego construiu um istmo de 60 metros de largura até a ilha — usando a areia e pedras das ruínas da cidade original para construir a passagem. Eles destruíram os restos de Tiro e os lançaram no meio do mar. [15].

4. Petra: Anos atrás, visitamos Petra, a "Cidade Rosa" mostrada no filme Indiana Jones e a Última Cruzada. A viagem para a capital do antigo Edom começou em Amã, na Jordânia, e depois fizemos uma jornada de quatro horas para o sul pelo deserto. Finalmente, na entrada montanhosa de Petra, o caminho negado a Moisés e a Israel, andamos por um estreito desfiladeiro. As paredes rochosas verticais em ambos os lados formavam uma parte do Palácio Rosa, permitindo uma visão das brilhantes colunas cor-de-rosa e dos ornamentos esculpidos nas paredes do palácio.

Mas quando chegamos à antiga cidade florescente, o sol rigoroso expôs as fachadas desgastadas de uma silenciosa cidade fantasma. Atrás das ruínas de uma civilização perdida estavam cavernas vazias — os túmulos violados de um povo que há muito tempo rejeitou a Deus. O caminho só ia até ali. As velhas estradas tão percorridas desapareceram — como a Bíblia profetizou:

"Nem de noite nem de dia se apagará; para sempre a sua fumaça subirá; de geração em geração será assolada; pelos séculos dos séculos ninguém passará por ela... E nos palácios crescerão espinhos, urtigas e cardos nas suas fortalezas... As feras do deserto se encontrarão com as feras da ilha, e o sátiro clamará ao seu companheiro; e os animais noturnos ali pousarão, e acharão lugar de repouso para si. Ali se aninhará a coruja e porá os seus ovos, e tirará os seus filhotes, e os recolherá debaixo da sua sombra; também ali os abutres se ajuntarão uns com os outros." [Isaías 34:9-15].

Edom literalmente secou, murchou e morreu. Seus ribeiros e vinhedos viraram pó — mas não foi por causa dos clorofluorcarbonos! Deus fez isto, porque os soberbos edomitas rejeitaram Seus caminhos:

"Assim diz o Senhor DEUS a respeito de Edom... A soberba do teu coração te enganou, como o que habita nas fendas das rochas, na sua alta morada, que diz no seu coração: Quem me derrubará em terra? Se te elevares como águia, e puseres o teu ninho entre as estrelas, dali te derrubarei, diz o SENHOR." [Obadias 1,3-5].

Ao contrário dos mitos e lendas de outras tradições espirituais, os registros detalhados da história na Bíblia coincidem tanto com a história secular como com as descobertas arqueológicas. Até mesmo as secas do Antigo Testamento (que provocaram fomes e guerras) coincidem com as migrações, mudanças climáticas, anéis das árvores [16] e outras descobertas feitas pelos estudiosos. A Palavra de Deus é verdadeira e podemos confiar nela!

"Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra." [2 Timóteo 3:16-17].

Notas Finais

1. William F. Albright, The Archeology and the Religions of Israel, John Hopkins Press, Baltimore, 1956, pág. 176. Citado pelo rabino Glenn Harris,http://www.gospeloutreach.net/bible.html.

2. Nelson Glueck, Rivers in the Desert: History of Negev. Jewish Publication Society of America, Philadelphia, 1969, pág. 176. Citado pelo rabino Glenn Harris,http://www.gospeloutreach.net/bible.html.

3. "Holy Moses!" Documentário da PBS sugerindo que o Êxodo não foi real, em http://blogs.orlandosentinel.com/entertainment_tv_tvblog/2008/07/bibles-buried-s.html

4. Albright, William Foxwell. The Archaeology of Palestine. Pelican Books, Harmondsworth, Middlesex, England, 1960, págs. 127, 128. Citado pelo rabino Glenn Harris,http://www.gospeloutreach.net/bible.html.

5. Howard LaFay, Ebla: Splendor of an Unknown Empire, National Geographic, dezembro de 1978, pág. 735. "O povo do antigo Oriente Médio ergueu suas cidades em lugares estratégicos com água abundante. Como resultado, depois de destruídas por exércitos saqueadores — e com cidades fracas isso acontecia mais de uma vez por geração — a população tendia a reconstruir sobre as ruínas. Escavar uma TEL é como cortar uma pilha de panquecas; cada camada, que está cheia de artefatos enterrados, contém a história de uma catástrofe à outra." (735-736, 740, 754)

6. http://www.bible-history.com/archaeology/israel/el-amarna-letters.html

7. http://www.gospeloutreach.net/bible.html.

8. John N. Wilford, "House of David Inscription: Clues to a Dark Age", The New York Times, 16 de novembro de 1993. Relatado primeiramente pelo Dr. Avraham Biran, um arqueólogo da Hebrew Union College-Jewish Institute of Religion em Jerusalém.

9. O Desenvolvimento da Escrita Aramaica (Joseph Naveh's classic work), http://canterbridge.org/2007/11/18/reviewing-joseph-naveh-the-development-of-the-aramaic-script.

10. Sargão, rei da Assíria em http://www.biblehistory.net/newsletter/sargon.htm.

11. Seymour Gitin, Trude Dothan, and Joseph Naveh, "Ekron Identity Confirmed," Archaeology, January/February 1998.

12. Free, Joseph. Archaeology and Bible History. Scripture Press, Wheaton, IL, 1969, pág. 1.

13. A busca de Matthew Maury pelo segredo dos mares em http://www.answersingenesis.org/creation/v11/i3/maury.asp.

14. http://ancienthistory.about.com/cs/persianempir1/a/persiaintro_4.htm.

15. http://www.middleeast.com/tyre.htm.

16. S. Fred Singer and Dennis T. Avery, Unstoppable Global Warming (Rowman & Littlefield Publishers, 2007), págs. 4, 129, 244. Encontre informações mais específicas emhttp://www.reasons.org/resources/fff/new_articles/index.shtml: "... o climatologista Kevin Birdwell procura respostas aos mistérios da história da humanidade através de registros climatológicos.... Paleoclimatologia — a ciência que estuda o clima das eras passadas — frequentemente apoia ou lança nova luz sobre a narrativa bíblica. Birdwell diz: 'Análises de pólen, amostras de gelo, anéis das árvores, anéis dos corais, Carbono 14, datação por urânio e sedimentos oceânicos abrem uma janela para o passado. Por exemplo, os avanços recentes no estudo dos anéis das árvores permitem uma calibração mais precisa dos registros do Carbono 14, ajustando, assim, as datas de alguns eventos registrados."



Autores: Andy e Berit Kjos (Kjos Ministries, em http://www.crossroad.to)
Tradução: Marcelo N. Motta, Blog PensandoBiblicamente
Data da publicação: 4/1/2009
Revisão: http://www.TextoExato.com
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/db107.as
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