quarta-feira, janeiro 28, 2009
A Igreja do Futuro
“Um dia conversando com um pastor sobre os malaquianos que oprimiam o povo com Malaquias 3 e que eu não concordava com o famoso ‘teto’ dos neopentecostais e pentecostais, que aqui na minha terrinha é de DEZ mínimos mensais (e se a igreja tiver condição, até 20% dos dízimos e ofertas arrecadados), veja o que ele me disse: ‘Cada um tem um padrão de vida, e se você acha muito, outros acham pouco e se a igreja crescer mais, vou ser igual ao Pr. X (pentecostal, da maior denominação desta cidade) e, sendo assim, receber 20% do total do superavit mensal. Então eu lhe disse: que iria apelar para o Tribunal de Cristo e que ele prestaria contas disso ao Senhor...”
E quando eu critico essa gangue pastoral ainda vêm me falar horrores, como se eu fosse mentirosa e odiosa.
Diva, umas das irmãs mais queridas da minha rica agenda feminina, culta, inteligente e bíblica, me escreveu há dias, dizendo que já não suporta mais freqüentar a igreja onde congregava, a qual ficou cheia de novidades. Está ficando em casa e assistindo aos cultos pela TV (Só espero que não sejam os do Silas Malacheia).
Outra amiga nossa, do mesmo nível social e cultural, que eu conheci na IP de Copacabana, há mais de 20 anos, também está ficando em casa, porque não suporta mais as modernidades que entraram na igreja da qual foi membro por algumas décadas.
A apostasia está invadindo as igrejas como um dilúvio e, dentro de poucos anos, se o Senhor não regressar logo, os crentes sinceros vão entrar na era da Igreja Virtual, que será a Igreja do Futuro! Nesta Igreja, você não é obrigado a enriquecer um pastor pilantra com 10% dos seus ganhos; não vai precisar ficar sentado, escutando música barulhenta e heresias hulqueanas; e ainda poderá deletar o que não estiver conforme a sã doutrina, o que é impossível fazer na Igreja reunida num templo, sem escandalizar os membros da mesma.
O Movimento Nova Era está aí, mais robusto do que o Gnosticismo, no tempo de Paulo. Tenho observado que 999 entre cada 1.000 pessoas com quem eu falo, estão se tornando novaerenses, sem mesmo saber o que isto significa. A Nova Era está penetrando sorrateiramente nas igrejas pentecostais e “avivadas”, implantando a Teologia Reconstrucionista ou Dominionista, copiada de Agostinho de Hipona. Essa teologia nega as profecias do VT sobre a hegemonia mundial de Israel, com Cristo reinando em Jerusalém, no Seu Reinado Milenar; ela enfatiza o poder da Igreja no mundo, devendo esta reinar durante mil anos, através dos “Manifestos Filhos de Deus”, enquanto uma seleção de gigantes espirituais prepara a volta de Cristo. Tudo isso foge à verdade pregada na Bíblia. Entre os maiores líderes dessas baboseiras futuristas estão Peter Wagner e Benny Hinn, os quais sacramentaram as línguas, sinais e maravilhas, tendo ressuscitado os ofícios de apóstolos e profetas. O Movimento em favor do homossexualismo veio através da Igreja Episcopal, pregando a chamada “liberdade aos filhos de Deus”.
Esta salada indigesta de doutrinas espúrias está armando o palco para a vinda do Anticristo, da Religião Mundial e da Grande Tribulação. O Anticristo nem mesmo poderá ser comparado a Hitler, Sadan Hussein e Fidel Castro... Ele vai ser muito pior, porque será possuído e monitorado pelo próprio Diabo.
Nós, os crentes bíblicos fundamentalistas, ainda temos a “bendita esperança” do Arrebatamento. Mas os que estão sendo enganados pelas doutrinas da monumental Igreja Emergente, a qual prega propósitos, experiências, sinais e maravilhas, esses vão resvalar na chamada “operação do erro” (2 Tes. 2:11) e vão ficar aqui, sob o impacto de todas as pragas descritas no Livro do Apocalipse. Vão sofrer junto com os ateus e os membros das seitas.
Se perdurar essa confusão em Israel, brevemente o mundo vai chegar a um estado de total calamidade (com os árabes explodindo o Ocidente, a fim de conseguirem o seu maligno objetivo, que é varrer Israel do mapa). Nesse caso, a União Européia e os outros países ricos vão querer implantar um governo mundial, a fim de enfrentar o que a ONU se mostra incapaz de resolver. O mundo inteiro está se voltando contra Israel. Isto é bíblico, pois somente o Senhor vai continuar fiel ao Seu povo rebelde, até o instante final, quando Ele descerá do Céu, junto com os Seus anjos e santos, para derrotar os inimigos do Seu povo. Antes, porém, Ele vai nos arrebatar para um lugar seguro e seremos julgados no Tribunal de Cristo, onde ficaremos muito envergonhados dos pecados que temos cometido, neste mundo utilitarista e hipócrita.
E quem for amigo dos palestinos e não estiver satisfeito com este segundo artigo do Ano Novo, que o delete depressa, pois estou com um assunto mais urgente do que receber elogios dos leitores. Depois que usei uma tinta Koleston (ontem) e esqueci de lavar a cabeça na hora exata, meu couro cabeludo ficou empolado e só não fiquei careca, pela graça de Deus. Vou ser mais cuidadosa, da próxima vez, oxente!
Mary Schultze
www.cpr.org.br/Mary.htm
"Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!" 1 Cor 9:16"Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo". 2 Cor 4:6
domingo, janeiro 25, 2009
Os pentecas e o Velho Testamento
Pelo que entendi, esse penteca é membro da INV e ficou ainda mais injuriado com os meus artigos condenando a cobrança dos dízimos. Sobre esta igreja tenho algumas restrições.
Certa vez eu estava assistindo a um culto na mesma, quando o pastor começou a “orar em língua estranha” e, em seguida, falou que o Espírito estava lhe revelando que todos os membros ali presentes deveriam contribuir com pelo menos 10 dólares para a compra de um teclado, etc. Olhei ao redor e vi uma porção de crentes mal vestidos, demonstrando pobreza, e fiquei indignada. Logo que o culto terminou, fui até o pastor e lhe entreguei 10 dólares que, por acaso, eu guardava na bolsa, e falei: “Nesta igreja existem muitas pessoas que nem sequer comem carne todo dia, por falta de dinheiro. Pela mais pobre dessas pessoas, estou lhe entregando estes 10 dólares, a fim de que ela fique livre da obrigação que o senhor acabou de impor a todas elas”. Ele me olhou aborrecido, mas, mesmo assim, recebeu os 10 dólares. Nunca mais pisei nessa igreja.
Numa noite de dezembro, eu estava jantando na mansão de um empresário da cidade, membro da mesma igreja. Lá pelas tantas, o assunto caiu sobre o dízimo. Quando expus minhas idéias, citando Gálatas 3:9-10 e 5:14, o dono da casa ficou aborrecido e falou: “Não concordo com você. Eu sou muito abençoado, exatamente porque entrego o meu dízimo. Por exemplo, este ano, ganhei mais de dois milhões em meus negócios e entreguei mais de 200 mil Reais de dízimo à igreja”. Pouco tempo depois, ele deixou a cidade porque os negócios não estavam indo muito bem... Imaginem a tristeza do pastor, quando perdeu essa mina de ouro!
Muitos pastores costumam ler o capítulo 3 de Malaquias, para intimidar os crentes, fazendo-os crer que se não entregarem pontualmente o dízimo não serão abençoados. Duvido que esses pastores “lucrófilos” expliquem aos seus ouvintes que os textos de Malaquias 3:8-10 têm sido interpretados e aplicados erroneamente pela maioria das igrejas cristãs. Uma interpretação correta do texto, segundo o contexto, vai mostrar que aqueles que são culpados de roubar a Deus, conforme Malaquias 3:8, são os sacerdotes ministradores e não o povo. Consequentemente, os que são amaldiçoados em Malaquias 3:9 são os sacerdotes, por terem quebrado a Antiga Aliança. Os pobres, as mulheres e os artesãos não eram obrigados a entregar o dízimo, segundo a Lei de Moisés. Os crentes da Nova Aliança foram completamente liberados de todas as leis do VT, conforme Jesus disse em Lucas 16:16: “A lei e os profetas duraram até João”. Em Mateus 23:23 (que os lucrófilos adoram citar) Jesus está cumprindo a lei e falando para os líderes fariseus.
Os pastores “lucrófilos”, principalmente os carismáticos, além de pregarem o falso evangelho da fé/prosperidade, ainda exigem o dízimo, agrilhoando os crentes às leis do VT, a fim de conservarem esses coitados presos às suas “sinagogas”, pelo medo de perderem bênçãos financeiras e espirituais, ou até serem castigados por desobediência. E assim, eles vão enriquecendo, acumulando fortunas nos bancos estrangeiros e até se assentando em tronos de ouro maciço, como Benny Hinn, Kenneth Copeland, Peter Wagner, Robert Schüller e outros “jacarés espirituais”.
Crente, leia o VT apenas para se ilustrar nos exemplos e na história de Israel. Nenhum profeta do VT fala diretamente para nós. Eles apontavam para as duas vindas do Messias e davam conselhos à nação de Israel, para que esta andasse conforme os mandamentos de Deus. Lembre-se que o nosso evangelho está contido nas cartas de Paulo. Ele é prático, límpido e simples como o autor do mesmo, o qual foi inspirado nas visões que teve de Jesus ressuscitado e pelo Seu Espírito, libertando os gentios do peso que Deus havia colocado sobre os judeus. Isso porque os judeus sempre pediram sinais, enquanto os gentios preferiram pedir sabedoria. É pena que os pastores carismáticos tenham regredido tanto, ao ponto de resolverem impingir as leis do Velho Testamento aos membros de suas congregações, complicando a vida dos crentes, com o fito de encherem os gazofilácios de suas “sinagogas pentecostais”.
Mary Schultze
www.cpr.org.br/Mary.htm
terça-feira, janeiro 20, 2009
sábado, janeiro 10, 2009
Cristianismo Pagão - Ultima Parte
Há dízimo na Bíblia? Sim, o dízimo é bíblico. Mas não é cristão. O dízimo pertence à velha Israel. Foi essencialmente um imposto de renda. No primeiro século, no NT, não há registro de cristãos dizimando.
A maioria dos cristãos não tem a menor idéia do que ensina a Bíblia no que se refere ao dízimo. Senão vejamos. A palavra “dízimo” simplesmente quer dizer a décima parte. .
O Senhor instituiu três classes de dízimos para os Israelitas como parte de seu sistema de impostos. A saber:
Um dízimo do produto da terra para sustentar os levitas, que não tinham herança em Canaã.
Um dízimo do produto da terra para patrocinar festas religiosas em Jerusalém. Se o produto pesasse muito para ser levado a Jerusalém, poderia ser convertido em dinheiro.
Um dízimo do produto da terra arrecadado a cada três anos para os levitas locais, órfãos, estrangeiros e viúvas.
Este foi o dízimo bíblico.(...)
..
Com a morte de Jesus, todos os códigos cerimoniais, governamentais e religiosos que pertenciam aos judeus foram cravados em Sua cruz e enterrados para sempre... Para nunca voltarem a condenar-nos. Por esta razão nunca vemos nenhum cristão no NT dando o dízimo. Da mesma forma que não os vemos sacrificando cabritos e touros para cobrir seus pecados! (...)
...
Dizimar pertence exclusivamente a Israel sob a Lei. No aspecto financeiro vemos os santos do primeiro século dando alegremente de acordo com sua capacidade — não para obedecerem a um mandamento. A oferta na primitiva igreja era voluntária.E os que se beneficiavam disto eram os pobres, órfãos, viúvas, doentes, prisioneiros e estrangeiros. .
Agora mesmo posso ouvir alguém fazer a seguinte objeção: “E quanto a Abraão? Ele viveu antes da Lei. Nós o vemos dizimar ao sumo sacerdote Melchizedek. Isto não destrói seu argumento de que o dízimo é parte da Lei de Moisés?”
Não, não destrói. Primeiramente, o dízimo de Abraão era completamente voluntário. Não obrigatório. Deus não o ordenou como havia feito com o dízimo de Israel.
(...).
Em segundo lugar, Abraão dizimou dos saques que ele havia adquirido depois de alguma batalha. Ele não dizimou de suas rendas nem de sua propriedade. O ato de dizimar de Abraão seria algo parecido com receber uma bonificação no trabalho, uma gratificação de Natal, para depois dizimar.
Em terceiro lugar, e o ponto mais importante, esta foi a única vez que Abraão dizimou em todos os seus 175 anos aqui na terra. Não há evidência de que ele voltou a repetir tal coisa novamente. Conseqüentemente, se você deseja usar Abraão como “texto de prova” para dizer que os cristãos necessitam dizimar, então você é obrigado a dizimar apenas uma vez!.
Isto nos remete ao batido texto citado anteriormente em Malaquias 3. O que disse Deus ali? Primeiramente, esta passagem foi dirigida ao antigo Israel quando este estava sob a Lei Mosaica. O povo de Deus estava retendo seus dízimos e ofertas. Considere o que aconteceria se os estadunidenses recusassem pagar seus impostos sobre suas rendas. A lei americana qualifica isso como um roubo. Os culpados seriam castigados por roubar ao governo..
De igual forma, quando Israel reteve seus dízimos (impostos), Israel estava roubando a Deus — Ele instituiu o sistema do dízimo. Então o Senhor mandou que seu povo trouxesse seus dízimos ao alforge. O alforge era situado nas câmaras do Templo. Esta câmara era separada para receber os dízimos em espécie, não em dinheiro, para o sustento dos Levitas, pobres, estrangeiros e viúvas. .
Note o contexto de Malaquias 3:8-10. No versículo 5 o Senhor diz que Ele julgará os que oprimem as viúvas, os desamparados e os estrangeiros. Ele diz, “Eu Me movimentarei com rapidez para castigar os que praticam bruxaria, os adúlteros, os mentirosos, os que roubam o salário de seus empregados, os que exploram as viúvas e os órfãos, enfim todos os que não Me respeitam”.
As viúvas, os órfãos e os estrangeiros eram os dignos recebedores do dízimo. Por reter os dízimos, Israel foi culpado de oprimir a estes três grupos. É aqui que está o coração de Deus em Malaquias 3:8-10: A opressão aos pobres.
Quantas vezes você ouviu pastores enfatizar este ponto, martelando teus ouvidos com a passagem de Malaquias 3? Das centenas de sermões que eu ouvi sobre dízimo, nenhuma vez escutei nem mesmo um sussurro acerca do que tratava esta passagem. Ou seja, os dízimos eram para sustentar as viúvas, os órfãos, os estrangeiros, e os Levitas, que não tinham qualquer propriedade. É isto o que a Palavra do Senhor tem como objetivo em Malaquias 3. (...) .
A Origem do Dízimo e do Salário do Clero.
Relatar a história do dízimo cristão é um exercício fascinante. O dízimo migrou do Estado para a Igreja. Na Europa Ocidental, exigir o dízimo da produção de alguém era cobrar o aluguel da terra que lhe era dada em arrendamento. Na medida em que a cobrança do aluguel de 10% era entregue à Igreja, esta aumentava sua quantidade de terras ao longo da Europa. Isto resultou em um novo significado relacionado a esta cobrança de 10%. Chegou a ser identificado com o dízimo levítico! Por conseguinte, o dízimo cristão como instituição foi baseado em uma fusão da prática do VT com a instituição pagã..
Pelo século XVIII, o dízimo chegou a ser um requisito legal em muitas áreas da Europa Ocidental. Pelo fim do século X, a diferença do dízimo enquanto imposto de renda e mandamento moral apoiado no Antigo testamento havia desaparecido. O dízimo tornou-se obrigatório ao longo da Europa cristã..
Em outras palavras, antes do século VIII, o dízimo era um ato de oferta voluntária. Mas pelo fim do século X, ele passou a ser uma exigência legal para sustentar a Igreja Estatal — exigida pelo clero e colocada em vigor pelas autoridades seculares!
Felizmente, a maioria das igrejas modernas abandonou a prática do dízimo como uma exigência legal. Mas a prática de dizimar está tão viva hoje como foi durante o tempo em que era um requisito legal. Certamente você não vai ser castigado fisicamente por não dizimar. Mas se você não for dizimista — isto se aplica à maioria das igrejas modernas — você será excluído das posições importantes do ministério. E sempre será culpado e atacado de cima do púlpito!.
Quanto aos salários do clero, os ministros não receberam salários durante os primeiros três séculos. Mas quando Constantino entrou em cena ele instituiu a prática de pagar um salário fixo ao clero dos fundos eclesiásticos e das tesourarias municipais e imperiais. Assim, pois, nasceu o salário do clero, uma prática daninha que não tem precedente no NT.(...)
Raiz de Toda Maldade.
Se um crente deseja dizimar voluntariamente ou com base em uma convicção, não há problema. O dízimo chega a ser um problema quando é apresentado como um mandato de Deus, obrigatório para todo crente..
O dízimo obrigatório representa opressão aos pobres. Não são poucos aqueles que são empurrados para uma pobreza mais profunda porque alguém lhes disse que se não dizimarem estarão roubando a Deus. Quando se ensina o dízimo como um mandato de Deus, os cristãos que têm muita dificuldade econômica para viver, são culpados se não o cumprem e mergulham em uma pobreza maior ao cumpri-lo. Desta maneira, o dízimo esvazia o evangelho enquanto “boas novas aos pobres”. Em vez de boas notícias, o dízimo chega como um fardo. Em vez de liberdade, chega a ser opressão. Esquecemos que o dízimo original que Deus estabeleceu para Israel era para beneficiar aos pobres, não para prejudicá-los!.
Por outro lado, o dízimo moderno é uma boa notícia para o rico. Para uma pessoa com altos rendimentos, 10% é uma soma ínfima. Dizimar, portanto, apazigua a consciência do rico na medida em que não exerce nenhum impacto significante sobre seu estilo de vida. Não são poucos os cristãos ricos que são levados a erroneamente pensar que estão “obedecendo a Deus” pelo fato deles colocarem um mísero 10% de suas rendas no prato da oferta..
Mas Deus tem uma perspectiva bem diferente relacionada ao ato da dádiva. Recorde a parábola das moedas da viúva: “Quando Jesus estava no templo, observava os ricos colocarem suas ofertas na caixa de ofertas. Foi quando uma viúva pobre pôs somente duas moedinhas de cobre. 'Realmente', comentou Ele, 'esta viúva pobre deu mais do que todos os outros juntos. Pois eles deram um pouco do que não precisam, porém ela, pobre como é, deu tudo o que tem’”. .
Lamentavelmente, o dízimo muitas vezes é visto como uma prova definitiva de discipulado. Se você é um bom cristão você dizimará, pelo menos é assim que se pensa. Mas esta é uma falsa premissa. O dízimo não é nenhum sinal de devoção cristã. Se assim fosse, todos os cristãos do século I teriam sido condenados por falta de piedade! .
A raiz persistente detrás do constante empurrão para que as pessoas dizimem na igreja moderna é o salário do clero. Muitos pastores sentem que é necessário pregar o dízimo e lembrar a congregação de sua obrigação de apoiá-lo em seus programas. E eles usam a promessa de uma bênção financeira ou o temor de uma maldição financeira para assegurar que os dízimos continuem sendo arrecadados.
Desta maneira, o dízimo moderno é o equivalente a uma loteria cristã. Pague o dízimo e Deus lhe devolverá mais dinheiro depois. Recuse dar o dízimo e Deus lhe castigará. Tais pensamentos assaltam o cerne das boas novas do evangelho.
Poder-se-ia dizer a mesma coisa quanto ao salário do clero. O qual tampouco tem qualquer mérito. De fato, o salário do clero corre totalmente em sentido oposto ao novo Pacto. Os anciãos (pastores) do primeiro século nunca receberam salários. Eles eram homens com profissões seculares. Eles contribuíam com o rebanho em vez de pegar dinheiro da congregação. (...) .
Embora o dízimo seja bíblico, não é cristão. Jesus Cristo não o afirmou. Os cristãos do século I não o observaram. E por cerca de 300 anos o povo de Deus não o praticou. Dizimar não foi uma prática aceita em grande escala entre os cristãos até o século VIII! .
O ato da oferta no NT era segundo a capacidade de cada um. Os cristãos doavam para ajudar outros tanto como para apoiar obreiros apostólicos, permitindo-lhes viajar e fundar igrejas. Um dos testemunhos da Igreja Primitiva foi o de revelar o quão liberais eram os cristãos com relação aos pobres e necessitados. Foi isto que fez com que gente de fora da igreja, inclusive o filósofo Galen, presenciasse o poder gigantesco e encantador da Igreja Primitiva e dissesse: “Olhe como se amam uns aos outros”. .
O dízimo é mencionado apenas quatro vezes no NT. Mas nenhuma destas quatro ocorrências se refere a cristãos. Definitivamente, o dízimo pertence ao VT onde um sistema de tributação foi estabelecido para apoiar aos pobres e onde havia um sacerdócio especial separado para ministrar ao Senhor. Com a vinda de Jesus Cristo, houve uma “mudança na lei” — o antigo acordo foi “cancelado” e “posto de lado” dando lugar a um novo. .
Agora, todos somos sacerdotes — livres para funcionar na casa de Deus. A Lei, o velho sacerdócio, o dízimo, todos foram crucificados. Agora não há cortina do templo, nem imposto do templo, e não há um sacerdócio especial que se coloca entre Deus e o homem. Você, querido cristão, foi libertado da atadura do dízimo e da obrigação de apoiar o sistema do clero. (...)
O Último Desafio .
Alguém disse uma vez, “Talvez não haja nada pior do que alcançar o último degrau de uma escada e descobrir que subimos pela parede errada”.Após ler este livro, você deverá identificar-se com esta declaração. Nesse sentido terminarei lançando um desafio direto ao seu coração. .
Você aprendeu que as práticas da igreja que você acreditava serem bíblicas não têm qualquer base nas Escrituras. Você descobriu a origem destas práticas. Você sabe que elas não tiveram origem em Deus, mas em homens — a maioria dessas práticas vieram do paganismo. E você sabe que elas frustram o propósito final de Deus para com a Sua Igreja. E você sabe que elas frustram o propósito final de Deus para com a Sua Igreja. Você também se deu conta de que dependeu desesperadamente destas tradições inúteis e de que foi até mesmo atrapalhado por elas. .
Diante do exposto, eu pergunto: Você vai continuar praticando tais tradições ou as abandonará? Você vai continuar praticando o que você sabe estar em desacordo com os desígnios de Deus? .
Você vai imprudentemente ignorar o que leu neste livro concernente às suas práticas na igreja? Ou será fiel aos fins absolutos da luz dentro de você, abandonando completamente a tradição do homem para seguir a plenitude de Cristo e Sua Igreja?
Após receber a luz que lhe foi dada, você continuará a sustentar invenções religiosas em detrimento da inspirada revelação de Deus? Ou você dará atenção à luz que está dentro de você? .
Você abandonará a igreja institucional que abraça práticas que violam o NT ou “invalidará a Palavra de Deus por amor às suas tradições? — que continuam amarrando uma grande pedra em torno da cintura da Igreja de Jesus Cristo?
Continuará a fazer sacrifícios na cidade de Faraó? Ou irá até a fronteira, sondar o terreno, e tomar uma atitude?
A história mostra onde a consciência e a tradição se chocam, a maioria do povo de Deus vai atrás da tradição. Agora mesmo, a questão primordial é...
Qual atitude você vai tomar?.
Cristianismo Pagão - Frank Viola
segunda-feira, dezembro 29, 2008
O Legalismo do Dízimo e a Liberdade do Evangelho da Graça
Se dermos o dízimo em cumprimento à lei, só podemos dar dez por cento. Mais do que isso é transgressão da lei (Ml 3.10). Se contribuirmos com um valor proposto em nossos corações e conforme nossa prosperidade, podemos dar mais de dez por cento, ou menos, dentro dos critérios da Nova Aliança em Cristo Jesus. Vivemos sob a égide do Evangelho da Graça e não sob a escravidão da lei.
"Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de um melhor concerto, que está confirmado em melhores promessas" (Hb 8.6).
"Dizendo novo concerto, envelheceu o primeiro. Ora, o que foi tornado velho e se envelhece perto está de acabar" (Hb 8.13).
Querer manter–se fiel à escravidão da lei é recusar a graça de Deus e não dar a devida importância à missão de Cristo.
“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8-9). “
Ó gálatas insensatos! Quem vos fascinou a vós outros, ante cujos olhos foi Jesus Cristo exposto como crucificado? Quero apenas saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei, ou pela pregação da fé? Aquele, pois, que vos concede o Espírito e que opera entre vós, porventura, o faz pelas obras da lei ou pela pregação da fé” (Gl 3.1,2, 5).
As passagens acima se aplicam mais diretamente à justificação pela fé. Mas quem é justificado pela fé em Jesus Cristo é ricamente abençoado e recebido como filho de Deus, “se somos filhos, somos também herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados” (Rm 8.17). Se buscarmos em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, nada nos faltará (MT 6.33).
Entende-se por “obras da lei” a obediência às exigências da lei. Como diz John Stott, o estabelecimento da lei é a abolição do Evangelho”.
Quanto ao dízimo, muitas igrejas ensinam que a obediência irrestrita a Malaquias 3.10, embora não seja meio de salvação é meio de ter prosperidade. E isto são obras da lei.
(Adaptado)
Pr. Airton Evangelista da Costa
domingo, dezembro 28, 2008
Reflexões sobre o dízimo
"Mas, antes que viesse a fé, estávamos sob a tutela da lei, e nela encerrados, para essa fé que de futuro haveria de revelar-se. De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados pela fé. Mas, tendo vindo a fé, já não permanecemos subordinados ao aio. Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus; porque todos quantos fostes batizados em Cristo, de Cristo vos revestistes. Dessarte não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão, e herdeiros segundo a promessa" (Gálatas 3.23-29).
Se dermos o dízimo para cumprirmos a lei da Antiga Aliança, só podemos dar dez por cento. Mais do que isso é transgressão da lei.
Se contribuirmos com um valor proposto em nossos corações e conforme nossa prosperidade, podemos dar mais de dez por cento, ou menos, dentro dos critérios da Nova Aliança em Cristo Jesus. Vivemos sob a égide do Evangelho da Graça e não sob a escravidão da lei.
"Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de um melhor concerto, que está confirmado em melhores promessas"(Hb 8.6)
"Dizendo novo concerto, envelheceu o primeiro. Ora, o que foi tornado velho e se envelhece perto está de acabar" (Hb 8.13).
1. Os dizimistas não precisam deixar de dizimar pelo simples fato de receberem a revelação do Evangelho da Graça, desde que o façam com alegria e espontaneamente, e seja assim que propõem em seus corações.
2. Nessa condição, os filhos de Deus não temerão o devorador se, em algum momento, derem um centavo (R$0,01) a menos ou a mais do que determina a escravizante lei da antiga aliança.
3. Os dizimistas da graça não farão mais detalhada conta para saber se estão cumprindo rigorosamente a lei; se o dízimo é sobre o líquido ou sobre o bruto do salário; se deverão dizimar sobre herança ou venda de propriedade, e tantas outras preocupações legalistas.
4. Os contribuintes da graça têm liberdade de flexibilizar suas ofertas para mais ou para menos de acordo com sua prosperidade, e farão sem receio de serem chamados roubadores de Deus.
Pr. Airton Evangelista da Costa
Assembléia de Deus Palavra da Verdade
http://www.palavradaverdade.com/
OBS.: Finalmente uma explicação coerente sobre o dízimo!
É a primeira vez em 13 anos de caminhada cristã que leio algo sobre "dízimo" que posso enfim concordar! Ah, se todos os pastores fossem assim! (R. Reis)
