terça-feira, dezembro 22, 2009

Por quê 25 de dezembro?

Jesus nasceu no ano 6 ou 7 antes da era cristã.
A comemoração do Natal de Jesus surgiu de um decreto.

Natal é a celebração do grande amor de Deus, o dia em que Deus nasceu no mundo, trazendo
paz, luz, amor, esperança, uma nova aliança, uma nova vida. O Filho de Deus, Jesus de Nazaré, nasceu em Belém, como uma criança humilde e marginalizada e encontrou todos e todas neste mundo, oferecendo-lhes a presença e a reconciliação de Deus. Em torno deste acontecimento há muitas decisões e tradições herdadas do passado.

Nos relatos bíblicos não encontramos nenhuma referência sobre a data do nascimento de Jesus. Naquela época os calendários eram muito confusos. Os antigos calendários romanos tinham, às vezes, semanas de quinze dias e meses de dez dias, de acordo com a vontade do Imperador reinante. O povo em geral não conhecia as datas de nascimento, casamento ou falecimento. Não existem registros históricos a respeito de "Festas de Aniversário" na Antigüidade.

Sobre o nascimento de Jesus sabemos muito pouco. Ele nasceu antes da morte de Herodes Magno (Mt 2.1; Lc 1.5), que faleceu na primavera de 750 da era romana, quer dizer: no ano 4 antes de Cristo. Conforme estudos o ano mais provável do nascimento de Jesus é 7 ou 6 antes da era cristã.
As primeiras comunidades cristãs não comemoravam o nascimento de Jesus. Somente a partir do ano 350 o Natal começou a ser comemorado no dia 25 de dezembro. Em torno da escolha desta data há uma longa história.

Os Celtas, por exemplo, tratavam o Solstício do Inverno, em 25 de dezembro, como um momento extremamente importante em suas vidas. O inverno ia chegar, longas noites de frio, por vezes com poucos gêneros alimentícios e rações para si e para os animais, e não sabiam se ficariam vivos até a próxima estação. Faziam, então, um grande banquete de despedida no dia 25 de dezembro. Seguiam-se 12 dias de festas, terminando no dia 6 de Janeiro.

Em Roma, o Solstício do Inverno também era celebrado muitos séculos antes do nascimento de Jesus. Os Romanos o chamavam de Saturnálias (Férias de Inverno), em homenagem a Saturno, o Deus da Agricultura, que permitia o descanso da terra durante o inverno.

Em 274 o Imperador Aureliano proclamou o dia 25 de dezembro, como "Dies Natalis Invicti Solis" (O Dia do Nascimento do Sol Inconquistável). O Sol passou a ser venerado. Buscava-se o seu calor que ficava no espaço muito acima do frio do inverno na Terra. O início do inverno passou a ser festejado como o dia do Deus Sol.

A comemoração do Natal de Jesus surgiu de um decreto. O Papa Júlio I decretou em 350 que o nascimento de Cristo deveria ser comemorado no dia 25 de Dezembro, substituindo a veneração ao Deus Sol pela adoração ao Salvador Jesus Cristo. O nascimento de Cristo passou a ser comemorado no Solstício do Inverno em substituição às festividades do Dia do Nascimento do Sol Inconquistável.

Outras curiosidades estão relacionadas com este dia 25 de dezembro. O calendário que adotamos hoje é uma forma recente de contar o tempo. Foi o Papa Gregório XIII que decretou o seu uso através da Bula Papal "Inter Gravissimus" assinada em 24 de fevereiro de 1582. A proposta foi formulada por Aloysius Lilius, um físico napolitano, e aprovada no Concílio de Trento (1545/1563). Nesta ocasião foi corrigido um erro na contagem do tempo, desaparecendo 11 dias do calendário. A decisão fez com que ao dia 4 de outubro de 1582 sucedesse imediatamente o dia 15 de outubro do mesmo ano. Os últimos a adotarem este calendário que usamos foram os russos em 1918.

O fato interessante desta correção é que o Solstício do Inverno foi deslocado para outra data. Dependendo do ano o início do inverno se dá entre o dia 21 e o dia 23 de dezembro. A razão fundamental para a comemoração do Nascimento de Jesus no dia 25 de Dezembro se perdeu com essa mudança no calendário. Mesmo assim o Natal continuou a ser comemorado no dia 25 de dezembro.

Para nós, habitantes do Hemisfério Sul, há menos razões ainda para se comemorar o Natal no dia 25 de dezembro. Nesta data vivemos os primeiros dias do verão e não do inverno. Porém, herdamos as tradições cristãs que vieram do Hemisfério Norte.

Mesmo assim vale celebrar este ato de amor maravilhoso de Deus: Deus veio ao mundo e inaugurou uma nova vida entre nós. Este é o motivo da nossa festa. Vamos juntos, povos do norte e do sul, celebrar e festajar o Natal de Cristo, a chegada do amor de Deus ao mundo.

Por Guilherme Lieven

segunda-feira, dezembro 07, 2009

Nossas Escolhas


A maioria de nossos problemas decorre de nossas escolhas erradas. Em muitos casos, geramos nossos próprios dissabores.

Não que esta seja uma verdade absoluta, salvo se atentarmos para o fato de que todos os males da humanidade tiveram origem na desobediência do primeiro casal. Deixemos a teologia e meditemos em casos concretos.

O homem passa a vida toda ouvindo a advertência de que o cigarro contém umas quatro mil substâncias tóxicas, das quais se destaca a nicotina; é advertido sobre as drásticas conseqüências que isso poderá causar ao corpo. Mas usa de sua liberdade de escolha e continua no vício.

A Medicina adverte para os malefícios do álcool; para a imperiosa necessidade de "se beber, não dirija"; as estatísticas indicam milhares de vítimas fatais no trânsito por causa do alcoolismo. Porém, milhares usam do seu livre arbítrio e continuam dirigindo embriagados.

A Medicina adverte para os cuidados com uma alimentação saudável; para evitar comida gordurosa que eleva as taxas de colesterol; para evitar um acidente vascular cerebral (AVC) que mata milhares todos os anos... Mas muitos não dão ouvidos a essas advertências. Muitos morrem porque não seguem as orientações das placas de trânsito quanto à velocidade máxima e às paradas obrigatórias. Questão de livre escolha.

As penitenciárias estão lotadas de homens e mulheres que fizeram escolhas erradas.

Voltando à teologia, Jesus disse o seguinte: “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaço o caminho que conduz á perdição, e muitos são os que entram por ela” (Mt 7.13). Portanto, são muitos os que escolhem a porta do pecado, e não são poucos os que, diante do vendaval da vida, colocam a culpa em Deus: Por que Deus permitiu? A culpa não é dele. Nossas escolhas é que foram erradas.

07.12.2009

Pr. Airton Evangelista da Costa

sexta-feira, novembro 20, 2009

A não sempre virgem Maria


Alguns católicos ficam atônitos quando a doutrina da sempre virgem Maria é contestada. Se Maria, apesar de casada com José, tivesse ficado virgem até a morte, não tenho nada contra. Ocorre que não encontro apoio bíblico para tal doutrina. Pelo contrário.

Examinei comentários em duas bíblias aprovadas pela igreja romana, a respeito do seguinte versículo:

“E [José] não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito, e pôs-lhe o nome de Jesus” (Mateus 1.25).

Leiam o comentário da Bíblia Sagrada, aprovada pela igreja romana, edição ecumênica, BARSA, 1977, tradução do Padre Antonio Pereira de Figueiredo, com notas do Mons. José Alberto L. de Castro Pinto, bispo auxiliar do Rio de Janeiro. De acordo com a foto acima, parte externa e interna, não há dúvida tratar-se de edição da igreja romana. Vejam o que ela registra sobre o versículo acima:

“Enquanto (ou até que): esta palavra portuguesa traduz o latim donec e o grego heos ou, que por sua vez estão calcados sobre a expressão hebraica ad ki que se refere ao tempo anterior [grifo meu] a esse limite sem nada dizer do tempo posterior, cf. Gn 8.7; Sl 109.1; Mt 12.20; 1 Tm 4.13. A tradução exata seria: “sem que ele a tivesse conhecido, deu à luz...”, pois a nossa expressão “sem que” tem o mesmo valor”. Comentários de autoria do Monsenhor José Alberto L. de Castro Pinto, bispo auxiliar do Rio de Janeiro.

A referida Bíblia Católica afirmou que “não a conheceu até que deu à luz” nos diz que, enquanto Maria grávida e até dar à luz, o casal não teve relações íntimas. Maria deu à luz sem que José a tivesse conhecido.

Vejamos agora o que diz a Bíblia de Jerusalém, Paulus Editora, 1973, 8a impressão em janeiro/2000, rubricada em 1.11.1980 por Paulo Evaristo Arns, Arcebispo Metropolitano de São Paulo. O trabalho de tradução foi “realizado por uma equipe de exegetas católicos e protestantes e por um grupo de revisores literários”. Repito, essa bíblia está assinada por um sacerdote católico. Assim comenta:

“O texto não considera o período ulterior [depois do parto] e por si não afirma a virgindade perpétua de Maria [grifo meu], mas o resto do Evangelho, bem como a tradição da Igreja, a supõem”.

Em outras palavras, os exegetas católicos, que trabalharam na edição da referida Bíblia, reconheceram o óbvio, ou seja, que até o nascimento de Jesus, José e Maria não se “conheceram”. Todavia, dizem bem quando entendem que a Tradição “supõe”, isto é, o dogma da perpétua virgindade de Maria é uma suposição, não uma realidade. “O resto do Evangelho” é uma expressão vazia porque não cita qualquer passagem bíblica.

Há necessidade de explicar mais alguma coisa?

03.11.2009

Pr. Airton Evangelista da Costa

www.palavradaverdade.com

terça-feira, novembro 17, 2009

A Virgindade de Maria e a Incoerência Católica


Diz o Catecismo da Igreja Católica:

“O aprofundamento de sua fé na maternidade virginal levou a Igreja a confessar a virgindade real e perpétua de Maria, mesmo no parto do Filho de Deus feito homem” (C.I.C., item 499, página 141).

Diz a Bíblia:

“José, ao despertar do sono, agiu conforme o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu em casa sua mulher. Mas não a conheceu até o dia em que ela deu à luz um filho. E ele o chamou com o nome de Jesus” (Mateus 1.24).

Comentário da Bíblia de Jerusalém, Paulus Editora, com a chancela datada de 01.11.1980, de Paulo Evaristo Arns, Arcebispo Metropolitano de São Paulo:

“O texto não considera o período ulterior [posterior] e por si não afirma a virgindade perpétua de Maria, mas o resto do Evangelho, bem como a tradição da Igreja, a supõem”. Isto é, a Bíblia, aqui, só afirma a virgindade de Maria até o nascimento de Jesus.

Comentário do Monsenhor José Alberto L. de Castro Filho, na Bíblia Sagrada, foto acima, aprovada pela igreja romana, edição ecumênica, BARSA, 1977, tradução do Padre Antonio Pereira de Figueiredo, com notas do referido monsenhor, bispo auxiliar do Rio de Janeiro:

“Enquanto (ou até que): esta palavra portuguesa traduz o latim donec e o grego heos ou, que por sua vez estão calcados sobre a expressão hebraica ad ki que se refere ao tempo anterior [grifo meu] a esse limite sem nada dizer do tempo posterior, cf. Gn 8.7; Sl 109.1; Mt 12.20; 1 Tm 4.13. A tradução exata seria: “sem que ele a tivesse conhecido, deu à luz...”, pois a nossa expressão “sem que” tem o mesmo valor”.

Não poderia ser diferente a interpretação. Até o nascimento do primogênito, José não conheceu Maria, isto é, não teve relações sexuais com ela. O evangelho de Mateus foi escrito cerca de 60 antes depois de Cristo. O mais provável é que o evangelista conhecia a vida do casal José Maria, após o nascimento do primogênito. Poderia ter afirmado que o casal não teve outros filhos, e, inspirado pelo Espírito Santo, concluir que Maria permaneceu virgem até a morte. Não o fez.

Como vimos nas declarações do Catecismo, a doutrina da “sempre virgem” é uma confissão da Igreja Católica, uma dedução por sua conta e risco. Isto é corroborado pelo comentário da Bíblia Católica, ao dizer que “a tradição supõe”, isto é, trata-se de uma hipótese.

Sei que o contexto se faz necessário, mas não se encontra contexto favorável à doutrina da “sempre virgem”. Mais adiante, o mesmo evangelista arrematou:

“Não é ele [Jesus] o filho do carpinteiro? Não se chama a mãe dele Maria e os seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? E as suas irmãs não vivem todas entre nós” (Mateus 13.55-56 – Bíblia de Jerusalém).

Todos os parentes naquela época eram chamados de irmãos, replicam alguns. Mais uma vez respondo com a palavra das citadas “Bíblias Católicas”, em que um parente é chamado de “primo”:

“Saúdam-vos Aristarco, meu companheiro de prisão, e Marcos, primo de Barnabé...” (Colossenses 4.10). Esta carta paulina foi escrita cerca de 62 anos d.C., na mesma época em que Mateus escreveu seu evangelho.

04.11.2009

Pr. Airton Evangelista da Costa

www.palavradaverdade.com


segunda-feira, novembro 16, 2009

Paul Washer - Mensagem Chocante



Paul Washer tornou-se um crente, enquanto freqüentava a Universidade do Texas estudando para se tornar um advogado de petróleo e gás. Ele completou seus estudos de graduação e matriculou-se no Southwestern Theological Seminary, onde recebeu seu grau de Mestrado de Divindade. Paul deixou logo após a formatura os EUA como um missionário para o Peru.
. Paul ministrou como um missionário no Peru por 10 anos, e durante este tempo, ele fundou a Sociedade Missionária HeartCry para apoiar plantadores peruanos de igreja. O trabalho da HeartCry suporta agora mais de 80 missionários indígenas (missionários da própria cultura) em 15 países diferentes pela Europa Oriental, América do Sul, África, Ásia e Médio Oriente.
. Um pregador itinerante, Paul também ensina freqüentemente em sua igreja local, Primeira Igreja Batista de Muscle Shoals, e é o autor do livro “The One True God: A Biblical Study of the Doctrine of God”.
. Atualmente, Paul serve como o diretor da Sociedade Missionária HeartCry e reside em Muscle Shoals, Alabama com Charo, sua esposa, e dois filhos Ian e Evan, e uma filha Rowan.

Extraído de http://www.heartcrymissionary.com/

sábado, novembro 14, 2009

Carta de Maria aos Mariólatras

O Senhor me permitiu visitar a terra. Confesso que fiquei surpresa ao ver como milhões de pessoas me adoram, a mim e à minha imagem.

Fizeram imagens de todos os tamanhos e cores. São carregadas nos braços e coroadas como se eu fosse uma deusa. Confesso que me entristeci quando vi uma pessoa ajoelhada aos pés de uma dessas imagens. O ajoelhar-se é adoração explícita.

Vocês precisam ler mais a Bíblia Sagrada. Acreditem em Deus. Suas orações devem ser dirigidas ao Senhor, não a mim. Aliás, delas não tomo conhecimento. Não sou onipresente. Ensinaram que eu ordenei que o terço fosse lido e usado como amuleto. Não é verdade. Não posso ser contra aquilo que está na Bíblia, onde Deus se revela. Leiam:

“Nas vossas orações não useis de vãs repetições, como os gentios, porque imaginam que é pelo palavreado excessivo que serão ouvidos” (Mt 6.7).

Vocês não sabem que somente Deus é digno de adoração e louvor? Leiam: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás” (Mt 4.10). Eu não sou digna de substituir o Senhor na adoração. Sou criatura. Uma criatura não pode adorar outra criatura. Nem os anjos podem ser adorados. Leiam:

“E eu [João] lancei-me a seus pés para o adorar [adorar o anjo], mas ele disse-me: Olha, não faças tal; sou teu conservo e de teus irmãos... Adora a Deus” (Ap 19.10).

Ao me intitularem de “Senhora”, vocês desejam me incluir na Santíssima Trindade. Vocês estão em pecado terrível. Substituem o Criador pela criatura. Sempre quis ser serva, e não senhora de ninguém. Ouçam as minhas palavras. Está na Bíblia:

“A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. Porque atentou na humildade de sua serva” (Lc 1.46, 47, 48). Fui salva pela graça de Deus, em razão de minha fé, humildade e obediência. Nunca quis ser co-redentora, rainha, senhora, mãe de todos, modelo de santidade, imune do pecado, medianeira da graça. Sou simplesmente serva do Senhor.

Ouçam o que o Senhor afirmou: “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus” (Mt 22.29). Jesus falou aos saduceus, mas a sentença serve para os que andam desnorteados, por não conhecerem a Bíblia Sagrada. Vocês só se libertarão dessas amarras se buscarem de todo o coração o libertador: “Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.32). Conheçam mais a Bíblia:

“Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir [replicar, argumentar], para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra” (1 Tm 3.16-17). Quer ser homem de Deus, ou mulher de Deus? Leia, medite e aplique a Palavra na sua vida.

O Senhor disse: “Vinde a mim os que estão cansados e oprimidos...” (Mt 11.28). E muitos, em vez de pedir a Ele, usam-me como se eu fosse mediadora. Leiam:

“Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem” (1 Tm 2.5; ver Hb 8.6; 9.15; 12.24). Somente através de Jesus Cristo podemos nos aproximar de Deus. O próprio Senhor confirma: “Eu sou o caminho... Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6). “E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho” (Jo 14.13).

Finalmente, peço que esta carta seja enviada a todos os moradores da terra. Se o Senhor permitir, retornarei.

05.11.2009

www.palavradaverdad e.com

Nota: É claro que se trata de uma ficção com objetivo de fazer mais conhecida a Palavra de Deus.


Pr. Airton Evangelista da Costa

quarta-feira, novembro 04, 2009

Tem gente mais chata?

Por Luiz Almeida Marins Filho (PHD)


De longe, eu só reparava. Era um grupo de seis pessoas. Só uma falava. Ela falava e dizia. Ela falava e não deixava ninguém falar. Ela falava alto. Ela dizia que sabia, entendia. As pessoas mudavam de assunto e ela novamente falava. Só ela. As pessoas se entreolhavam. Algumas se levantavam e iam ao toalete. Voltavam e ela continuava falando, dizendo o que era certo e o que era errado. Dando lições a todos sobre todos os temas. Ela se achava o máximo!

É ou não verdade que tem muita gente assim? É ou não verdade que tem gente que não se enxerga e fica pontificando o que é certo e errado. E o que é certo, é claro, é o que elas pensam, o que elas acham, o que elas acreditam. O número das pessoas chatas no mundo parece estar aumentando! São pessoas que querem catequizar você para o regime alimentar que elas fazem, para a roupa que elas vestem, para o time que elas torcem, para a religião que elas professam. O carro delas é o melhor. A loja em que compram é a única que presta. A igreja em que vão é única que salva. A comida que comem (ou fazem) é a melhor. Tudo delas é melhor. Seus filhos são mais inteligentes e mais bonitos... Tem gente mais chata?? Pessoas que querem que você caminhe 20 km por dia, não coma carne, não beba nada alcoólico, faça regime à base de soja, etc., etc. Tem gente mais chata??

Até chego a acreditar que essas pessoas queiram nos salvar. Mas daí a não nos aceitar como somos é uma distância enorme. Elas não se contentam em expor suas idéias e argumentos. Elas querem a sua concordância a qualquer preço. Tem gente mais chata??

Veja se você, cheio(a) de boas intenções também não está virando um(a) grande chato(a). Perceba se as pessoas andam evitando você. Nada contra as suas convicções, mas lembre-se que é preciso também respeitar as convicções das outras pessoas. Tome cuidado para não aumentar o número de pessoas chatas. Já temos chatos demais no mundo.

Pense nisso. Sucesso!

Publicado com autorização expressa do autor, em 11/01/2008


Professor Marins é doutor (Ph.D.) em Antropologia (Austrália); Pós-Doutorado em Macro-Economia (London School of Economics - Sydney/Londres); Licenciado em História, Bacharel em Direito e Técnico em Contabilidade; Estudou Ciência Política e Relações Internacionais (Universidade de Brasília) e Negociação (New York University); Consultor de várias Empresas Nacionais e Internacionais. É um dos mais renomados palestrantes do Brasil e do exterior nas áreas de Motivação Empresarial e Futuro das Empresas.

terça-feira, outubro 20, 2009

ABAIXO-ASSINADO CONTRA O HORÁRIO DE VERÃO

Abaixo-assinado para acabar com o Horário de Verão, assinem e divulguem:

http://www.ipetitions.com/petition/fimdohorariodeverao/index.html

Comunidade no Orkut - Odeio Horário de Verão - que apóia essa causa:

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=15606829


quinta-feira, outubro 01, 2009

O sucesso consiste em não fazer inimigos

Nas relações humanas no trabalho, existem apenas 3 regras.


Regra número 1: colegas passam, mas inimigos são para sempre. A chance
de uma pessoa se lembrar de um favor que você fez a ela vai diminuindo
à taxa de 20% ao ano. Cinco anos depois, o favor será esquecido. Não
adianta mais cobrar. Mas a chance de alguém se lembrar de uma desfeita
se mantém estável, não importa quanto tempo passe. Exemplo: se você
estendeu a mão para cumprimentar alguém em 1997 e a pessoa ignorou sua
mão estendida, você ainda se lembra disso em 2007.

Regra número 2: A importância de um favor diminui com o tempo,
enquanto a importância de uma desfeita aumenta. Favor é como um
investimento de curto prazo. Desfeita é como um empréstimo de longo
prazo. Um dia, ele será cobrado, e com juros.

Regra número 3: Um colega não é um amigo. Colega é aquela pessoa que,
durante algum tempo, parece um amigo. Muitas vezes, até parece o
melhor amigo. Mas isso só dura até um dos dois mudar de emprego.

Amigo é aquela pessoa que liga para perguntar se você está precisando
de alguma coisa.

Ex-colega que parecia amigo é aquela pessoa que você liga para pedir
alguma coisa, e ela manda dizer que no momento não pode atender.

Durante sua carreira, uma pessoa normal terá a impressão de que fez um
milhão de amigos e apenas meia dúzia de inimigos. Estatisticamente,
isso parece ótimo. mas não é. A "Lei da Perversidade Profissional" diz
que, no futuro, quando você precisar de ajuda, é provável que quem
mais poderá ajudá-lo é exatamente um daqueles poucos inimigos.

Portanto, profissionalmente falando, e pensando a longo prazo, o
sucesso consiste, principalmente, em evitar fazer inimigos. Porque,
por uma infeliz coincidência biológica, os poucos inimigos são
exatamente aqueles que tem boa memória.

(Max Gehringer)

quarta-feira, setembro 30, 2009

Sobre casamento e amor

Não é bom que o homem esteja só. Far-lhe-ei uma companheira que lhe seja suficiente. (Gênesis 2.18)

Venho me perguntando o que faz as pessoas optarem pelo casamento se contam com outras alternativas para a vida a dois. A justificativa mais comum para o casamento é o amor. Mas devemos considerar que amor é uma experiência cuja definição está em xeque não apenas pela quantidade enorme de casais que “já não se amam mais”, como também pelo número de pessoas que se amam, mas não conseguem viver juntas.

Talvez por estas duas razões – o amor eterno enquanto dura e o amor incompetente para a convivência – nossa sociedade providenciou uma alternativa para suprir a necessidade afetiva das pessoas: relacionamentos temporários em detrimento do modelo indissolúvel. Mas, mesmo assim, o número de pessoas que optam pelo casamento em sua forma tradicional, do tipo “até que a morte vos separe” cresce a cada dia.

Acredito que existe uma peça do quebra cabeça que pode dar sentido ao quadro. Trata-se da urgente necessidade de desmistificar este conceito de amor que serve de base para a vida a dois. Afinal de contas, o que é o amor conjugal? Para muitas pessoas, o amor conjugal é confundido com a paixão. Paixão é aquela sensação arrebatadora que nos faz girar por algum tempo ao redor de uma pessoa como se ela fosse o centro do universo e a única razão pela qual vale a pena viver. Esta paixão geralmente vem acompanhada de uma atração quase irresistível para o sexo, e não raras vezes se confunde com ela. Assim, palavras como amor, paixão e tesão acabam se fundindo e tornando-se quase sinônimas.

Este conceito de amor justifica afirmações do tipo “sem amor nenhum casamento sobrevive”, “sem paixão, nenhum relacionamento vale a pena”, “é o sexo apaixonado que dá o tempero para o casamento”.

Minha impressão é que todas estas são premissas absolutamente irreais e falsas. Deus justificou a vida entre homem e mulher afirmando que não é bom estar só. Nesse sentido, casamento tem muito pouco a ver com paixão arrebatadora e sexo alucinante. Casamento tem a ver com parceria, amizade, companheirismo, e não com experiências de êxtase. Casamento tem a ver com um lugar para voltar ao final do dia, uma mesa posta para a comunhão, um ombro na tribulação, uma força no dia da adversidade, um encorajamento no caminho das dificuldades, um colo para descansar, um alguém com celebrar a vida, a alegria e as vitórias do dia-a-dia. Casamento tem a ver com a certeza da presença no dia do fracasso, e a mão estendida na noite de fraqueza e necessidade. Casamento tem a ver com ânimo, esperança, estímulo, valorização, dedicação desinteressada, solidariedade, soma de forças para construir um futuro satisfatório. Casamento tem a ver com a certeza de que existe alguém com quem podemos contar apesar de tudo e todos ... a certeza de que, na pior das hipóteses e quaisquer que sejam as peças que a vida possa nos pregar, sempre teremos alguém ao lado.

Nesse sentido, não é certo dizer que sem amor nenhum casamento sobrevive, mas sim que sem casamento nenhum amor sobrevive. Não é certo dizer que sem paixão, nenhum relacionamento vale a pena, mas sim que sem relacionamento nenhuma paixão vale a pena. Não é o sexo apaixonado que dá o tempero para a vida a dois, mas a vida a dois que dá o tempero para o sexo apaixonado. Uma coisa é transar com um corpo, outra é transar com uma pessoa. Quão mais valiosa a pessoa, mais prazeroso e intenso o sexo. Quão menos valorizada a pessoa, mais banal a transa.

Assim, creio que podemos resumir a vida a dois, entre homem e mulher, conforme idealizada por Deus, em três palavras que descrevem um casal bem sucedido...

Um casal bem sucedido é um par de amantes.

Um casal bem sucedido é um par de amigos.

Um casal bem sucedido é um par de aliados.

São três letras A que fornecem a base de uma relação duradoura. Amante se escreve com A. Amigo se escreve com A. Aliado se escreve com A. E não creio ser mera coincidência o fato de que todas as três, amante, amigo e aliado, se escrevem com A... A de AMOR.

Ed Renê Kivitz

http://www.ibab.com.br/

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