segunda-feira, dezembro 22, 2008
OS ATRIBUTOS DE UM AMIGO VERDADEIRO
Como podemos conhecer um amigo verdadeiro?
1. Um amigo é alguém que está do nosso lado ainda quando todos nos abandonam – A Bíblia diz: “Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão” (Pv 17.17). Um amigo é o primeiro a entrar, depois de todos terem abandonado a casa. Ele se aproxima não para tirar-lhe algo, mas para oferecer-lhe tudo, sua amizade. Há duas caricaturas de amizade, que não passam de uma falsa amizade. A primeira é a amizade tabernária. Nenhum liame existe entre os amigos “tabernários” além do desejo comum de matar o tempo, de tomar uns copos, de contar pilhérias um tanto escabrosas, de maldizer o próximo e fazer farra. Esses amigos dispersam-se na hora da angústia, como os amigos do Filho Pródigo fugiram, deixando-o faminto e necessitado.
A segunda amizade falsa é a amizade utilitária. É a daqueles para quem todo “amigo” é uma conveniência, um meio atual ou potencial de facilitar-lhes os interesses. Essa amizade é uma espécie de pesca de favores, honras, posições e lucros. Essa espécie de amizade constitui-se numa ameaça para a moralidade pública.
Distribuem-se os cargos não pelos méritos pessoais dos candidatos, mas pelo número de “amigos” que possuem. Mas, se há “amizade” falsa, existe também a amizade verdadeira. O amigo verdadeiro ama em todo tempo. O vendaval só conseguirá que os verdadeiros amigos deitem raízes mais profundas, entrelançando-se-lhes as radículas no solo do amor eterno.
2. Um amigo é alguém que não precisa usar máscaras para desfrutar de intimidade – A Bíblia diz: “... há amigo mais chegado do que um irmão” (Pv 18.24). Um amigo verdadeiro não precisa de formalidades e convencionalidades para se aproximar de nós. Ele nos conhece e nos ama não apenas por causa das nossas virtudes, mas também apesar dos nossos defeitos. O verdadeiro amigo é aquele que está perto nas horas de celebração e também nos tempos de choro. Ele é capaz de chorar conosco na dor e cantar conosco nos dias de festa. A verdadeira amizade derruba paredes e constrói corredores; nivela os vales e constrói pontes.
A Bíblia destaca a amizade de Davi e Jônatas. Essa amizade foi santa, íntegra e fiel. Esses dois jovens buscavam o bem um do outro. Eles protegiam um ao outro. Um amigo verdadeiro não se nutre de suspeitas nem dá ouvidos à intriga. Não há amizade sem lealdade. A intriga é o verdugo da amizade. A amizade é edificada sobre o fundamento da verdade e cresce com o cultivo da intimidade.3. Um amigo é alguém que prefere o desconforto do confronto à comodidade da omissão – A Bíblia diz: “Como o ferro com o ferro se afia, assim o homem ao seu amigo” (Pv 27.17).
Uma amizade verdadeira não é construída sobre a cumplicidade no erro, mas sobre o confronto da verdade. As feridas feitas pelo amigo são melhores do que as lisonjas do bajulador. Uma amizade leal não se acovarda na hora do confronto. Há circunstâncias em que a maior prova de amizade está em aceitar o risco de perdê-la, em nome da própria amizade. A Bíblia nos ensina a falar a verdade em amor. A Bíblia nos orienta a servir de suporte uns para os outros. A Bíblia nos manda corrigir aos que são surpreendidos na prática de alguma falta, e isso, com espírito de brandura.
Não existe amizade indolor. Não existe amizade omissa. Um amigo é alguém que tem liberdade, direito e responsabilidade de exortar, corrigir e orientar seu confrade quando vislumbra a chegada de um perigo ameaçador. Nesse mundo timbrado pela solidão e pelo isolamento, onde florescem as “amizades virtuais”, precisamos cultivar amizades verdadeiras, amizades que glorificam a Deus, edificam a igreja e abençoam a família!
Rev. Hernandes Dias Lopes
domingo, dezembro 21, 2008
O VERDADEIRO NATAL
“E, vendo eles a estrela, alegraram-se muito com grande alegria. E, entrando na casa, acharam Maria sua mãe, e prostrando-se O adoraram; e abrindo seus tesouros, Lhe ofertaram dádivas: ouro, incenso, e mirra” (Mat: 2: 10e11). Se dizemos verdadeiro, é porque admitimos a existência do falso. Há tantas maneiras de se comemorar o Natal, que acaba perdendo o seu verdadeiro sentido. Mas queremos colocar em evidência o verdadeiro Natal. Para muita gente, Natal é comercio, vender muito, ganhar bastante. É por isso que as lojas estão enfeitadas e pela televisão há propagandas de várias maneiras; cada um quer ser mais criativo do que o outro. As músicas natalinas ficam ecoando em os nossos ouvidos. Poderíamos chamar a isso o verdadeiro Natal? Estaríamos honrando a Deus? Estaria Jesus alegre com esse tipo de Natal? Responda o próprio leitor.
Para outros, o Natal é Papai Noel; e já se criou também a Mamãe Noel. Para as crianças, é alegria, porque esperam que o bom velhinho gordo, de barbas longas e brancas, lhes traga presentes. Se perguntarmos a uma criança o que é Natal, ela responderá exatamente isto, “Papai Noel”. Que pena que nenhuma delas diz: “Natal é o nascimento de Jesus Cristo Nosso Salvador”. Se não o dizem, é porque não lhes foram ensinadas as verdades bíblicas; não lhes contaram a verdadeira história do Natal. Elas não sabem adivinhar; dizem só o que aprendem. A responsabilidade recai sobre seus pais, e especialmente sobre seus guias espirituais, que também, certamente ignoram a verdade, ou não estão interessados em contá-la para a humanidade. Pobre mundo! Pois vive mergulhado nas densas trevas da ignorância!
Então qual é o verdadeiro Natal?Primeiro: Natal verdadeiro é a grande alegria de saber que é chegado o Desejado das nações, o Prometido dos profetas. Portanto não é a alegria provocada por coisas efêmeras, coisas transitórias, cuja duração só serve para endoidecer o homem. Alegria verdadeira é saber que os nossos pecados são perdoados, e que agora estamos vivendo uma nova vida. É saber que Ele voltará para nos levar para junto de Si. O Verdadeiro Natal é fazer como os Magos. Que meteram a sua mão no seu tesouro, e deram para Jesus, ouro, incenso e mirra. Quantos dos que festejam o Natal, fazem isto? Quantos sentem esta grande alegria? Quantos têm certeza de que serão levados para a Glória de Deus? Não basta dizer que Ele é o Salvador; mas dizer: ELE É O MEU SALVADOR!
O verdadeiro Natal é adorar a Deus em espírito e em verdade, como nos ensinou Jesus, em João 4;23; e também como fizeram os Magos do Oriente. Infelizmente a palavra adorar perdeu o seu verdadeiro sentido, como por exemplo, dizer: “Eu adorei a comida; eu adorei o carnaval; eu adorei a viagem; eu adoro a minha namorada; eu adoro os meus pais” etc. Jesus disse a Satanás: “Ao Senhor teu Deus adorarás e só a Ele servirás” (Mt: 4;10). Jesus era Divino; e os Magos pelo seu estudo, chegaram a esta conclusão, e vieram de uma terra distante, exclusivamente para adorar a Jesus, e só a Jesus. Então distinto eleitor, é assim que você comemora o Natal? Contribui para o crescimento do Reino de Deus na terra? Adora Deus em espírito e em verdade? Se nada disto você faz, então, não está comemorando dignamente o Natal de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Portanto faça uma reavaliação de sua fé.
Cristianismo Pagão - Parte 2
(Neste momento todos os corações rebeldes estão aplaudindo e tramando usar os parágrafos anteriores para criar estragos em suas igrejas. Se este é o seu caso, querido coração rebelde, quero acrescentar algo para você em minha introdução. Longe de recomendar que faça isso, meu conselho é: Deixe sua igreja silenciosamente para não causar divisões ou viva em paz com ela. Há uma grande distancia entre adotar uma postura rebelde e ficar do lado da verdade).
A verdade é que nós cristãos nunca colocamos em dúvida aquilo que fazemos. Pelo contrário, cumprimos alegremente nossas tradições religiosas, sem verificar de onde elas vieram. A maioria dos cristãos que afirma apoiar-se na Palavra de Deus nunca investiga se aquilo que faz a cada domingo tem base bíblica. Como sei isto? Porque se eles investigarem chegarão a conclusões bem incômodas. Conclusões que compeliriam suas consciências a abandonar tudo que fazem. (...)
Nas próximas páginas você ficará atônito quando descobrir que aquelas coisas que nós, cristãos, fazemos nas manhãs de domingo, não vieram de Jesus Cristo, dos Apóstolos ou das Escrituras. Nem mesmo vieram do Judaísmo. Sendo mais específico, a maior parte daquilo que fazemos na “igreja” foi absorvido diretamente da cultura pagã no período pós-apostólico. Sendo mais específico, a maior parte das nossas práticas eclesiásticas foi introduzida durante três períodos de tempo: Após Constantino (324 a 600), no tempo da Reforma (século XVI), e na era do Revivamento (séculos XVIII e XIX). (...)
LITURGIA
A Origem da Liturgia Protestante
Os pastores falam rotineiramente a suas congregações, “fazemos tudo conforme a Bíblia”, contudo, praticam esta férrea liturgia. Eles não agem corretamente. (Acredito que esta falta de veracidade deve-se mais à ignorância do que à má fé).
Verifique sua Bíblia do começo ao fim, você não encontrará nada semelhante a isso. Os cristãos do século I nada sabiam sobre tais coisas. Na realidade, essa liturgia protestante tem tanto apoio bíblico quando à Missa católica! Nenhuma das duas tem qualquer ponto de contato com o N.T.
Era um encontro fluido, não um ritual estático. E era imprevisível, bem diferente do culto da igreja moderna. Ademais, a reunião da igreja do século I não foi adotada dos cultos da sinagoga judaica, como alguns autores têm recentemente sugerido. Pelo contrário, era totalmente inédita naquela cultura.
Então, de onde vem a liturgia do culto protestante? Esta tem suas raízes principais na Missa Católica. A Missa não teve origem no NT e isso é significativo. A Missa saiu do antigo Judaísmo e do paganismo.
Gregório O Grande (540-604) é o homem mais responsável pela formação da Missa Medieval. Gregório foi um homem incrivelmente supersticioso, cujo pensamento foi influenciado pelos conceitos mágicos dos pagãos. Ele personificou a mente Medieval, que era uma mistura de paganismo, magia e cristianismo. Não é uma casualidade quando Durant descreve Gregório como “o primeiro homem completamente Medieval”.
A Missa Medieval refletia a mente de seu padre, Gregório. Foi uma combinação de rituais pagãos e judaicos borrifados com teologia católica e vocabulário cristão. Durant destaca que a Missa estava profundamente mergulhada tanto no pensamento mágico pagão como no drama grego. (...)
Quando as mais variadas denominações protestantes nasceram, todas ajudaram a reformar a liturgia católica contribuindo com um único elemento. No que toca à crônica da reforma litúrgica, trata-se de uma vasta e complexa jornada. Aprofundar nesse tema requer um grosso volume. Neste capítulo, examinaremos a história básica. Depois que Gregório estabeleceu a Missa no século VI, esta permaneceu praticamente intacta, com poucas variações durante mais de mil anos. Mas essa água parada da liturgia experimentou sua primeira revisão quando Martinho Lutero entrou em cena (1483-1546). (...)
Em suma, as maiores mudanças duradouras feitas por Lutero na Missa Católica foram as seguintes:
(1) Ele realizou a Missa na linguagem do povo.
(2) Deu ao sermão uma posição central na reunião.
(3) Ele introduziu a música na congregação.
(4) Ele eliminou a idéia de que a Missa era um sacrifício de Cristo.
(5) Permitiu que a congregação participasse no pão e no vinho (em vez de limitá-los exclusivamente ao sacerdote como faz a prática católica.)
Aparte destas diferenças, Lutero manteve a mesma liturgia como se vê na Missa Católica!
Zwinglio (1484-1531), o reformador suíço, aos poucos introduziu sua própria reforma, que ajudou a desenhar a ordem de adoração de hoje. Ele substituiu a mesa do altar por algo chamado “mesa da comunhão”, onde se ministrava o pão e o vinho. Ele também ordenou que se levasse o pão e o vinho à congregação em seus bancos utilizando bandejas de madeira e taças.
A maioria das igrejas protestantes tem tal mesa. Originalmente a mesa continha duas velas, um costume que veio diretamente da corte dos Imperadores Romanos! A maioria leva o pão e o vinho à congregação sentada em seu banco.
Zwinglio também recomendou que a Santa Ceia fosse observada trimestralmente (quatro vezes por ano). Fez isso em oposição ao tomá-la semanalmente como os outros reformadores haviam recomendado. Muitos protestantes imitam a observação trimestral da Santa Ceia hoje. Alguns a observam mensalmente. (...)
As Contribuições dos Metodistas e do Evangelismo Fronteiriço
Os séculos XVIII e XIX trouxeram novidades para o protestantismo americano. Foi quando surgiram os populares cultos do Evangelismo Fronteiriço estadunidense. Durante estes séculos, estes cultos influenciaram grandemente a ordem de adoração em muitas igrejas. Eventualmente, estes foram injetados nas principais correntes do Protestantismo estadunidense. Vejamos as mudanças duradouras resultantes dos Revivalistas Fronteiriços.
Primeiramente, os evangelistas fronteiriços alteraram a meta da pregação. Sua meta exclusiva era a conversão de almas. Dentro da cabeça do evangelista, não havia outra coisa no plano de Deus a não ser a salvação. Esta ênfase teve sua origem na pregação inovadora de George Whitefield (1714-1770).
Whitefield foi o primeiro evangelista moderno a pregar ao povo ao ar livre. Ele deslocou a ênfase da pregação do plano de Deus para a Igreja, para a pregação do plano de Deus para o indivíduo. A noção popular de que “Deus ama você e tem um plano maravilhoso para sua vida” foi introduzida por Whitefield.
Em segundo lugar, a música do evangelho fronteiriço falava à alma e visava propiciar uma resposta emocional à mensagem da salvação. Todos os evangelistas famosos tinham músicos em sua equipe justamente para este propósito. A adoração passou a ser um espetáculo. Esta mudança de ênfase foi adotada pelos Metodistas, e começou a penetrar em muitas outras subculturas protestantes.
Seguindo a trilha dos revivalistas, o culto metodista passou a ser o meio para obter o fim. A finalidade do culto já não era mais a simples adoração a Deus, os crentes foram instruídos a ganhar novos crentes individuais. Os sermões abandonaram a temática da “vida real” para proclamar o evangelho ao perdido. Toda humanidade foi dividida em dois desesperados campos polarizados: perdido ou salvo, convertido ou incrédulo, regenerado ou condenado.
A teologia do revivalismo não demonstrava uma compreensão do propósito eterno de Deus nem de seu Plano para com a Igreja. Os cânticos metodistas foram desenhados para amolecer os corações duros dos pecadores. A poesia começou a refletir tanto a experiência individual de salvação como o testemunho pessoal. Charles Wesley (1707-1788) é tido como o primeiro a escrever hinos de apelo.
Os pastores que dirigem seus sermões dominicais pela manhã exclusivamente para ganhar os perdidos refletem a influência revivalista. Esta influência penetrou na maioria dos evangelistas da televisão e do rádio. Muitas igrejas protestantes (não somente Pentecostal e Carismática) iniciam seus cultos com calorosos cânticos para preparar as pessoas para o sermão emocional dirigido aos perdidos. Mas poucos sabem que esta tradição começou com os evangelistas fronteiriços há pouco mais de um século.
Em terceiro lugar, os Metodistas e os Evangelistas Fronteiriços deram luz ao “apelo”. Esta novidade começou com os Metodistas no século XVIII. Esta prática de convidar pessoas que desejam orações a colocar-se de pé e vir à frente para recebe-las surgiu de um evangelista Metodista chamado Lorenzo Dow. (...)
Talvez o elemento mais dominante proporcionado por Finney ao moderno cristianismo foi o pragmatismo. Por pragmatismo quero dizer a crença de que se algo funciona ou dá resultados, então deve ser apoiado ou aceito. Finney acreditava que o NT não ensinava nenhuma forma determinada de adoração. Ele ensinava que o único propósito da pregação é ganhar almas. Qualquer mecanismo que ajudasse atingir esta meta poderia ser aceito. Sob Finney, o evangelismo do século XVIII se converteu em uma ciência e foi integrado à corrente principal das igrejas.
O cristianismo moderno nunca se recuperou desta ideologia antiespiritual. É o pragmatismo, não a Bíblia ou a espiritualidade, que governa as atividades da maioria das igrejas modernas. (Posteriormente as igrejas atentas aos seus “índices de audiência” foram além de Finney). O pragmatismo é daninho porque ensina que “os fins justificam os meios”. Se o fim é considerado “santo”, qualquer “meio” é válido.
Por estas razões Charles Finney é aclamado como “o reformador litúrgico mais influente na história dos Estados Unidos”. Do ponto de vista protestante, é necessário que a doutrina esteja rigorosamente de acordo com as escrituras para poder ser aceita. Mas pela prática da igreja, tudo é válido desde que resulte em novas conversões!
Em todos os aspectos, o Evangelismo Fronteiriço Americano converteu a igreja em um ponto de pregação. Restringindo a experiência da ekklesia a uma missão evangelística. Isto normatizou os métodos revivalísticos de Finney e criou personalidades do púlpito como a atração dominante. A igreja passou a ser uma questão de preferência individual em vez de ser uma questão coletiva.
Em outras palavras, a meta dos Evangelistas Fronteiriços era levar pecadores individualmente a uma decisão individual por uma fé individualista. Como resultado, a meta da Igreja Primitiva — a edificação mútua e o funcionamento de cada membro manifestando Jesus Cristo coletivamente diante dos principados e potestades — perdeu-se completamente. Ironicamente, João Wesley, um dos primeiros revivalistas, compreendeu os perigos do movimento revivalista. Ele escreveu que “o cristianismo é essencialmente uma religião social [...] transformá-lo em uma religião solitária é certamente sua destruição”.
O último tempero que o Revivalismo Fronteiriço agregou à liturgia protestante foi fazer o “apelo ao altar” após um hino. Esta é a liturgia que domina o protestantismo estadunidense hoje. Surpreendentemente, a liturgia pouco mudou desde a invenção da Missa Alemã por Lutero há quatro séculos atrás. Com a invenção do clichê multicopista de Alberto Blake Dick (1856-1934), a liturgia passou a ser impressa em boletins. Foi assim que nasceu o famoso “Boletim Matinal Dominical!”. (...)
A Contribuição Pentecostal
Inaugurado por volta de 1906, o movimento Pentecostal deu-nos uma expressão mais emotiva através dos cânticos entoados pela congregação. Estes incluíam mãos levantadas, danças entre os bancos, bater palmas, falar em línguas e o uso de pandeiros. A expressão Pentecostal soava bem com sua ênfase sobre a função extasiante do Espírito Santo.
O que poucas pessoas sabem é que suprimidas as características emotivas do culto Pentecostal, surge algo idêntico à liturgia batista. Assim, pois, não importa quão fortemente o Pentecostal afirme que ele está seguindo o modelo do NT, o Pentecostal e o Carismático seguem a mesma liturgia como fazem os demais protestantes. Um Pentecostal meramente tem mais espaço para mover-se ao derredor de seu assento! (...)
A maneira como reportam os cultos especiais é fascinante. Os membros tipicamente descrevem esta ruptura da liturgia normal dizendo, “O Espírito Santo dirigiu nossa reunião esta semana. O Pastor Buxman não teve a oportunidade de pregar”. É interessante que ninguém ousa perguntar, “mas o Espírito Santo não precisa dirigir todas nossas reuniões?” Hmmmm...
Mesmo assim, pelo fato de haver nascido no resplendor crepuscular do Evangelismo Fronteiriço, a adoração Pentecostal é altamente subjetiva e individualista. Na mente do Pentecostal, a adoração a Deus não é um assunto coletivo [o corpo da igreja], mas uma experiência individual [o membro da igreja]. Com a penetrante influência do movimento carismático, esta obsessão de adoração individualista infiltrou-se na grande maioria das tradições protestantes. (...)
Que há de Errado Nesse Quadro?
Naturalmente, é lastimoso que a liturgia protestante não tenha se originado com o Senhor Jesus, os Apóstolos, nem com as Escrituras do NT Esse fato, por si só, não significa que tal ordem esteja equivocada. Simplesmente significa que não tem base bíblica.
O uso de cadeiras e grossos tapetes tampouco têm apoio bíblico. Ambos foram inventados pelos pagãos. Mas quem disse que sentar em uma cadeira ou utilizar grossos tapetes é “ruim” pelo simples fato de ser uma invenção pós-bíblica dos pagãos?
A realidade é que muitas coisas que fazemos em nossa cultura têm raízes pagãs. Considere nosso calendário. Os nomes dias da semana e dos meses do ano são homenagens a deuses pagãos. Mas, o uso do calendário não torna ninguém pagão. (...)
Em segundo lugar, a ordem protestante de adoração estrangula a direção de Jesus Cristo!
O culto inteiro é dirigido por um homem. Onde está a liberdade para que nosso Senhor Jesus fale através de Seu Corpo a qualquer momento? De que forma, na liturgia, Deus poderá dar a um irmão ou irmã uma palavra para compartilhar com toda congregação? A ordem de adoração não permite tal coisa. Jesus Cristo não tem a liberdade de expressar, através de Seu Corpo, Sua direção. Ele é mantido cativo por nossa liturgia! Ele também é transformado em um espectador passivo!(...)
(Cristianismo Pagão - Frank Viola)
Cristianismo Pagão

"Examinai tudo. Retende o bem." (I Tessalonicenses 5.21)
sábado, dezembro 20, 2008
Hoje é aniversário da minha mãe


Hoje, 20 de dezembro, é aniversário da minha mãe.
Se ela estivesse viva faria 58 anos.
Sinto muito a falta dela.
Ela se foi no dia 3 de setembro de 2006.
Foi um sofrimento tremendo vê-la adoecendo e sua recusa a um tratamento médico. Quando a convenci a ir ao médico, já estava em estado quase terminal.
Foram 17 dias no hospital e sua última semana de vida foi na UTI.
O que me consola é que ela aceitou Jesus ainda lúcida, no leito da enfermaria.
Sim, ela foi salva por Jesus!
Glória a Deus!
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Deixo aqui o que escrevi no Dia das Mães deste ano:
...todos os dias saudade!
Saudade quando chega o Natal, seu aniversário, o Ano-Novo, o Dia das Mães...
Saudade quando eu me casei, saudade quando eu me mudei, saudade quando quero aquela receita que só vc sabia fazer...
Saudade quando me sinto só, saudade quando quero desabafar, saudade muita saudade!
Saudade quando quero um conselho e também quando me sinto triste....
Saudade quando ninguém me entende, saudade quando acordo, saudade quando encosto no travesseiro, saudade... e as lágrimas rolam... saudade sem fim, todos os dias, eternamente...
Saudades que só se findarão quando enfim nos encontrarmos na Glória... com Jesus!!!
Mãe meu coração tem um vazio grandeeeee que vc deixou!!!!
Como eu queria que o tempo parasse, os anos voltassem, que eu pudesse te ver nem que fosse um segundo só para sentir seu abraço seguro e dizer... mãe eu te amo!
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Agora senti um nó na garganta.
Doeu aqui dentro...
Meus olhos estão marejados...
Fico por aqui.
sexta-feira, dezembro 19, 2008
O Natal e os evangélicos

Algo que me deixa irritadíssima é alguém vir com aquele velho discurso que Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro, que isso é uma festa pagã, que essa data era um feriado pagão, que é pecado, enfim...
Existe até um texto superchato circulando via e-mail "10 razões para o evangélico não comemorar o natal" (ou algo assim)...
Para quem já é convertida há 13 anos como eu, já passou por poucas e boas no meio evangélico, já "cri e descri" em tanta coisa que me foi colocada goela abaixo, que já foi na onda de tanto vento de doutrina, que deu a volta por cima e hoje é uma apologeta chata de galocha, hoje não aceito mais essa conversinha, esse nhém-nhém-nhém de que não posso comemorar o Natal !!!
Eu li, estudei, pesquisei, sou auto-didata. Não preciso desse lero-lero de texto-spam de e-mail! Quem dera se as pessoas pesquisassem, lessem livros confiáveis e não meros best-sellers "gospel", afff... (viram quantas expressões clichês eu usei só nesses últimos parágrafos? kkkk!)
Quantas zilhões de coisas pagãs estão incorporadas no meio cristão e evangélico!!! Se fosse para retirar tudo, mas tudo mesmo, sorry , caro irmão, você hoje deixará de viver no evangelical mode on que está tão acostumado... E assim, para não ser pagão, você deixará de ir ao templo, sim!!! Pois foi algo introduzido por Constantino no século IV. Tem tantas práticas eclesiásticas que são pagãs!
Sugiro a leitura do livro Cristianismo Pagão - Frank Viola (Baixe este e-book aqui: http://www.esnips.com/doc/07f0b99a-22de-4a6f-ab73-f2191a04158f/evangélico---frank-a-viola---cristianismo-pagão ou http://semeadores.net/blog/?p=83)
Esses dias (e para variar, como todo ano nessa época) estava lendo uma discussão sobre esse tema, daí achei o máximo tudo o que li, fiz umas adaptações e retirei uns trechos para postar aqui. Assino em baixo, pois é exatamente o meu pensamento:
Eu gosto muito do espírito de Natal. Nunca vou deixar de comemorar.Pra mim , celebra-se o nascimento de Jesus e pronto. Ceia, presentes é a manifestação de alegria e celebração da vida.Acho linda a decoração de Natal, as luzes piscando, os pinheiros enfeitados. A mesa posta, a confraternização.Já armei minha árvore e enfeitei minha casa porque acho bonito. Gosto de músicas natalinas e contos natalinos também.
Esqueci de mencionar as cantatas nas igrejas.
Se fosse pra tirar de nossa tradição PROTESTANTE/EVANGÉLICA tudo aquilo que foi inserido de pagão ao longo dos séculos nos costumes da igreja, a gente ia ter que tirar muita coisa, inclusive os próprios templos, o costume de se fechar o olho pra orar, etc.
Os crentes que condenam a celebração de Natal, afirmando ser um ritual pagão, não deveriam também receber o 13º salário, pois é uma gratificação natalina.
As pessoas que vieram das cidades do interior fizeram seus registros de nascimento em datas bem posteriores ao seu nascimento, devido a ausência de cartórios em suas cidades, ou pela condição precária de locomoção, etc.
Porém isso não impede que hoje comemorem seus aniversários, mesmo conscientes que aquela não é a data certa. Ora, estariam impedidos de realizar uma festa pelo simples fato de não terem a data certa do nascimento?
Talvez você diga: "-Ah, mas com relação a Jesus é diferente..." Porque?? O intuito do seu coração não é o de honrar ao Senhor pelo seu nascimento ocorrido há mais de dois mil anos?!
Assim como os aniversários, a festa de Natal para nós tem outro sentido, outro significado. Se você vai comemorar o Natal ou não, é uma decisão sua.
Só quero deixar bem claro que não há nenhum respaldo bíblico para se proibir alguém das festas de fim de ano.
E, antes de terminar essa minha reflexão, venho informar que abomino Papai Noel e afins, que não tenho imagem dele em minha casa, mas sim - tenho árvore de Natal, pisca-pisca e lindos bonequinhos de neve para irritar os mais ufanistas desse país tropical. E teremos uma linda Ceia de Natal, de acordo com nosso bolso e com as bênçãos do Senhor! E viva o Senhor Jesus!
E tenho dito!
(Fonte: pesquisas pessoais)
domingo, dezembro 14, 2008
Sobre Tempo e Jabuticabas



Contei meus anos e descobri que terei menos
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Não tolero gabolices.
eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Não participarei de conferências que estabelecem
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir
estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas,
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de
"confrontação", onde "tiramos fatos a limpo".
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo
majestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou:
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos,
Sem muitas jabuticabas na bacia,
muito humana; que sabe rir de seus tropeços,
somente andar ao lado de Deus.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
(fotos: Rafael, Adrian, meu pai e Jandira - fotografando - em Hidrolândia - GO)