sábado, agosto 08, 2009

Perigo nas livrarias cristãs - (Parte 3)

2 - O PERIGO DO MOVIMENTO ECUMÊNICO

As livrarias cristãs de hoje estão repletas de volumes promovendo a filosofia ecumênica, a qual ensina que a unidade e a comunhão são mais importantes do que a doutrina, o zelo pela verdade e a exposição do erro. Vejamos alguns exemplos.


Em sua popular autobiografia, “Just As I Am” (Exatamente Como eu Sou), Billy Graham elogia o papa e conta como devolve todos os seus convertidos à Igreja Católica. Ele descreve sua íntima associação com os teólogos modernistas por causa do “evangelismo”.

Chuck Colson - Seu popular livro “The Body” afirma que a doutrina protestante e a católica convergem e que ambas fazem parte do mesmo “corpo”.

John Maxwell - em seu livro “Failing Forward” , promove as missões católicas como sendo genuína forma de Cristianismo.

Phillip Yancey - em seu livro “Where is God When It Hurts” , afirma que as missões católicas romanas são parte do “corpo de Cristo”.

Jim Cymbala - em seu livro “Fresh Power”, diz que Jesus orou para que o Seu povo se tornasse um, quer fosse evangélico, carismático, batista ou luterano.

Max Lucado - em seu livro “Grip of Grace”, ele louva a Deus pela Igreja de Cristo (a qual ensina a heresia da regeneração batismal), os Pentecostais, Anglicanos, Batistas do Sul, Presbiterianos e Católicos Romanos.

A popular autora Elisabeth Elliot, a qual é episcopal e ecumênica na filosofia, falou na Universidade Católica Romana Franciscana, em 1989, e na Notre Dame, em 1998. Ela nada falou negativamente, quando o seu irmão Thomas Howard se juntou à ICAR. Em seu livro “Taking Flight”, ela diz:

“Àqueles que recebem a Cristo é dado não apenas um ‘reino agora’, mas ‘o direito de se tornarem filhos de Deus’. Isto não quer dizer que Deus os torna filhos, imediatamente, mas que lhes dá o direito de se tornarem filhos de Deus” (p. 12). Isto, é claro, é uma heresia, no que se refere ao legítimo Evangelho.

3 - O PERIGO DO ANTIFUNDAMENTALISMO

Outra filosofia popular encontrada na média dos livros cristãos da atualidade é o espírito do antifundamentalismo . Os autores populares raramente denunciam a ICAR ou o modernismo teológico, ao mesmo tempo em que são muito ousados em denunciar o fundamentalismo bíblico.

Jerry Bridges, por exemplo, em seu livro impropriamente chamado “Transforming Grace”, diz que o “legalismo” se preocupa em que haja uma assídua frequência à igreja, proibindo o comprimento dos cabelos dos homens, pregando contra o mundanismo, etc. Ele diz que os “legalistas” têm exposto “férreas opiniões”, vendo essas coisas como preto e branco, como se fossem coisas horríveis.

Chuck Swindow - Em seu popular livro “The Grace Awakening”, afirma que ‘a graça’ inclui uma ausência de imposição, de argumentação e dogmatismo bíblico e admoesta contra os ministérios estritamente fundamentalistas.


“Dangers in Christian Bookstores” - David Cloud
Traduzido por Mary Schultze


sexta-feira, agosto 07, 2009

Perigos nas livrarias cristãs - (Parte 2)


1 - O PERIGO DA FILOSOFIA DO POSITIVISMO NEO-EVANGÉLICO

Um dos maiores perigos que os cristãos fundamentalistas enfrentam, hoje em dia, é o da nova filosofia evangélica, a qual tem-se infiltrado no Evangelicalismo nos últimos 50 anos. Ela é particularmente perigosa, porque, à primeira vista, parece ser biblicamente saudável. O âmago do perigo do novo Evangelicalismo não é o erro que ele prega, mas a verdade que ele negligencia. Ele focaliza o que é positivo, evitando totalmente a controvérsia teológica considerando- a impopular (por exemplo, assuntos como a separação bíblica e o inferno).

O novo Evangelicalismo resume sua mensagem apenas a uma parte de “todo o conselho de Deus” (Atos 20:27). Isto dá a impressão de que muito do que o novo Evangelicalismo prega é espiritualmente bíblico e benéfico. Ele pode pregar muito sobre salvação, sobre o viver cristão, o amor pelo Senhor, o casamento, a educação dos filhos, a santificação, a divindade de Cristo e até sobre a infalibilidade da Escritura.

Mas, ao ser encarado com a exigência de condenar o erro e denunciar os líderes cristãos populares, ele se recusa a tomar uma posição e, mais provavelmente, vai se voltar contra quem o estiver forçando, taxando-o de “extremo fundamentalista”, “separação do segundo grau”, ou algo assim.

Billy Graham é o rei do positivismo e do não julgamento. Seus livros estão nas prateleiras da vasta maioria das livrarias cristãs. Ele é por demais influente e sua mensagem tem sido descrita como “áspera no centro, porém macia nas bordas”. Ele diz que o seu ofício é apenas pregar o evangelho e que não foi chamado para se envolver em controvérsias doutrinárias.

Em 1965, o United Church Observer, jornal oficial da Igreja Unida do Canadá, cujo moderador Bill Phipps afirmou (em 1997) que “Jesus Cristo não é Deus”, fez a Graham uma série de perguntas. Suas respostas demonstram o estilo neo-evangélico positivo do não julgamento.

Pergunta - Em seu livro, o senhor fala dos ‘falsos profetas’. O senhor diz que o esforço de tempo integral de muitos intelectuais é se desviar do plano de Deus e cita Paul Tillich. O senhor considera Paul Tillich um falso profeta?


Resposta - Resolvi usar a prática de não fazer julgamento de outros eclesiásticos.

Pergunta - O senhor acha que igrejas como a Igreja Unida do Canadá e as grandes igrejas liberais do Estado Unidos, ativas no movimento ecumênico e cujos ministros estudam e respeitam a obra de Paul Tillich, e de outros grandes mestres modernos, são apóstatas?

Resposta - Provavelmente, eu não poderia fazer tal julgamento contra igrejas individuais ou contra os clérigos da Igreja Unida do Canadá. Meu conhecimento desta igreja é inadequado e minha capacidade para tal discernimento é por demais limitada. Meus livros e escritos são do conhecimento público, mas amo a comunhão e a obra de muitos cristãos que não concordam teologicamente comigo em tudo. Quanto a chamar apóstata quem lê e recebe ajuda de Paul Tillich, isto é absurdo. Existem muitas sombras nas opiniões teológicas das grandes denominações a serem esclarecidas pelos liberais, neo-ortodoxos, conservadores, fundamentalistas, ou quem quer que seja.

Pergunta - Sua organização está firme conosco numa tentativa moderna, esclarecida e erudita de explicar às pessoas o que “a Bíblia diz”? Ou está do lado dos que nos descrevem como uma igreja apóstata, que espalha a descrença?

Resposta - Nossa Associação Evangelística não está preocupada em fazer julgamento - favorável ou adverso - sobre qualquer denominação em particular. Não pretendemos nos envolver nas diversas divisões dentro da igreja. Somos apenas pregadores do evangelho, não teólogos eruditos... Embora haja alguns membros em nossa equipe com grau de doutorado... Sentimos que o nosso chamado é especialmente. .. para levar pessoas a um compromisso pessoal com Cristo! Não queremos permitir que sejamos mal vistos pelos muitos concorrentes religiosos. (“Billy Graham - Answers 26 Provocative Questions”, United Church Observer, 01/07/1966).

Trata-se de puro neo-evangelicalismo . Ele prega contra o erro em termos gerais; porém, raramente o faz de maneira clara e específica.

A recusa de Graham em pregar qualquer coisa além dos aspectos mais básicos do evangelho (ou até do que é mais questionável) é que o torna aceito tanto pelos católicos como pelos teólogos modernistas. Charles Dullea, Superior do Instituto Bíblico Pontifício, em Roma, disse: “Porque ele está pregando o Cristianismo básico, não entra nos assuntos que hoje dividem os cristãos. Ele não toca nos Sacramentos da Igreja, de modo algum... O católico não escuta qualquer desconsideração à autoridade do ensino da Igreja, nem às prerrogativas papais ou episcopais, nem palavra alguma contra a Missa, os sacramentos e as práticas católicas. Graham não tem tempo para isso. Ele está pregando somente Cristo e um compromisso total com Ele. Em minha opinião, os católicos vão ouvir pouco, se alguma coisa, com que eles não concordem” (Dullea, “A Catholic Looks at Billy Graham”, Homiletic & Pastoral Review, Janeiro, 1972).

Billy Graham é apenas um exemplo da multiplicidade de outros evangélicos, cujos livros enchem as prateleiras das livrarias cristãs de hoje.

A ênfase dos livros disponíveis nestas livrarias não é sobre uma sólida pregação e ensino da Bíblia, nem sobre uma clara exposição dos erros que estão corrompendo a obra e o povo de Deus, hoje em dia. Em vez disso, a ênfase é sobre “uma proclamação positiva da verdade” e sobre os escritos que façam as pessoas se sentirem bem. Conforme diz J. I. Packer a respeito de Richard Foster e os livros da Renovare, eles são “suaves sobre o pecado e firmes sobre a graça”. (Capa traseira do livro de Foster, “Life With God”). Packer quis fazer um elogio, mas acabou fazendo uma acusação, porque a Bíblia é tão firme sobre o pecado como o é sobre a graça. Ninguém pode ter uma perspectiva apropriada da graça sem uma apropriada ênfase sobre o pecado, pois o horror do pecado, comparado à grandeza e santidade de Deus e à Sua terrível justiça, é que nos permite ver a graça numa perspectiva apropriada. De outro modo, a graça se torna uma “graça barata”, um assunto que ocupa as prateleiras da média das livrarias cristãs.

Tem-se, por exemplo, de Robert Schüller - “Turning Hearts Into Halos” - (Transformando Feridas em Alegrias); de Kay Arthur - “Lord, Heal My Hurts”, (Senhor, Cura Minhas Feridas); de Charles Stanley - “The Source of My Strenght - Healing Your Wounded Heart (O Tamanho de Minha Força - Curando Meu Coração Ferido); de David Jeremiah - “A Bend in the Road” - Experiencing God When Your World Caves In) (Uma Curva na Estrada -Experimentando Deus, Quando o Seu Mundo Desaba).

“Dangers in Christian Bookstores” - David Cloud
Traduzido por Mary Schultze

quinta-feira, agosto 06, 2009

Perigos nas livrarias cristãs - (Parte 1)


Nunca os livros cristãos estiveram tão facilmente disponíveis à média dos cristãos e também nunca o perigo espiritual, associado a tais livros, foi tão grande. Infelizmente, a média dos membros das igrejas crentes na Bíblia não sabe se proteger nem proteger a família desse tipo de perigo.
Três verdades indispensáveis da Bíblia podem proteger o filho de Deus nestes tempos do fim.

A primeira é que estes últimos dias são caracterizados pela apostasia, não pelo reavivamento.

Desse modo, não é surpresa estarmos nos confrontando hoje com uma vasta quantidade de heresias e comprometimentos espirituais. Nunca houve um tempo em que o povo de Deus precisasse tanto de conhecimento e cautela, como o de hoje.
“Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados” (2 Timóteo 3:13).
“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas” (2 Timóteo 4:3-4).

A segunda é que Deus admoesta o Seu povo a examinar tudo pelas Escrituras.

“Examinai tudo. Retende o bem” (1 Tessalonicenses 5:21).
“Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim” (Atos 17:11).
“Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (1 João 4:1).

A terceira é que o erro espiritual se apresenta sob o disfarce de verdade e justiça.

Ele é sutil e pode nos enganar se não estivermos biblicamente embasados e não formos excessivamente cautelosos.

“Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores” (Mateus 7:15).
“Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo” (2 Coríntios 11:3).
“Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando- se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras” (2 Coríntios 11:13-15).
Neste artigo vamos mostrar alguns dos perigos que se encontram nas livrarias cristãs, sob os mais variados títulos. Não vamos entrar aqui nas áreas das versões modernas da Bíblia, da música contemporânea, da história da igreja e das missões evangélicas. Existem muitos perigos nestas áreas, mas não temos aqui espaço suficiente para mostrá-las. (Já mostramos isto em muitos livros e vídeos, os quais poderão ser adquiridos na Way of Life Literature).

“Dangers in Christian Bookstores” - David Cloud
Traduzido por Mary Schultze

segunda-feira, agosto 03, 2009

Era da Igreja, Era da Facilidade



O que tem de crente por aí, seguindo o fácil caminho do engodo emergente, só mesmo analisando o assunto para se acreditar. Isso porque até o diabo é crente (Tiago 2:19).

Crente que anda em busca de poder financeiro e de poder espiritual (espiritualidade contemplativa) , é um servo do Gnosticismo ou do Catolicismo Romano, mas não um servo fiel de Jesus Cristo. Isso porque os ambiciosos vivem em busca de riqueza; os gnósticos e espiritualistas vivem em busca de “poder espiritual”. Muitos dos que se enquadram nos ensinos de Roma estão imitando os “santos” da ICAR, principalmente os da Idade Média, como Teresa D’Ávila, Inácio de Loyola e outros, que entravam em êxtase, pensando que estavam conversando com Jesus... E estavam mesmo, mas não com o Jesus da Bíblia, e sim, com o “outro Jesus”.

Crente que vive diante da TV e nunca tem um minutinho sequer para ler a Palavra de Deus, acaba se tornando igual aos pecadores impenitentes ali apresentados como pessoas dignas de imitação (por exemplo os adúlteros e os gays). Como diz um sábio jornalista cristão de SP, o que estamos recebendo dentro de nossos lares, hoje em dia, e sempre nelas acreditando, são as informações “midiotas” de cada dia.

A TV mostra Israel como um país que vive arranjando encrenca e atacando seus “indefesos vizinhos”, quando na verdade os “palestinos” é que são encrenqueiros, terroristas e mentirosos. O mundo inteiro (com exceção dos cristãos que pesquisam as profecias bíblicas) está engolindo as mentiras da “Midiotia” e achando que os judeus são os culpados de tudo de ruim que acontece no Oriente Médio.

Isso acontece com a maioria dos líderes eclesiásticos porque eles adotaram a falsa Teologia Dominionista de Agostinho de Hipona, acreditando que a Igreja Cristã vai se tornar santa e una, a fim de dominar o mundo, preparando-o durante mil anos para a volta de Cristo. Eles acreditam piamente que Israel foi totalmente descartado por Deus e que a Igreja é “o novo Israel”. Essa gente lê o Livro de Romanos (principalmente os capítulos 9-11) e não entende que Israel está apenas passando por um tempo de espera, até que venha a plenitude dos gentios e Deus volte a tratar com o Seu povo escolhido.

Os pastores dominionistas ou reconstrucionistas (a grande maioria) em geral usam o Velho Testamento, para exigir Dízimos e sacrifícios dos crentes, fanatizados pelo Movimento do Crescimento das Igrejas. Eles nunca enxergam as profecias bíblicas que apontam para o futuro de Israel. E como estão cegos diante da verdade, acabam acreditando que todas as promessas que Deus fez para o futuro glorioso do Seu povo foram feitas para a Igreja... Mas nunca os castigos.

A verdade é que a Era da Igreja é apenas um Intermezzo na economia divina, pois estamos na Era da Facilidade, enquanto Jesus está assentado no Trono da Graça e a salvação é facilitada pela Sua Graça sem limite. Quem reconhece que é um pecador perdido e crê em Jesus Cristo como o unigênito Filho de Deus, morto na cruz para nos libertar do inferno (tendo ressuscitado no terceiro dia para comprovar que é o Deus bendito eternamente) e O recebe no coração, está salvo. É mais simples do que tomar um copo d’água (como diz o Dr. Peter Ruckman).


E é claro que se recebemos Cristo no coração e logo somos habitados pelo Espírito Santo, devemos ser honestos em tudo: nos pensamentos, na linguagem e nos atos, conforme nos ensinam Suas palavras (pelas quais seremos todos julgados, segundo João 12:48). Quem recebe Cristo no coração e se entrega à leitura da Bíblia, tentando seguir o Seu exemplo de vida, está seguindo o caminho certo.

Os crentes que seguem a Palavra de Deus, aguardando tranquilamente a volta de Cristo para o Arrebatamento, o qual vai nos livrar do Dia da Ira, são pessoas felizes e satisfeitas - com as coisas boas - e pacientes nas tribulações. Paulo explica isto muito bem, dizendo que podemos ser... “Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos... Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente; não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas” (2 Coríntios 4:9,17-18).


Por Mary Schultze
(www.cpr.org.br/mary.htm)

domingo, agosto 02, 2009

Matrix, os evangélicos e a crise do real e do irreal

Há pouco eu revi a trilogia do filme Matrix.

O filme apresenta como tema a luta do ser humano, contra o domínio das máquinas que evoluíram após o advento da Inteligência Artificial.

Em um recurso extremo para derrotar as máquinas, a humanidade cobriu a luz do Sol para cortar o suprimento de energia das mesmas, mas elas adotaram uma solução radical: como cada ser humano produz, em média, 120 volts de energia elétrica, começaram a cultivá-los em massa como fonte de energia.

Para que o cultivo fosse eficiente, os seres humanos passaram a receber programas de realidade virtual, enquanto seus corpos reais permaneciam mergulhados em habitáculos nos campos de cultivo. Essa realidade virtual, que é um programa de computador ao quais todos são conectados, chama-se Matrix e simula a humanidade do final do século XX.

O filme é repleto de mensagens sutis, dentre as quais da existência de pessoas que preferem viver no mundo irreal a libertar-se da Matrix. Isto me faz lembrar inúmeros crentes em Cristo Jesus que optaram por viver a vida cristã em casulos ilusionários.

Para estes, não vale a pena livrar-se dos habitáculos escravocratas, até porque, o mundo real vai de encontro a tudo aquilo que sempre combateram. Os crentes “matrixados” preferem a prisão dos usos e costumes a liberdade em Cristo Jesus.

Aliás, você já se deu conta da existência de cristãos que não conseguem lidar com a liberdade? Para estes, o cristianismo não é libertário, e sim “budificado” e “carmático”.

Neste contexto, usar maquiagem, brincos, pulseiras e anéis, ouvir música do mundo, jogar futebol, tomar um cálice de vinho com o cônjuge em datas especiais, dentre outras coisas mais, pode ser considerado libertino e demoníaco.Prezado amigo, infelizmente um número significativo de cristãos, salvos em por Deus, ao ouvirem a mensagem libertadora do evangelho de Cristo, recusam o mundo real preferindo o “lerê, lerê” da Matrix.

Pense nisso!


Por: Renato Vargens
(http://renatovargens.blogspot.com)

sexta-feira, julho 31, 2009

Bento 16 e a Nova Ordem Mundial

Durante dez anos eu me ocupei exclusivamente em denunciar os erros doutrinários e políticos da Igreja de Roma, tendo escrito alguns livros (e centenas de artigos) mostrando a iniquidade da Meretriz do Apocalipse 17-18, durante os seus dezesseis séculos de nefasta existência...

Quando Ratzinger assumiu o papado, uma irmã telefonou de Belém do Pará para me dar os parabéns, dizendo que eu tinha acertado em cheio, pois semanas antes eu havia escrito que ele seria eleito o novo papa...

A partir da eleição do Bentinho (apelido que dei ao papa alemão), deixei a ICAR de mão, porque senti que não adiantava mais mostrar os seus erros. A profecia já estava se cumprindo e o ex-inquisidor chefe da ICAR seria a chave de ferro na preparação do palco para a chegada do Anticristo.

A Igreja de Roma tem usado o nome santo de Cristo para dominar o mundo, fazendo guerras e revoluções, entronizando e derrubando reinados e governos, no mundo inteiro, principalmente nos países onde a religião católica predomina. Esta Igreja vai liderar a religião mundial e não tenho a menor dúvida. O falecido papa JP2 cuidou bem disso, quando visitou o mundo inteiro, captando a simpatia e a confiança dos líderes do Cristianismo Evangélico, e até de outras religiões não cristãs. Tudo de ruim que acontece no mundo tem o dedo podre do papado (sob a liderança dos jesuítas) e quem achar que estou exagerando, leia o livro “Vatican Assassins” do grande pesquisador americano Eric Jon Phelps.

Deus é muito consistente em tudo que fala na Bíblia e jamais mudaria o rumo das coisas que Ele anunciou de antemão. As profecias devem ser cumpridas e nem mesmo o Senhor Jesus Cristo ousou desafiar a Escritura, segundo João 10:35, onde Ele falou: “A Escritura não pode ser anulada“, quando os judeus o acusaram de blasfêmia e queriam apedrejá-Lo.

Joseph Ratzinger estudou Teologia Católica no mesmo seminário alemão (em Tübingen) onde meu marido estudou Química Industrial. Seu mestre favorito foi Hans Kung, cujo lugar ele iria usurpar naquela universidade. Schultze entrou para estudar Teologia Protestante, mas quando os professores (liberais) começaram a negar o nascimento virginal de Cristo, ele se decepcionou, perdeu a fé e escolheu Química Industrial. Minha neta Luciana está fazendo mestrado na mesma disciplina, na Universidade de Leipzig.

Bentinho está com a faca e o queijo na mão, pois o mundo entrou em colapso econômico, moral e espiritual, nos últimos anos (com uma boa ajuda da Ordem de Loyola, criada para fazer a Contra-Reforma) e agora ele está pregando um governo mundial, exatamente porque vê o prestígio de sua igreja decaindo, com o Humanismo predominando em todas as camadas sociais, e com a implantação de tantas vertentes da religião evangélica, nos países latino-americanos.

Por isso, seguindo o mesmo engodo ecumenista adotado pela sua Igreja, nos anos 1960 (com o papa Paulo VI), Bentinho agora apresenta uma solução para todos os problemas mundiais, com a instalação de um governo único, o qual poderá controlar, mundialmente, a economia, a política e religião, numa tentativa de colocar este planeta nos eixos.

A idéia do Ratzinger não parece ser ruim, porque podemos ver aqui o cumprimento das profecias bíblicas do Apocalipse 13. Com a Igreja de Roma dando as cartas, logo será sendo entronizado o “homem do pecado” (que pode ser Obama, o Príncipe Charles ou outro líder maçom grau 33), o qual vai governar o mundo por três anos e meio, dando mostras de competência e bondade. Mas, depois desse tempo, na segunda metade da Tribulação, o governante mundial será possuído por Satanás e mostrará sua verdadeira face, comparada à qual Hitler foi um verdadeiro santo!

Graças a Deus que a nós, os crentes bíblicos, ainda resta a bendita esperança do Arrebatamento e não estaremos aqui para sofrer os horrores que vão desabar sobre a Terra. O Anticristo vai começar a perseguir os cristãos e os judeus, exigindo a colocação da “Marca da besta” na mão ou na testa de cada habitante do planeta. Então, as pragas do Apocalipse começarão a cair sobre as cabeças dos que, segundo Paulo, aceitaram a operação do erro, não dando crédito à verdade, que é Jesus Cristo, o único que pode nos salvar da ira vindoura. Vejam a 1 Tessalonicenses 2 (De preferência numa Versão Autorizada King James, a Bíblia mais confiável do mundo).


Por Mary Schultze

quarta-feira, julho 29, 2009

Boca do Sapo Gospel



Parte da Igreja Evangélica Brasileira tem a enorme capacidade de criar doutrinas completamente estapafúrdias. Uma das mais comuns atualmente é aquilo que alguns denominam de oração contrária.

Tal doutrina, parte pelo pressuposto que o cristão em nome de Deus tem o poder de amaldiçoar outras pessoas através da oração positiva e determinante. Em outras palavras, tal ensinamento afirma categoricamente que aqueles que agem desta maneira, podem rogar ao Senhor da glória o aparecimento de desgraças e frustrações na vida de seus desafetos, determinando assim a desventura alheia.

Em nome de Deus, tais pessoas rogam “pragas e desgraças” para aqueles que em algum momento da vida se contrapõem a seus sonhos e vontade. É nesta perspectiva, que tem emergido em nossas comunidades o toma-la-dá-cá evangélico. Basta o chefe no trabalho ser um pouco mais chato pra se orar contra ele, ou até mesmo alguém discordar da forma do pastor conduzir o rebanho, que lá vem maldição.

Em certas igrejas a palavra “rebeldia” tem sido usada para todo aquele que foge dos caprichos fúteis de uma liderança enfatuada. Em tais comunidades, discordar do apóstolo ou profeta quase que implica com que o nome seja colocado na “boca gospel do sapo”.

Ahhhhhhhhhhhhhh! Só de imaginar situações como estas chego a suspirar profundamente! Confesso que tal procedimento me deixa absolutamente estupefato!

À luz disso, não tenho a menor dúvida em afirmar que comportamentos como estes não ficam a dever em nada aos trabalhos de macumba e vodu que são feitos nas esquinas e encruzilhadas deste Brasil varonil.


Infelizmente parte da igreja evangélica mergulha em alta velocidade no buraco da sincretização, deixando para trás valores, virtudes e princípios onde a afetividade e o amor deveriam ser marcas indeléveis de uma comunidade que conhece a Cristo.

Que Deus tenha misericórdia de seu povo!

Por: Pr. Renato Vargens
(http://renatovargens.blogspot.com/)

sábado, julho 25, 2009

Michael Jackson - Recolham suas pedras por respeito aos mortos

Recolham suas pedras por respeito aos mortos


Ouvi vários comentários jocosos e alguns pejorativos sobre o ídolo e a sua morte.

Os salvos em Cristo, aqueles lavados e remidos no sangue de Cristo, aqueles que têm certeza da sua salvação, torceram o nariz.
Ficaram na ponta de seus pés. Colocaram o dedo em riste e remeteram a alma do ídolo diretamente para o inferno.

Dizendo mais ou menos assim:

“Cuidou tanto do nariz e agora de nada adiantaram seus milhões de dólares!”

“Que isso sirva de exemplo! Ele até mudou a cor da pele!”

“Menos um pedófilo em circulação!” E tantas outras coisas.

Por que tanta violência verbal dirigida a um corpo morto, a um corpo inerte? A um corpo que não pode se defender, a uma voz que calou. Parece até que uma enxurrada de insatisfações estava contida no interior dos críticos. Parece haver uma pressa para que Michael Jackson se acomode logo no inferno do lago de fogo e enxofre.

Covardia. E é bem possível que a maioria dos críticos que assim procederam e procedem não tenha pensado um só minuto em evangelizar o ídolo. Talvez a maioria não tenha orado nunca em favor dele, dizendo “Senhor, Senhor, salve essa vida! Oh, doce Espírito Santo atua no coração deste ídolo! E o transforme e regenere.”

Não será melhor que todos recolham as suas pedras? Até porque o julgamento final cabe a Deus não conhecemos o coração de ninguém. Você tem certeza absoluta que esse homem vá para um lugar de tormentos? E se ele, por acaso, no último alento, no último fôlego de vida, fez uma oração e entregou a sua vida, se arrependeu e disse “Senhor, salva-me”?

Como aconteceu com aquele ladrão crucificado junto a Jesus Cristo, rejeitado pela sociedade. Ele se arrependeu, foi tocado pela graça e se salvou. E Jesus disse: “Na verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso”.

Recolham as suas pedras. Não temos o direito de tripudiarmos sobre cadáveres, sobre aquelas pessoas que morreram e que, em vida, não andaram segundo os nossos padrões, segundo o padrão da nossa crença, segundo aquilo que nós julgamos certo.

Nós fazemos parte da sociedade. Embora cristãos, nós estamos aqui na terra e fazemos parte, estamos aqui. E a sociedade cria seus ídolos e seus monstros. Nada fizemos em favor e agora nos achamos no direito de jogar nossas pedras.

Depois que o homem morre, depois que o pecador morre... milhões morrem, milhões de pecadores morrem todos os dias mas não podemos lançar sobre ele a nossa recriminação. Não temos esse direito. Os mortos precisam de respeito. Os mortos precisam ser respeitados. Que ele vá para o lugar designado por Deus. Somente Deus pode julgar.

Recolham as suas pedras, olhem para dentro de si, façam uma reflexão. Como está a sua vida? Está isenta de pecado? Ou os pecados de Michael Jackson eram bem superiores aos seus? Ou será que você também não está em pecado hediondo, horrível, tremendo? Mas você se julga no direito de dizer: “Não, eu estou tranquilo, eu estou satisfeito com os meus pequenos pecados, com a minha vida. Eu estou salvo, eu vou para o céu”.

Não faça isso. Não tripudie sobre os fracos. Não devemos manter essa atitude agressiva sobre aqueles que pecaram. Nós todos somos pecadores e dependemos da graça de Deus, da graça salvívica de Deus. Não podemos manter esse tipo de atitude que não condiz com os princípios cristãos.


Por Pr. Airton Evangelista da Costa
www.palavradaverdade.com
Aquiraz - Ceará - BRASIL

quarta-feira, junho 17, 2009

Lembranças de algo que não há


No último domingo, celebrei a Ceia na igreja que pastoreio. Para mim, é um momento importante, quando vivenciamos um mistério, que é a presença de Jesus nos elementos e no culto. Na verdade, não dá para explicar aquilo que nós reformados chamamos de “sacramento”. No máximo, podemos compartilhar a experiência.

Enquanto me lembrava do culto e do momento da Ceia, da alegria de partilhar da mesa do Senhor com gente tão pecadora quanto eu, mas também tão alcançada pela graça salvadora de Jesus, comecei a ficar triste.

Não por causa do culto em si, nem pela igreja que pastoreio. Muito menos pelas pessoas de lá. Minha tristeza se deu por causa de um cansaço.

É, acho que estou cansado, estafado, esgotado. Não se trata de cansaço físico, que uma boa noite de sono resolve, nem de cansaço ministerial. Estou cansado é dos rumos que a igreja evangélica brasileira anda tomando. Em contraste com a santidade e a intimidade que o Senhor nos proporciona, lembradas pela celebração da Ceia, vivemos tempos muito ruins. Parafraseando Frank Peretti, estamos vivendo em um mundo tenebroso. Não temo em afirmar que rumamos para uma grande apostasia.

A fé bíblica deixou de ser parâmetro para o ser cristão. Hoje as pessoas buscam cada vez mais ter experiências sensoriais, ainda que em total afronta às Escrituras. Bíblia? Ora, para quê Bíblia, se hoje temos profetas, bispos e apóstolos ungidos, vindo diretamente do trono de Deus, sem nenhuma chancela do Espírito Santo e de seu corpo, que é a Igreja (não confundir com “igrejas”) aqui na terra? Por que gastar tempo lendo e interpretando uma literatura em sua maior parte de origem semita, produzida há cerca de 2 mil anos, se hoje temos DVDs, CDs e outras bugigangas que trazem o alento necessário às almas ocas? Por que se importar em ser pastoreado de modo saudável, se hoje não nos importamos mais em viver um verdadeiro renascimento medieval? Se hoje se cobra um módico preço de cada incauto para que ele seja abençoado por Deus através de gente que confunde estética metrossexual com intrepidez ministerial? Em nossos tempos, não é melhor cantar “Restitui” do que “Tudo a Ti, Jesus, entrego”?

Sempre que posso, procuro alertar as pessoas sobre como a igreja evangélica brasileira tem se transformado nessa espécie de “Sodoma gospel”, onde as pessoas, ainda que religiosas, são más e agem contra o Senhor (Gn 13.13). Fico feliz com a igreja que pastoreio hoje, que tem sido receptiva àquilo que procuro alertar. E sei também de outras comunidades e igrejas locais onde se busca o evangelho verdadeiro. Mas sei também que estamos nos tornando exceção.

Sinto saudades do um tempo em que as aberrações eram prontamente identificadas e rejeitadas, um tempo em que o “deus-mercado”, o “deus-espelho” e o “deus-sucesso-a-qualquer-preço” ainda não tinham colocado as garras de fora. E isso tudo me entristece bastante.

Sei que Deus ampara os seus, não permitindo que fiquem atordoados (1Pe 2.6). Sei que estamos vivendo o cumprimento das profecias acerca da volta de Jesus (Lc 18.8), e que apareceriam falsos cristos e falsos profetas anunciando a “última revelação fresquinha” de Deus (Mt 24.5, 23, 24) — o que de fato já está ocorrendo. Mas a vida ministerial tem dessas coisas. Que Deus me ajude a olhar mais para suas promessas, que refrigeram o coração e a alma (Sl 19.7), enquanto andamos no seu caminho.


Escrito por: Rodrigo de Lima Ferreira, casado, duas filhas, é pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil desde 1997. Graduado em teologia e mestre em missões urbanas pela FTSA, hoje pastoreia a IPI de Rolim de Moura, RO.

Fonte: Site da Revista Ultimato

quarta-feira, abril 15, 2009

Ser ou Não Ser, Eis a Questão!

Vocês são a luz do mundo.
Portanto, se a luz que está dentro de você são trevas,
que tremendas trevas são!
Jesus Cristo


O título que encima este artigo é a tradução de “To be or not to be; this the question” da obra do dramaturgo e poeta inglês, William Shakespeare (1564-1616).

Na página 3 do MeuBoletim n. 2, transcrevi algumas opiniões de leitores sobre o meu livrete*, dentre as quais a de um evangélico que me criticou pela minha maneira de criticar os evangélicos. (Parece que ele nem se deu conta de que também como evangélico estava criticando um evangélico!).

O Senhor Jesus disse que os seus discípulos seriam a luz do mundo, e que essa luz deveria brilhar diante dos homens, para que vissem as suas boas obras e glorificassem o Pai que está nos céus.

Nós, evangélicos, ou crentes, estamos convictos de que somos o povo de Deus aqui na terra; de que somos a luz do mundo. Achamos até que somos os tais. Pois não se canta uma canção nesse rumo: Um dos tais, um dos tais, podes tu também dizer sou um dos tais? Mas que diferença estamos fazendo? O mundo está nos vendo como luz de Deus aqui na terra e, por nossa causa, está glorificando o Pai que está nos céus? Ou a luz que deveria estar em nós enuviou-se, tornou-se trevas?

Quando critico os evangélicos, faço-o de cátedra, pois me incluo nesse grupo desde os dezoito anos de idade, ou seja, desde quando deixei o catolicismo romano, em 1953. Já se vão 54 anos. De vez em quando, dou um balanço no que tenho visto no meio dos evangélicos! É de estarrecer! Se eu fosse narrar as muitas peças que muitos evangélicos me têm pregado, nesse meio século, não caberiam numa edição inteira do MeuBoletim.

● Quando comecei minhas atividades como corretor de imóveis, em 1971, e abri uma imobiliária, um evangélico quase me levou à falência, pois não pagou os aluguéis. Aluguei-lhe duas salas sem boas garantias, por confiar nele. Afinal, ele tinha boas referências. Além de evangélico, tinha sido administrador de cidades satélites, era engenheiro e empresário. E sabe de uma coisa? Nesse tempo eu morava de aluguel num pobre barraco de madeira, longe do escritório, e tinha de ir e vir a pé de manhã, no horário do almoço e à tarde, porque não tinha dois cruzeiros para pagar a passagem do ônibus. Mas mesmo assim eu tinha de arranjar dinheiro para pagar em dia o aluguel dele à proprietária das salas, para poder cumprir o meu compromisso com ela, além do meu próprio aluguel, alimentar quatro filhos e ajudar os meus pais.

Um advogado amigo (não evangélico) me socorreu, e entrou com a ação de despejo contra ele, sem me cobrar honorários. Ele não purgou a mora e a ação foi julgada procedente, e foi decretado o seu despejo. Nessa hora, ele veio correndo me pedir penico. Condoído, fiz um acordo com ele e deixei de executar a sentença de despejo, mas ele não cumpriu a sua parte no acordo.
Somente muitos anos depois, seu irmão veio acertar a pendência comigo, para poder levantar a falência dele.

● O pastor evangélico alugou uma loja de duas portas, para ali funcionar uma igreja. Um belo dia, ele fechou a igreja e se mandou para Maringá, PR. De lá, mandou as chaves pelo correio, mas não o pagamento dos aluguéis atrasados. Mandei-lhe duas cartas de cobrança, que resultaram em nada, pois não obtive nem resposta. E pelo telefone, não consegui passar da secretária. Aí, me lembrei de um amigo advogado (evangélico) que morava em Maringá. Ajuizei a execução, e ele cumpriu a carta precatória para mim. A igreja somente pagou o débito quando o oficial de justiça foi fazer a penhora dos seus bens.

● A irmã se apresentou como obreira de uma igreja evangélica e o seu marido, motorista do pastor. Alugou o imóvel residencial, mas deixou de pagar os aluguéis. Quando cobrada, abandonou o imóvel, mas não devolveu as chaves nem pagou os aluguéis atrasados. Ajuizei a ação de despejo e, verificado o abandono do imóvel, o juiz imitiu o proprietário na sua posse. Mas ela contratou advogado e contestou a ação, mentindo deslavadamente que havia feito a devolução das chaves a mim. (Com isso ela me ofendeu!). Para a audiência, ela indicou duas testemunhas. Eram duas moças evangélicas, simples e de cabelos compridos como os dela. Feitas as perguntas de praxe à primeira testemunha, e tendo ela declarado que presenciou a entrega das chaves, o Magistrado me deu a palavra para a inquirição.

Limitei-me a perguntar onde ela tinha ido para entregar as chaves. Sabe o que ela respondeu? — Cobriu o rosto com as mãos, abaixou a cabeça e emudeceu! Veio a segunda testemunha. Aí, feitas as perguntas de praxe, e tendo ela também declarado que presenciou a entrega das chaves, o Juiz mesmo lhe fez a dita pergunta. Sabe o que ela respondeu? — Cobriu o rosto com as mãos, abaixou a cabeça e emudeceu! A essa altura, o advogado dela, coitado, ficou corado e de cabeça baixa, diante da barafunda aprontada por aquele “trio parada dura”.

Após isso, ajuizei a execução. Mas ela não pagou nem apresentou bens à penhora. O único imóvel do seu fiador, um modesto evangélico (batista), foi penhorado e levado à praça; isto é, vendido em leilão. Ainda bem que ele conseguiu fazer a remição, senão ele teria de ir morar debaixo de um viaduto, que naquele tempo era muito escasso no Distrito Federal!


● O pastor evangélico (que Deus o tenha!) foi apresentado como fiador por sua empregada. Eu o conhecia: era escritor, conferencista, diretor de colégio evangélico, membro de um Conselho importante no Governo. Enfim, gente confiável! Quando teve de responder pela fiança, negou-se a fazê-lo, alegando — vejam só! — que ele assinara o contrato de locação somente “pro forma”! Quando o oficial de justiça foi penhorar a sua caminhonete, ele pagou a dívida da sua afiançada, na “forma” da lei!

E sabe de uma coisa? Não tenho mágoa de ninguém! Para mim foi um aprendizado. Duro, penoso, mas aprendi muito.
Talvez você justifique tudo isso dizendo: É, mas todo mundo faz assim. Pode ser verdade, mas “todo mundo” não anda dizendo por aí que é a luz do mundo; que nasceu de novo, que é nova criatura.

Afinal, que luzes são essas? Esse descalabro evangélico chegou a tal ponto que meu sócio achou que, quando o pretendente à locação fosse evangélico, deveríamos tomar mais cuidado, e exigir maiores garantias! Isso me entristeceu muito!

Ora, de uma forma ou de outro, nós evangélicos estamos sempre criticando o mundo e, indiretamente, estamos dizendo que somos melhores do que as demais pessoas. Seja num testemunho pessoal, seja pregando no púlpito, no rádio, na TV. No apelo à conversão, estamos dizendo às pessoas que elas estão erradas, perdidas, e que, portanto, se arrependam, se convertam. Em outras palavras, que se tornem certinhas como nós! Entendo que para podermos criticar o mundo devemos nos criticar primeiro. Não foi mais ou menos isso que o Senhor Jesus quis dizer quando exortou: Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e então verás claramente para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão?

E de lá para cá, não vi nenhuma melhora! E precisamos fazer a diferença. Fico temeroso de que um o dia o termo evangélico passe a figurar nos dicionários com um significado muito desairoso. Evangélico: indivíduo caloteiro, enganador, hipócrita, mau pagador, mentiroso, santarrão, trapaceiro, vigarista! Será que foi por causa disso que um vizinho do meu irmão costumava dizer, referindo-se a um evangélico: “Daquele ali, senhor N., só se aproveita o versículo”?

E tenho muitas outras histórias para contar. Algumas até documentadas em foto.
A turma do deixa disso costuma dizer: Deixa pra lá. Mas não está escrito que “um pouco de fermento leveda toda a massa”?
Quer saber de uma coisa? Acho que sou meio pancada — será que é de tanto levar pancadas de evangélicos? Devo ser mesmo, pois já escrevi uma carta a um cão policial, ao Presidente da República e ao Senhor Jesus Cristo! (Mas aí, são outros causos). E quando vou fazer um cadastro numa empresa, num banco, após informar aqueles dados de praxe — nome, endereço, números de telefone, CI e CPF, rendimentos etc. —, faço questão de escrever: “Nota: Aos 18 anos, aceitei observar os ensinamentos de Jesus Cristo. Destaco dentre eles o que diz: “Seja o vosso falar: Sim, sim; não, não; pois tudo o que passa disso, vem do maligno” (Mt. 5.37). Se em algum momento eu me desviar deles, corrija-me, por favor, e ajude-me a retornar ao caminho certo. Obrigado”.

Confesso que, se eu tivesse a autoridade de um profeta, sairia por aí dizendo a alguns evangélicos que conheço (pastores e leigos): Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus. Raça de víboras... Produzi frutos dignos de arrependimento, e não comeceis a dizer entre vós mesmos: somos pastores, somos levitas, somos crentes, membros da igreja tal... Hipócritas! Limpais o exterior do copo e do prato, mas estes por dentro estão cheios de falsidade, de azedume e desamor...

Ou somos, ou não somos a luz do mundo. Eis a questão!

Por Venefredo Barbosa Vilar

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